Aposentadoria, estamos preparados?

É necessário alertar para a existência de diferenças no processo de enfrentamento dessa etapa da vida, levando em consideração fatores psicológicos, pessoais, culturais e sociais a que os trabalhadores estão submetidos.

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

Após décadas de trabalho, chega a hora de aposentar as chuteiras, o tênis, as sandálias, o salto alto. O momento, que era para ser de tranquilidade, pode causar sensação de perda, especialmente para quem não se preparou psicológica nem financeiramente para essa nova etapa da vida -- a grande maioria.

Pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que 8 em cada 10 brasileiros (78%) admitem que não estão preparados para a hora de se aposentar. Esse despreparo é especialmente verdadeiro para aqueles que dependem apenas da Previdência oferecida pelo governo federal.

Após décadas de trabalho e contribuição, a transição acaba se transformando em tormento por causa da precariedade do benefício oferecido pelo Estado, que ficou pior ainda com as recentes mudanças na legislação previdenciária.

Contudo, além da prevenção financeira, é necessário alertar para a existência de diferenças no processo de enfrentamento dessa etapa da vida, levando em consideração fatores psicológicos, pessoais, culturais e sociais a que os trabalhadores estão submetidos.

“A aposentadoria traz um conjunto de perdas que eram valores importantes, como o convívio com os colegas, o “status” social de pertencer a uma organização, de ter um emprego, uma ocupação formal. O estranhamento com a nova rotina pode ser sentido em detalhes da vida cotidiana”, afirma a psicóloga Milena Rodrigues, em sua tese sobre preparação para a aposentadoria.

Os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) da Embrapa e da Codevasf contemplam a implantação e o desenvolvimento de Programas de Preparação para a Aposentadoria (PPA), mas, infelizmente, não lhes é dada a devida atenção das empresas.

“O PPA é uma ferramenta para essa transição, na medida em que oferece ao empregado possibilidades de ressignificar a própria vida, sob a perspectiva do trabalho. O planejamento para a aposentadoria pode ser representado por uma balança de ganhos e perdas e deve urgentemente ser levado a sério” enfatiza Marcos Antônio de Freitas, diretor de Saúde do Trabalhador do SINPAF.

“Não há uma fórmula única, uma receita de bolo sobre o que fazer. Mas é essencial que os trabalhadores busquem ajuda e reflitam sobre o que desejam para essa nova fase da vida”, finaliza o diretor de Saúde do Trabalhador do SINPAF.

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