Nova edição da revista do Diesat destaca artigo de diretores do Sinpaf sobre saúde e clima
Por: Thayná Cavalcante
Como proteger quem está na ponta dos impactos cada vez mais severos da crise climática? O tema é abordado na edição nº 50 da revista Trabalho & Saúde, em texto assinado pelos diretores de Saúde do Trabalhador do Sinpaf, Pedro Melo e Sérgio Cobel. Ambos também integram a direção nacional do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e Ambiente de Trabalho (Diesat).
Publicado na página 21 da revista, o material joga luz sobre os reflexos diretos das alterações do clima no cotidiano de quem está na base. Entre os pontos destacados estão o estresse térmico, o agravo de doenças respiratórias decorrentes da má qualidade do ar, os danos à saúde mental após eventos climáticos extremos e as mudanças no perfil de doenças vetoriais como dengue, zika e chikungunya.
Para os diretores, a crise climática é um risco ocupacional atual, transversal e crescente. Ignorá-lo é aumentar o custo humano e financeiro para as organizações. “Proteger o trabalhador e a trabalhadora do calor, da fumaça, das enchentes e da ansiedade climática não é ‘custo’. É investimento em continuidade operacional, produtividade e, principalmente, em vida. O futuro do trabalho será, necessariamente, um trabalho adaptado ao clima”, destacam no artigo.
“Continuar tratando eventos climáticos extremos como fatalidades inevitáveis é uma desculpa cômoda para patrões e governos se omitirem. Precisamos de fiscalização dura e de normas atualizadas que responsabilizem quem negligencia a vida do trabalhador e da trabalhadora diante da crise ambiental”, alerta o diretor Pedro Melo.
“Quando o Estado e as empresas falham em atualizar as normas de proteção frente ao avanço das temperaturas e emergências ambientais, eles transferem todo o risco e o ônus da sobrevivência para os ombros de quem está na base produzindo”, completa o diretor Sérgio Cobel.
A edição completa da revista do Diesat pode ser acessada na Ãntegra aqui.

