SINPAF lança versão digital da Cartilha sobre violência e assédio no trabalho
Por: Gisliene Hesse
O SINPAF lança hoje, 8/10, a versão digital da cartilha “Violência e Assédio no Ambiente de Trabalho”, a primeira ação da entidade após a Pesquisa Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A publicação aborda de forma integrada todos os tipos de assédio: moral, sexual, organizacional, virtual e intelectual, oferecendo informações acessíveis e orientações práticas para prevenir e enfrentar essas situações.
Acesse a cartilha abaixo:
Impressa em 7 mil exemplares, a cartilha foi distribuída a todas as Seções Sindicais do SINPAF, alcançando os trabalhadores e trabalhadoras sindicalizados/as. A versão digital amplia o acesso, podendo ser utilizada também por profissionais de outras categorias ou não sindicalizados, reforçando o compromisso do SINPAF com a saúde e a dignidade no trabalho.
Embora qualquer trabalhador ou trabalhadora possa ser vítima de assédio, as mulheres, especialmente negras, estão entre os grupos mais afetados.
Entre os temas inovadores da cartilha estão:
- Assédio virtual: ações que constrangem, humilham ou intimidam por meio de e-mails, mensagens de aplicativos ou redes sociais. Um exemplo é o envio contínuo de comentários ofensivos em grupos de trabalho ou a exposição de informações pessoais com o intuito de ridicularizar.
- Assédio intelectual: condutas que desqualificam a capacidade profissional da vítima, como desconsiderar opiniões, impedir o acesso a informações necessárias, sobrecarregar de forma injusta ou retirar responsabilidades de forma sistemática para minar a autonomia do trabalhador/a.
Consequências
As consequências do assédio são profundas e afetam a saúde física e mental, causando depressão, ansiedade, síndrome de burnout, crises de pânico, isolamento, perda de autoestima, uso de álcool ou drogas e, em casos extremos, pensamentos suicidas. O ambiente de trabalho também é impactado, com fragilização das relações, clima de medo, queda da produtividade, aumento de afastamentos médicos e custos com indenizações.
A cartilha também orienta sobre como agir diante de qualquer tipo de assédio, reforçando a importância de romper o silêncio, documentar fatos, buscar apoio psicológico e institucional, e formalizar denúncias junto a órgãos competentes, como o sindicato, Ministério Público do Trabalho ou delegacias especializadas.

