Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
Foto: Breno de Araújo

Eleições, comunicação e formação dominaram os temas na manhã do primeiro dia da 28ª Plenária Sudeste do SINPAF

10 de abril de 2026
Por: Escrito por: Sara Mara / Edição: Camila Bordinha

Eleições, comunicação e formação foram os temas que dominaram a manhã do primeiro dia da 28ª Plenária Regional Sudeste do SINPAF que está sendo realizada nesta sexta-feira, dia 10 de abril e prossegue no sábado, dia 11, em Belo Horizonte (MG). O evento reúne delegadas e delegados em um momento decisivo de escuta, posicionamento político e construção coletiva. O período da manhã contou com quatro mesas: abertura, análise de conjuntura, eleição do/da secretário/secretária e aprovação da pauta e regimento interno da Plenária. 

A mesa de abertura contou com a presença de Jean Kleber de Sousa Silva, Presidente Nacional do SINPAF; Jasna Maria Luna Marques, vice-Presidenta Nacional; Francisco de Paula Antunes Pereira, Presidente da Seção Sindical Sete Lagoas; Neio Lúcio Ramos Silva, Presidente da Seção Sindical Gado de Leite; Jairo Nogueira Filho, dirigente do Sindieletro e Presidente da CUT Minas; e José Carlos Sá Ferreira, Diretor Regional Sudeste SINPAF.

O Presidente Nacional do SINPAF,Jean Kleber de Sousa Silva, falou sobre a primeira parte desta plenária, que contou com uma análise de conjuntura.  Para ele, foi muito importante aprofundar o debate sobre o que se quer para o futuro do SINPAF, das empresas, da categoria e da própria sociedade. “Nós temos dois projetos em disputa para as eleições nacionais, que vão refletir o futuro do nosso SINPAF e da nossa categoria.  O que defendemos é que os trabalhadores e trabalhadoras escolham aqueles representantes que, de fato, defendem a nossa pauta”, explicou. 

Desbalanço – Jairo Nogueira Filho, dirigente do Sindieletro e presidente da CUT-MG, propôs que os Sindicatos se unissem para fazer um desbalanço do governo Zema e citou o caso da Copasa, que pode ser privatizada a qualquer momento. Ele também informou que o atual governador afirmou que a Cemig será a próxima a ser privatizada a qualquer momento.  Também falou sobre as perdas que os trabalhadores tiveram entre 2016 e 2022.  Por fim, solicitou que a plenária repense numa forma de levar esperança para os trabalhadores. “Os dirigentes sindicais têm que parar e pensar em soluções para reagir”, explicou Jairo Filho. 

Fernando Duarte, supervisor técnico do DIEESE-MG, ressaltou que os dados do cenário econômico atual, desemprego muito baixo e inflação sob controle, são estreitamentos favoráveis para negociação coletiva, mas que não está acontecendo. Na verdade, o que se vê são muitas dificuldades. “A precarização do trabalho está muito alta. Quase 38 milhões de pessoas trabalhando de forma desprotegida, isso faz com que o trabalhador assalariado tenha medo de ir para greve, o que atrapalha as negociações”, enfatizou Duarte. 

Entre os outros pontos abordados por ele, estão o fato dos sindicatos serem obrigados a ter que fechar um acordo coletivo para se financiar, e as dificuldades de atuação. “Se o sindicalista for numa empresa para conversar com os trabalhadores, ele não se encontrará com ninguém lá, pois a maioria estará em home office”, completa. 

Política – Para Jean Kleber de Sousa Silva, o SINPAF precisa definir como irá atuar nas eleições de outubro. “Estamos no momento de defender a democracia. A trabalhadora e o trabalhador têm que olhar para outubro e eleger o projeto que representa a classe trabalhadora. Ou a gente se posiciona, ou vamos passar, de novo, pelo que passamos em 2016. Ou atuamos de forma concreta, ou vamos ser engolidos novamente”, reforça Jean Kleber.

De acordo com Jasna Luna Marques, vice-presidenta do SINPAF, a manhã desta sexta-feira foi marcada por uma participação ativa e debates produtivos. “Abrir a plenária com uma mesa de conjuntura é fundamental, porque o sindicato atua dentro de um contexto político, econômico e social que precisa ser compreendido para orientar nossas ações. É a partir dessa leitura da realidade que conseguimos tomar decisões mais assertivas”, destacou.

A dirigente também ressaltou a importância do momento atual. “Este é um ano decisivo, um ano eleitoral. Por isso, é essencial estarmos atentos ao que está acontecendo no país e no mundo, tanto do ponto de vista político quanto institucional, para fazermos as escolhas corretas e fortalecer a nossa luta”, concluiu Jasna. 

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