Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

Frente reúne parlamentares, centrais sindicais e assessorias sindicais em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores

24 de agosto de 2016

Resistir aos ataques do atual governo e do Congresso Nacional é o objetivo da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Classe Trabalhadora, apresentada na tarde desta quarta-feira (24/8), no Seminário “Cenários para as Relações de Trabalho no Brasil”, realizado pela Secretaria de Relações de Trabalho da CUT.  

De acordo com a secretária de relações de trabalho da CUT, Graça Costa, a Frente tem como maior objetivo unir os parlamentares que apoiam os trabalhadores, com a participação de todas as Centrais Sindicais, partidos e assessorias sindicais (como Dieese, Diap, etc) contra os retrocessos nos direitos dos trabalhadores.

“É preciso atacar com resistência os 55 projetos que estão no Congresso e, mesmo diante das dificuldades devido ao atual cenário parlamentar, apresentar novas proposições que preservem os direitos da classe trabalhadora”, explicou Graça Costa.

O primeiro desafio da Frente Parlamentar, de acordo com a secretária da CUT, será o projeto de Terceirização PLC 30/2015, que sofre forte pressão da Presidência da República para ser votado na próxima semana, sob a ameaça de nova proposta (que pode ser ainda mais maléfica) pelo próprio Executivo.

“Não podemos mais trabalhar com as mesmas ferramentas, precisamos fazer algo a mais, como solidificar as relações com as bases por meio das Câmaras Municipais, dos Parlamentos Estaduais, prefeitos e governadores da base dos parlamentares nacionais”, orientou.

Cenário Político

No mesmo painel, esteve presente o deputado federal Vicente Paulo da Silva (conhecido como Vicentinho), do PT de São Paulo, que fez um panorama no cenário político das Casas Legislativas (Câmara e Senado Federal).

Conforme explicou o parlamentar, os deputados que também são empresários estão entre os mais radicais para negociar os direitos dos trabalhadores. “Eles fazem parte das bancadas dos fundamentalistas, dos ultraconservadores e daqueles que querem as terras”, disse Vicentinho.

“Esta é uma luta de classes. Eu só acredito no poder da mobilização e do diálogo profundo, porque para um dirigente sindical pior do que perder direitos é perder a esperança e a vontade de trabalhar”, concluiu o deputado.

O Seminário continuará nesta quinta-feira (25/8), com painéis como “O cenário das Negociações Coletivas no Brasil”.

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