Câmara vota nesta quarta-feira isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil
Por: Gisliene Hesse
A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira, 1º de outubro, o Projeto de Lei 1.087/2025, de autoria do governo Lula, que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. O texto também prevê redução proporcional do tributo para salários de até R$ 7.350.
Caso seja aprovado, o projeto segue para análise do Senado e posterior sanção presidencial. Para que a medida entre em vigor já em 2026, precisa ser aprovada nas duas casas do Congresso ainda neste ano.
Impacto para trabalhadores(as) das empresas de base
A proposta terá efeito direto sobre trabalhadores e trabalhadoras das empresas de base do SINPAF. Nos distritos irrigados, por exemplo, quase todos os(as) empregados e empregadas terão um alívio imediato em suas finanças. O dinheiro que deixará de ser pago em imposto poderá ser usado em necessidades básicas, no sustento da família, em melhorias da qualidade de vida, guardado na poupança ou em qualquer outra escolha do(a) trabalhador(a).
O que muda na prática
Atualmente, apenas quem recebe até R$ 2.824 é isento do Imposto de Renda. Com a nova regra, a faixa de isenção mais do que dobra, permitindo que 10 milhões de brasileiros deixem de pagar o imposto já em 2026.
Somando com os 10 milhões que já haviam sido beneficiados em 2023 e 2024, o país terá 20 milhões de pessoas isentas do IR. Ao todo, 9 em cada 10 contribuintes terão isenção total ou parcial.
A seguir, os impactos para diferentes faixas de renda:

Justiça tributária e compensação
Segundo o governo, a ampliação da isenção representa a maior e mais efetiva alteração na tabela do IR da história recente. A medida busca corrigir a defasagem acumulada e devolver poder de compra à população, estimulando o consumo e a economia.
Por outro lado, a redução da arrecadação – estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026 – será compensada por meio da tributação mínima de altas rendas e da taxação de dividendos enviados ao exterior.
- Quem recebe acima de R$ 600 mil por ano (cerca de R$ 50 mil por mês) será atingido pela nova regra.
- No Brasil, isso representa 141,4 mil pessoas, ou 0,13% de todos os contribuintes.
- As alíquotas progressivas permanecem as mesmas para rendas acima de R$ 7 mil.
O SINPAF apoia a proposta por representá-la como um avanço em busca da justiça tributária. A entidade ressalta que a medida traz impacto direto para a sua base, em especial os distritos irrigados, mas reforça a importância de vincular a ampliação da isenção à taxação dos super-ricos, garantindo equilíbrio na arrecadação e maior justiça social.
“O imposto precisa ser mais justo: quem ganha menos deve pagar menos, e quem ganha mais deve contribuir proporcionalmente mais. Essa mudança é fundamental para aliviar os(as) trabalhadores(as), inclusive os da nossa base, e corrigir desigualdades históricas”, avalia Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, presidente do Sinpaf.
Participação popular
O SINPAF apoia a campanha do Plebiscito Popular 2025 e disponibiliza uma urna virtual de votação para que todos possam registrar sua opinião. A isenção do Imposto de Renda é uma das pautas do plebiscito, permitindo que a população participe ativamente na mobilização em defesa da justiça tributária.
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