Em reunião com a Embrapa, Sinpaf cobra celeridade nas negociações do ACT
Por: Rogério Rios
O Sinpaf segue atuando para dar andamento nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos(as) trabalhadores(as) da Embrapa. Na última quinta-feira (9/7), a diretoria do sindicato se reuniu com a diretora-executiva de Administração da Embrapa, Tereza Cristina, para cobrar celeridade nas discussões. Como desdobramento do encontro, uma nova rodada de negociação foi marcada para terça-feira (21/7).
Na reunião com Tereza Cristina, o Sinpaf reforçou a necessidade de discutir as demandas apresentadas pela categoria e alertou a empresa quanto ao descaso com os trabalhadores(as).
Em respostas aos questionamentos, a diretora de Administração afirmou que a Embrapa aguarda um posicionamento da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais – SEST/MGI e que deve apresentar uma proposta ao Sinpaf nos próximos dias.
Para o Sinpaf, a demora da empresa em se manifestar sobre as reivindicações da categoria demonstra a falta de compromisso com quem constrói a excelência da pesquisa agropecuária brasileira. Vale lembrar que, recentemente, o sindicato e a Codevasf — dependente do Tesouro Nacional, assim como a Embrapa — assinaram o ACT 2026-2027, reforçando que é possível avançar quando há interesse entre as partes.
“O Sinpaf está preocupado com a postura da Embrapa e do próprio governo. O que falta é decisão. Enquanto a empresa e os órgãos do governo transferem responsabilidades entre si, os trabalhadores permanecem à espera de uma resposta. O sindicato exige uma solução e não aceitará que esse impasse se prolongue”, disse o presidente do Sinpaf, Jean Kléber.
Valorização já!
Mais de 120 dias após a entrega da Pauta Zero e oito rodadas de negociação, a categoria continua sem respostas.
É importante destacar que, na reunião de abertura da mesa de negociação, a presidenta da Embrapa, Sílvia Massruhá, e a diretora-executiva de Administração, Tereza Cristina, prometeram um processo célere e repetiram o discurso de que “o principal patrimônio da Embrapa são as pessoas e elas devem ser valorizadas”. Meses depois, o andamento das discussões contrasta com a promessa.

