Última plenária regional consolida debates e abre caminho para o Congresso Nacional do SINPAF
Por: Gisliene Hesse
O ciclo das Plenárias Regionais do Sinpaf chega ao Centro-Oeste em um momento decisivo para a categoria e para o país. Após percorrer as regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste, este último encontro, que será realizado a partir de amanhã, 7 de maio, em Goiânia, GO, não representa apenas a conclusão de uma agenda organizativa, mas a convergência de um processo intenso de debates, acúmulos e construção coletiva.
Mais do que encerrar uma etapa, a 28ª Plenária Regional Centro-Oeste se insere, ao mesmo tempo, como ponto final de um ciclo e como ponto de partida para uma nova fase. “É aqui que as reflexões construídas ao longo de todo o percurso ganham muito mais densidade política e se projetam para o próximo grande momento do SINPAF — o Congresso Nacional, instância máxima de deliberação, realizado a cada três anos”, destaca Jean Kleber, presidente do SINPAF.
A plenária acontece em um contexto marcado por mobilização. Recentemente, a categoria foi às ruas em uma jornada nacional que evidenciou a urgência na condução das negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho da Embrapa e da Codevasf. Em um cenário atravessado pelo calendário eleitoral, o tempo se torna ainda mais determinante. No caso da Embrapa, apesar da pauta já ter sido apresentada, ainda não houve avanços concretos por parte da empresa, o que reforça a necessidade de unidade, pressão e organização.
Para o presidente do SINPAF, o momento exige coesão e clareza de objetivos. “Estamos encerrando um ciclo de escuta e construção coletiva nas cinco regiões do país e iniciando uma etapa ainda mais estratégica. O Congresso Nacional será o espaço de consolidação desse acúmulo”, completa Jean Kleber.
Nesse contexto, o tema central da plenária — trabalho digno, democracia plena e nação soberana — se coloca como eixo estruturante dos debates previstos na programação. A abordagem dialoga com questões em evidência no cenário nacional e com demandas diretamente relacionadas ao cotidiano dos trabalhadores e trabalhadoras.
As discussões também dialogam com um movimento mais amplo da sociedade brasileira, que recolocou no centro do debate público a redução da jornada de trabalho. A proposta de superação da escala 6×1 e a construção de um modelo 5×2 têm mobilizado entidades sindicais, trabalhadores e o próprio governo federal, que já sinaliza prioridade ao tema. A possibilidade de avanço legislativo ainda neste mês de maio reforça a atualidade e a urgência desse debate.
Ao reunir dirigentes, delegados e convidados, a Plenária do Centro-Oeste se consolida como espaço estratégico de análise, formulação e encaminhamento. Será um momento de transformar o conjunto dos debates regionais em direção coletiva, fortalecendo as bases para as decisões que serão levadas ao Congresso Nacional.
A diretora regional do Centro-Oeste também destaca o papel simbólico e político deste encontro no fechamento do ciclo. “Receber a última plenária regional tem um significado muito importante para a nossa região. De certa forma, teremos a oportunidade de fazer um debate ainda mais qualificado, já que estamos no fim do ciclo. Tenho certeza de que finalizaremos o ciclo com discussões do momento atual que contribuirão e muito para o nosso Congresso”, afirma Débora É aqui que conseguimos reunir tudo o que foi debatido nas demais plenárias e reafirmar o compromisso da categoria com uma pauta que dialoga diretamente com a realidade dos trabalhadores e com os desafios do país”, afirma Débora Bastos de Oliveira, diretora regional centro-oeste.
Além dos temas centrais, a plenária também abre espaço para debates fundamentais que atravessam a realidade da categoria e da sociedade, como o enfrentamento à violência contra a mulher, a promoção da igualdade de gênero e o combate ao racismo, a construção de ambientes de trabalho saudáveis, as perspectivas das entidades e os desafios das relações de trabalho. São dimensões que ampliam o sentido da luta sindical e reafirmam o compromisso com uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

