Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

Mobilizar é a saída: categoria reage nesta quarta (29/4) diante de impasse nos ACTs

28 de abril de 2026
Por: Camila Bordinha

A mobilização nacional convocada pelo SINPAF para esta quarta-feira (29/4) ganha ainda mais força e urgência após a negociação coletiva com a Embrapa nesta terça (28/4). Trabalhadoras e trabalhadores da Embrapa e da Codevasf vão se reunir nas unidades e superintendências em todo o país para defender direitos, cobrar avanços no ACT 2026/2027 e dar um recado claro: sem pressão, a negociação não anda.

Não fique de fora. Participe!

A decisão foi tomada nas assembleias realizadas entre 13 e 24 de abril, que também aprovaram a manutenção do estado permanente de mobilização. O eixo da luta é conhecido: melhores condições de trabalho, saúde e segurança, valorização da categoria, recomposição salarial, reconhecimento da escolaridade de assistentes e técnicos da Embrapa e maior participação das empresas nos planos de saúde.

Como foi a rodada de negociação com a Embrapa hoje?

O cenário das negociações com a Embrapa reforça a necessidade de mobilização. Na oitava rodada, realizada nesta terça-feira (28/4), a empresa não apresentou qualquer proposta de acordo nem índice de reajuste. Além disso, transferiu decisões para instâncias superiores, como o Conselho de Administração (Consad), o Comitê de Auditoria (COAUD) e a Sest/MGI, o que amplia a incerteza e contribui para o atraso no processo.

A preocupação aumenta diante do calendário eleitoral, que pode impor restrições a avanços econômicos nos próximos meses. Para o SINPAF, o tempo é um fator decisivo — e a falta de respostas concretas da empresa coloca em risco conquistas importantes para a categoria.

De acordo com o presidente do SINPAF, Jean Kleber de Sousa Silva, a presidenta da Embrapa, Silvia Massruhá, perdeu a oportunidade de dialogar sobre as demandas da categoria com o presidente Lula durante as comemorações do aniversário da Embrapa Cerrados. Na ocasião, diretores nacionais do sindicato entregaram ao presidente da República uma carta cobrando orçamento e empenho no ACT da Embrapa e da Codevasf, na presença da presidenta, que optou por não tratar do tema e interrompeu o diálogo.

“Seguimos totalmente focados no processo de negociação, buscando avanços na defesa da Embrapa e da nossa categoria. Levantamos a bola, mas a presidenta Silvia não quis jogar e deixou a bola cair no nosso campo”, comparou o presidente do SINPAF.

O presidente da Seção Sindical de Goiânia, Waltterlenne Englen, também questionou a autonomia gerencial da empresa. Segundo ele, enquanto outras estatais dependentes do Tesouro avançam em direitos, na Embrapa há retrocessos. “Parece que a Embrapa não está fazendo o dever de casa. Isso é inacreditável, e precisamos rever o que está acontecendo”, concluiu.

SINPAF fez o dever de casa

Mesmo diante desse cenário, o SINPAF segue cumprindo seu papel. A Comissão Nacional de Negociação apresentou novos textos e ajustes em cláusulas importantes, buscando destravar pontos pendentes e avançar na construção do acordo. Ainda assim, a empresa não apresentou contrapropostas.

É justamente por isso que a mobilização desta quarta-feira é decisiva.

A expectativa é de mobilização forte em todo o país.
Porque, diante do impasse, mobilizar é a saída.

Dirigentes sindicais, o momento é de intensificar o diálogo com a base, organizar os atos e garantir presença nas unidades.

Trabalhadoras e trabalhadores, é hora de participar, fortalecer a luta coletiva e mostrar que a categoria está unida.

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