15 Minutos: mulheres da Embrapa entregam flores aos gestores em apoio à supressão do intervalo

15 Minutos: mulheres da Embrapa entregam flores aos gestores em apoio à supressão do intervalo

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

Um grupo de mulheres da Embrapa entregou 15 buquês, com 15 rosas e 15 mensagens para os gestores da empresa, na tarde desta segunda-feira (10/4). A intenção é sensibilizar a Diretoria-Executiva da empresa para não deixar que o problema da supressão dos 15 minutos caia no esquecimento.

“O nosso propósito é que os diretores da Embrapa iniciem a semana de negociação dos 15 minutos bem motivados”, relataram as trabalhadoras durante a entrega dos buquês.

A ação foi organizada por uma equipe de trabalhadoras, a partir de ideias trocadas pelo WhatsApp e em outras redes sociais. De acordo com a diretora de Comunicação do SINPAF, Márcia Cristina de Faria, “quando as trabalhadoras pediram apoio, o Sindicato se prontificou imediatamente para ajudar na logística da entrega das flores, já que a sede da Embrapa fica em Brasília, e também na divulgação do fato”, disse.

Para comprar as flores, as mulheres contaram com o apoio financeiro da Diretoria Nacional e das Seções Sindicais Cenargen, Amapá, Concórdia, Passo Fundo, Maranhão, São Carlos, Rondônia, Tocantins, Milho e Sorgo, Pará, Roraima, Agroindústria de Alimentos, Sinop, Hortaliças, Goiânia e Gado de Leite.

"Sabemos que muitas outras teriam ajudado também, mas tivemos pouco tempo para ajustar a ideia e essas Seções foram as que conseguimos acionar mais rapidamente", contou Letícia Caldas Mendonça, da Embrapa Gado de Leite.

De acordo com Cléa Salles Parente, que trabalha no Departamento de Patrimônio e Suprimentos da sede, o ato de entregar rosas é simbólico, apenas para ressaltar que a categoria está esperando por uma resposta da Embrapa o mais rápido possível.

“Não queremos que esse problema seja empurrado para as negociações do próximo Acordo Coletivo de Trabalho e sim que seja feito um termo aditivo ao ACT vigente”.

O diretor nacional de Saúde do Trabalhador do SINPAF, Nilson Carrijo, fez questão de participar da ação ao lado das mulheres. “Acompanho desde o início a luta pela causa porque entendo que é também uma questão de saúde do trabalhador”, enfatizou.

A diretora de Administração e Finanças da Embrapa, Vânia Castiglioni, recebeu os buquês e dividiu com a equipe de gestores que, segundo ela, está tentando negociar a contrapartida com o governo. Porém, a diretora também informou que já está em contato Secretária de Coordenação e Governança das Estatais (SEST), mas pode ser que não tenha uma resposta até o dia 13 de abril, que é o prazo que a empresa pediu ao SINPAF para negociar uma solução com o órgão responsável pelas empresas estatais.

E-MAIL PARA GESTORES - Na última semana, as trabalhadoras também lotaram as caixas de e-mails dos dirigentes da empresa pedindo apoio à causa. Para as mulheres, mesmo prevista na CLT, a obrigação de cumprir o descanso não é vista como uma proteção, mas sim como uma forma de as mulheres serem discriminadas dentro da empresa.

ENTENDA MAIS - As mulheres que trabalham na Embrapa estão em luta desde o ano passado para que a empresa suprima o descanso de 15 minutos que são obrigadas a cumprir entre a jornada de trabalho e a hora extraordinária.

Desde o início, o SINPAF vem lutando ao lado das empregadas para tentar uma solução junto à empresa e também ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para que esses 15 minutos sejam suprimidos da carga de trabalho das mulheres da Embrapa.

Após reunião do SINPAF e das mulheres com a diretoria executiva da Embrapa e com o Ministério Público do Trabalho (MPT), no final de março, a empresa pediu um prazo, que vence na próxima quinta-feira, dia 13 de abril, para resolver o problema com a SEST.

No entanto, para que haja a supressão desse direito previsto no artigo 384 da CLT, o MPT sugeriu à Embrapa que dê uma contrapartida, ofertando outro benefício como, por exemplo, que as mães com bebês de até 24 meses de idade possam optar pela redução da jornada de trabalho de 8 para 6 horas.

Com isso, o SINPAF aguarda da Embrapa a resposta da contrapartida que será oferecida pela retirada do direito exigido pela CLT, para levar para aprovação da categoria em assembleia, antes mesmo do início das negociações do próximo Acordo Coletivo de Trabalho.

HISTÓRICO - Leia mais sobre o assunto dos 15 Minutos no banner que fica no meio e à direita do site do SINPAF (www.sinpaf.org.br), onde está relacionado o histórico do tema, com vídeos, matérias, cartas e materiais gráficos.

 

Veja abaixo os cartões que foram enviados com os buquês de flores. O texto é baseado em e-mails e depoimentos das mulheres da Embrapa:

        

         

           

          

          

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Receba notícias direto em seu e-mail:
assine nosso informativo

Fale conosco