10 de Julho é dia de luta: o SINPAF está com a classe trabalhadora!
Por: Gisliene Hesse
Hoje, 10/7, a partir das 18h, o Brasil vai parar. Com o mote “Centrão, o povo não vai pagar a conta”, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras entidades compõem as Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo farão uma mobilização na Avenida Paulista, a partir das 18 horas. Além de apoiar a taxação dos super-ricos, o movimento é em prol do fim da escala 6×1, da redução da jornada de trabalho sem a diminuição do salário, da isenção do imposto de renda para quem ganha até 5mil reais.
Desde a semana passada, essas reivindicações ganharam proporção ainda maior nas redes sociais. Movimentos em favor dos trabalhadores e trabalhadoras levantaram a voz em relação às atitudes dos parlamentares que barraram a taxação dos super-ricos, aprovaram o aumento de deputados federais de 513 para 531 (que foi para a sanção presidencial), além de derrubarem o veto do presidente Lula no texto do Marco Regulatório de Energia Offshore, o que deve gerar o aumento da conta de luz no Brasil nos próximos anos.
Para o SINPAF, esse é um movimento legitimo dos trabalhadores e trabalhadores em defesa dos seus direitos. “Não é de hoje que os trabalhadores e as trabalhadoras sofrem com os desmontes de direitos. Primeiro a reforma trabalhista, depois a reforma tributária. A parte mais desprovida da sociedade é que tem sofrido as consequências das políticas descabidas defendidas pela extrema-direita. Não podemos aceitar que os que ganham menos paguem mais”, pontou o presidente do Sinpaf, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal.
SINPAF apoia o Plebiscito Popular: o povo quer decidir!
Para além da mobilização que ocorrerá hoje, o Sinpaf chama a atenção para o Plebiscito Popular 2025 – uma grande consulta pública que acontece de 14 a 21 de setembro, com votação online e em locais públicos de todo o Brasil. A iniciativa é organizada por movimentos sociais, centrais sindicais, entre elas a CUT, e busca recolocar na agenda nacional pautas urgentes da classe trabalhadora que são justamente as reivindicadas na mobilização de hoje: o fim da escala 6×1, a redução da jornada sem redução de salário, e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com a taxação dos super-ricos.
“O SINPAF também apoia o Plebiscito Popular 2025 porque acredita que a democracia se constrói com participação popular, enfrentando desigualdades e defendendo direitos. Mais do que uma votação, o plebiscito é uma forma de pressionar o Congresso e dar voz ao povo frente ao avanço da extrema-direita e ao distanciamento dos interesses populares”, completou Marcus Vinicius, presidente do Sinpaf.
📍 Saiba mais e participe: www.plebiscitopopular.org.br
✅ 12 motivos para apoiar a mobilização de hoje:
- Porque trabalhar 6 dias e descansar só 1 é desumano.
A escala 6×1 exaure o corpo e a mente. É hora de mudar para jornadas mais humanas, com mais folgas e qualidade de vida. - Porque o Brasil precisa reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários.
Menos horas de trabalho com o mesmo salário já é realidade em outros países e aumenta a produtividade, o bem-estar e os empregos. - Porque quem ganha até R$ 5 mil não pode continuar pagando tanto imposto.
Isentar os salários mais baixos é justiça fiscal. Hoje, o trabalhador pobre paga mais do que bilionário. - Porque os super-ricos nunca pagaram sua parte.
Bilionários, bancos e grandes fortunas estão isentos de impostos que você já paga. Isso precisa acabar. - Porque 141 mil brasileiros com renda acima de R$ 600 mil por ano pagam, em média, só 2,5% de imposto.
Enquanto isso, você paga 7,5%, 15%, 22%. Quem tem mais tem que contribuir mais. - Porque 90% dos trabalhadores poderiam ter até R$ 4 mil a mais por ano no bolso.
Esse valor extra seria possível se os super-ricos fossem finalmente taxados. É quase um 14º salário. - Porque o Congresso está jogando a conta para o povo.
Derrubaram o veto de Lula no Marco da Energia Offshore e isso pode aumentar a conta de luz em R$ 525 bilhões até 2040. Não aceitaremos! - Porque 72% dos parlamentares são empresários e fazendeiros.
Eles não legislam para o povo. Só a pressão popular nas ruas muda esse jogo. - Porque a desigualdade no Brasil está fora de controle.
Enquanto os bilionários brasileiros aumentam suas fortunas em bilhões de dólares, o povo segue endividado e sem direitos. - Porque quem trabalha merece tempo para viver.
Queremos tempo para descansar, estudar, curtir a família. Vida boa não é privilégio, é direito. - Porque as mudanças que queremos não virão sozinhas.
Só a mobilização popular pressiona o Congresso, a mídia e o governo. O silêncio favorece os ricos. - Porque o plebiscito popular está nas ruas e nas redes, e você pode fazer parte.
Apoiar o ato e votar no plebiscito é um passo concreto para construir um Brasil mais justo.

