Casembrapa rompe diálogo com o SINPAF e põe o plano de saúde em risco

Casembrapa rompe diálogo com o SINPAF e põe o plano de saúde em risco

Por: Camila Bordinha | | Notícias gerais

No final de agosto, a Casembrapa informou ao SINPAF sobre a proposta de reforma de seu estatuto, a qual foi articulada às sombras com a Embrapa, desde 2015, sem envolvimento do legítimo e único representante dos trabalhadores e trabalhadoras, associados ou não, ao plano de saúde. Foram anos de formulação de uma proposta entre apadrinhados e afilhados para, então, apresentarem e exigirem aprovação da categoria em questão de dias.

Após várias tentativas para abrir o diálogo junto à Casembrapa o SINPAF conseguiu ser ouvido. Formou-se então uma comissão, composta por um membro de cada região do Brasil e dois membros da Diretoria Nacional, para que o sindicato, finalmente, pudesse ter as informações sobre as reais necessidades de se alterar o estatuto. Mas, antes mesmo de esgotar todas as explanações e discussões, a Casembrapa encerrou o processo de diálogo impedindo que a comissão compreendesse pontos importantes da proposta de reforma do estatuto. Esta atitude intempestiva expõe o desrespeito da diretoria da Casembrapa pelos associados.

Sem apresentar documentos atualizados e todas as informações solicitados pelo SINPAF para uma análise mais detalhada, a Casembrapa suspendeu abruptamente o diálogo com a comissão, negando o pedido de prorrogação do prazo de análise da proposta de reforma do estatuto. Mesmo após a insistente tentativa de ampliar o prazo para as discussões, visando a promoção das sugestões da categoria, a comissão ficou impossibilitada de analisar o quanto esta alteração pode afetar a saúde financeira do plano e, principalmente, o bolso dos associados.

Diante da ausência de diálogo e do desrespeito com os associados/categoria, o SINPAF questiona: a quem interessa a reforma do estatuto conforme está colocada, principalmente agora que a GPAR 023 foi derrubada no Congresso? Por que a diretoria da Casembrapa e o Conselho de Administração - CAD, que deveriam zelar pela boa administração e pela saúde financeira do plano, protegem mudanças que sem dúvidas atendem aos desejos da gestão Moretti, alinhadas à política econômica do Governo Federal, que pressiona para reduzir cada vez mais os benefícios dos empregados das empresas públicas? Qual razão impede a direção da Casembrapa e a gestão Moretti de promover um amplo diálogo com os principais sócios da operadora, que somos nós os empregados, uma vez que não há pressão legal e nem queixas dos associados sobre a atuação estatutária da operadora? Por que e para que fazer esta mudança estatutária com tanta pressa?

Talvez seja porque, nesta proposta de estatuto, a direção da Casembrapa, a mando da gestão Moretti, queira abrir o plano a outras empresas para atender às ordens do governo. Quem sabe também deva ser porque a direção da Casembrapa vê como muito conveniente a ‘oferta’, constante nessa proposta de estatuto, de a Embrapa não pagar mais os salários dos empregados indicados por ela própria para dirigir a operadora do plano. Assim, é possível a direção da Casembrapa ampliar seus próprios salários, transferindo esse ônus para os cofres da operadora de saúde, ou seja, para os associados. Por ventura, pode ser também porque na proposta de estatuto em discussão aumenta-se a representatividade da Embrapa e diminui-se a participação dos legítimos associados no CAD, conselho no qual são tomadas as decisões estratégicas referente ao plano e ao destino da operadora de saúde. Ou ... todas as opções!

O Sindicato está ciente de que a reforma do estatuto da Casembrapa deve ser realizada para proteger o plano e criar mais benefícios aos trabalhadores e trabalhadoras e não o contrário, como tem sido proposto pelas gestões Moretti e da operadora do plano, em obediência cega aos caprichos do Governo Federal. O SINPAF continuará cumprindo o seu papel de exercer a representatividade de trabalhadoras e trabalhadores nas instâncias que lhe compete. 

Seguiremos na luta pela defesa de mais benefícios e contra qualquer ameaça ao plano de saúde que, por sinal, é um plano de cogestão, ou seja, somos sócios e merecemos o devido respeito na parte que nos cabe desta sociedade!

Receba notícias direto em seu e-mail:
assine nosso informativo

Fale conosco