SINPAF solidariza-se com a greve dos petroleiros contra privatização e demissões em massa

Por: Vânia Ferreira em Segunda, 03 Fevereiro 2020 | Categoria: Notícias gerais

SINPAF solidariza-se com a greve dos petroleiros contra privatização e demissões em massa


A Diretoria Nacional do SINPAF solidariza-se com a greve dos petroleiros contra a privatização da Petrobras e as demissões de cerca de mil trabalhadores na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen). A paralisação começou no último sábado (1°) e já atinge 11 estados e 20 unidades operacionais do Sistema Petrobras. 

A categoria também cobra a negociação das pendências do Acordo Coletivo, com suspensão imediata das medidas unilaterais que estão afetando a vida de milhares de empregados.

Essa mobilização é um alerta para população sobre os impactos que o programa de privatização do governo de Jair Bolsonaro (PSL) representa para cada brasileiro e brasileira. Precisamos colocar no centro do debate a importância de todas as empresas públicas para o desenvolvimento do Brasil.

Os argumentos privatistas apresentados pelo governo são irreais, não justificam o processo de desmonte do Estado brasileiro, e colocam o Brasil em uma condição de enorme dependência e subserviência ao capital estrangeiro.

É de suma importância que essa luta não seja apenas dos petroleiros e das petroleiras. Essa luta é de todos nós, é em defesa das empresas da nossa base, do patrimônio público, do serviço público, da soberania nacional, dos empregos, dos preços justos para os combustíveis, é da sociedade brasileira.


OCUPAÇÃO DA SEDE - Uma decisão da Justiça do Trabalho na noite de sábado (1) determinou o restabelecimento da energia elétrica no quarto andar da sede da Petrobrás, na região central do Rio de Janeiro. Uma sala de reunião está ocupada no local desde a tarde de sexta-feira (31) por cinco dirigentes da Federação Única dos Trabalhadores (FUP) que fazem parte da Comissão de Negociação Permanente. 

Ainda no sábado, a estatal solicitou à Justiça a reintegração de posse do edifício, alegando que os petroleiros estão atrapalhando o funcionamento das atividades no prédio.

Os dirigentes, por sua vez, afirmam que só vão deixar o local se a direção da empresa voltar atrás na decisão de dispensar mais de mil trabalhadores, além de cumprir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). 

O diretor da FUP, Deyvid Bacelar, um dos ocupantes do prédio da Petrobras, afirmou que, apesar de a energia ter sido restabelecida, a empresa se negou a ligar o ar-condicionado da sala, medida que também estava prevista na decisão judicial. A Justiça determinou multa por descumprimento de R$ 100 mil por hora.


“A tática de guerra deles era cortar a luz, nos atingir psicologicamente, cortar a água - para a gente estar nesse estado, há quase 48 horas sem mesmo um banho - e cortar a comunicação, pra gente não poder falar com a categoria e nem com a sociedade brasileira sobre o que está acontecendo aqui”, afirmou Bacelar.  

Foto: reprodução