SINPAF leva projeto de Transição Justa à Agrizone da COP30
Por: Gisliene Hesse
O SINPAF teve sua proposta selecionada em edital da Embrapa e será um dos protagonistas da Agrizone, espaço inédito que fará parte da COP30, em Belém (PA), de 10 a 21 de novembro de 2025.
A proposta do SINPAF, intitulada “Transição Justa e Unificação de Lutas: o trabalho no centro das transformações”, reforça o protagonismo dos trabalhadores e das trabalhadoras da pesquisa agropecuária na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, socialmente justo e ambientalmente responsável.
Criada pela Embrapa, a Agrizone será a Casa da Agricultura Sustentável Brasileira. Ela funcionará na Embrapa Amazônia Oriental e será a vitrine de soluções para a produção de alimentos com preservação ambiental. Inspirada na Blue Zone (negociações diplomáticas) e na Green Zone (diálogo com a sociedade civil), a Agrizone surge como um terceiro espaço inovador, conectando ciência, setor produtivo, sociedade civil e saberes tradicionais.
Conexão com as plenárias do SINPAF e a Carta Compromisso
O tema da transição justa e sustentável foi discutido intensamente durante as plenárias do SINPAF em 2025. O Diretor Suplente de Comunicação do Sinpaf, Jean kleber Silva, integrou todas as mesas que trataram deste tema nas Plenárias Regionais e Nacional deste ano. Durante os eventos, os delegados e delegadas assinaram a Carta Compromisso da Classe Trabalhadora para uma Transição Justa. O documento reafirma a responsabilidade histórica da categoria de garantir que a transição para uma economia sustentável ocorra de forma planejada, inclusiva e socialmente justa, sem comprometer os direitos dos trabalhadores ou precarizar empregos.
A carta enfatiza a importância de promover a qualificação profissional, o protagonismo dos povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, bem como de fortalecer a agroecologia e a pesquisa pública agropecuária como ferramentas estratégicas para garantir soberania alimentar, proteção ambiental, inovação tecnológica e justiça social. Além disso, reforça a necessidade de participação ativa da classe trabalhadora em decisões políticas e institucionais relacionadas à transição sustentável, garantindo que os avanços e transformações beneficiem a sociedade como um todo.
Com a aprovação do projeto para a Agrizone, o SINPAF leva esse compromisso coletivo à arena internacional, fortalecendo a presença da classe trabalhadora nos debates globais sobre transição justa, segurança alimentar e sustentabilidade.
Para Jean Kleber Silva, a seleção da proposta do SINPAF é muito importante. “A participação do sindicato na Agrizone reforça a missão da entidade de defender direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e de atuar como agente de transformação social e ambiental, mostrando ao mundo que a Transição Justa e Sustentável é possível e deve ser conduzida com trabalho, ciência e participação coletiva”, aponta Jean.
O diretor ainda explica que ao contrário do Congresso Nacional, que insiste em retrocessos como a chamada PEC da Devastação, os trabalhadores/as da pesquisa e da agricultura, mostram caminhos reais para o futuro. “A Transição Sustentável é a resposta concreta de quem está na base, produzindo conhecimento e defendendo a vida. Estar na Agrizone significa levar a voz dos/as trabalhadores/as para um dos maiores palcos do planeta”, completou Jean Kleber.

