SINPAF cobra ao presidente da Embrapa soluções para problemas recorrentes na empresa

De acordo com o presidente do SINPAF, “o resultado da reunião foi parcialmente positivo, a exemplo da suspensão imediata de transferências de empregados na UEP de Parnaíba. “Alguns outros pontos graves não foram atendidos, mas o Sindicato continuará vigilante na cobrança das demandas das Seções para essas unidades”.   

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

SINPAF cobra ao presidente da Embrapa soluções para problemas recorrentes na empresa

 Na manhã desta segunda-feira (11), o presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, e presidentes das Seções Sindicais reuniram-se com o presidente da Embrapa, Celso Moretti e diretores-executivos da empresa.  O objetivo da reunião foi para cobrar soluções de vários problemas recorrentes nas unidades, como demissões e transferências arbitrárias, fechamentos de unidades e a falta de informação sobre o plano de reestruturação.

De acordo com o presidente do SINPAF, “o resultado da reunião foi parcialmente positivo, a exemplo da suspensão imediata de transferências de empregados na UEP de Parnaíba. “Alguns outros pontos graves não foram atendidos, mas o Sindicato continuará vigilante na cobrança das demandas das Seções para essas unidades”.   

 

EMBRAPA MEIO-NORTE – Dentre os assuntos relatados ao presidente da Embrapa, o desmonte da UEP é o tema que mais têm assustado os trabalhadores.

Embora a diretoria executiva da empresa tenha afirmado, em reuniões anteriores com o SINPAF, que somente um setor (maricultura) seria transferido para outra unidade, a movimentação de pessoal de outros setores continuou, sem qualquer discussão com o sindicato e o quadro técnico de empregados.

O fator positivo é que, ainda durante a reunião, Celso Moretti solicitou ao chefe de gabinete que entrasse em contato com o chefe-geral da UEP Parnaíba para suspender imediatamente todas as remoções de empregados, até que seja desenvolvido um projeto de revitalização para essa unidade.

“Se esse novo projeto de reestruturação para UEP Parnaíba caminhar, deve ter de fato a participação dos trabalhadores, um representante do SINPAF, representante dos produtores locais e demais setores da comunidade”, enfatizou Raimundo Nonato Júnior, presidente da Seção Sindical Parnaíba.

 

REESTRUTURAÇÃO – O presidente da SS Pelotas, Júlio Bicca, fez questionamentos sobre quais seriam os próximos passos da reestruturação e o porquê dos trabalhadores não poderem saber os objetivos das mudanças que serão implementadas.

Sobre esse tema, o presidente da Embrapa limitou-se a responder que o processo de reestruturação ainda não foi efetivado. Todas as outras perguntas, como a contratação da Consultoria Falconi, ficaram sem respostas para os dirigentes sindicais.

Segundo Julio Bicca, “há muito tempo a reestruturação vem acontecendo silenciosamente, a exemplo das Unidades Parnaíba e Algodão, mas a Embrapa justifica apenas como mudanças pontuais para melhorias”.

"Mesmo que essas mudanças sejam “pontuais” estão prejudicando os trabalhadores e os serviços prestados para a sociedade, explicou o presidente da Seção Sindical Pelotas.

 

EMBRAPA COCAIS – A falta de estrutura, como a sede própria e laboratórios para desenvolvimento de tecnologias, é um problema que afeta a unidade Cocais, desde a época de sua abertura, em 2010.

Nesse caso, Morretti explicou que a chefia da unidade convocará todos os empregados para criar um plano para unidade e definir focos de trabalhos que atendam às particularidades da região.  

“A Embrapa não se comprometeu a resolver o nosso problema. As promessas foram as mesmas feitas em reuniões anteriores. Entretanto, o fato de a empresa pensar em incluir os trabalhadores nesse projeto que será criado para a Embrapa Cocais pode significar um avanço”, disse Márcia Coelho.

 

EMBRAPA ALGODÃO – Como já divulgado recentemente pelo SINPAF, a diretoria da Seção Sindical Algodão, respaldada por um grupo de empregados dessa Unidade, fez uma denúncia na Controladoria Geral da União (CGU) contra o chefe-geral interino por práticas gerenciais autoritárias e intimidatórias no ambiente de trabalho.

O fechamento da unidade, transferências de equipamentos necessários, entre outros assuntos graves que continuam assustando os trabalhadores, também foram expostos para a diretoria executiva.

O presidente da Embrapa explicou que estava de acordo com essas mudanças, inclusive no foco de trabalho da unidade, e que elas deveriam acontecer imediatamente. Porém, sobre os atos de assédios do chefe-interino, Celso Moretti preferiu não manifestar opinião.

 

Participaram da reunião pelo SINPAF: Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, presidente do SINPAF, Márcia Campos Coelho, diretora nacional de Políticas Sociais e presidente da SS Maranhão, Júlio Bicca, presidente da SS Pelotas, Rogério Xavier Barros, presidente da SS Algodão, e Raimundo Nonato Júnior, presidente da SS Parnaíba.

Pela empresa: Celso Moretti, presidente da Embrapa, a diretora-executiva de Administração e Finanças, Lúcia Gatto e o gerente de Assuntos Jurídicos, Alexandre Ventin. 

 

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