Codevasf

Com a pandemia do novo coronavírus e o isolamento social, algumas Seções Sindicais do SINPAF tiveram os seus processos eleitorais para as diretorias locais adiados até que fosse possível realizar as escolhas dos representantes de forma segura para todos os filiados.

Entretanto, visto que o problema deve se arrastar até que seja encontrada uma forma efetiva de imunização contra a doença, a Diretoria Nacional do SINPAF decidiu apoiar a realização do processo democrático das Seções Sindicais contratando a empresa BSYS Digital, responsável técnica por votações virtuais com o sistema ‘Vota Bem’.

Semana passada, seis Seções Sindicais da Embrapa escolheram as suas comissões. E agora, mantendo o respeito aos trâmites estatutários e regimentais do Sindicato, mais quatro Seções da Embrapa e uma da Codevasf escolherão suas Comissões Eleitorais, das 7h de 22 de outubro de 2020 às 23h59 do dia 23 de outubro de 2020 (quinta e sexta-feira).

As Assembleias Virtuais desta quinta e sexta-feira, portanto, serão realizadas nas Seções Sindicais: Pará, Sobral (CE), Cerrados (DF), Pelotas (RS) e Codevasf Aracaju (SE).

Cada filiado receberá em seu e-mail uma senha individual e o link pelo qual poderá acessar e votar nos candidatos para compor as Comissões Eleitorais da Seção Sindical que atenda a sua região. A votação poderá ser feita por computador ou smartphone que tenham acesso à internet.

O voto é secreto e, portanto, a identidade do filiado será preservada, pois o sistema ‘Vota Bem’ é uma tecnologia segura e que, futuramente, também será utilizado para a escolhas das chapas interessadas em dirigir as Seções.

O filiado poderá votar em até 3 candidatos, que é o número mínimo determinado de membros para cada comissão.

RESULTADOS E CALENDÁRIO - Ao fim da votação, os dirigentes das Seções terão acesso ao relatório final com os votos e, na segunda-feira (26/10) serão divulgados os resultados oficiais e a composição das Comissões Eleitorais.

Já entre os dias 27 de outubro e 03 de novembro é o prazo para que se apresentem as chapas interessadas em dirigir cada Seção Sindical. E em 04 de novembro as Comissões Eleitorais locais divulgarão as chapas que devem concorrer à eleição.

O calendário definido foi um consenso entre a Diretoria Nacional e as diretorias das Seções Sindicais que farão os seus pleitos, para facilitar o suporte às votações e garantir a escolha democrática nas seções sindicais nesses tempos de pandemia.

No Brasil, o número de notificações da Covid-19 tem crescido vertiginosamente. São mais de 35.026 mortos pelo coronavírus e 645.771 infectados. Projeções sobre o comportamento futuro da Covid-19 indicam o país como próximo epicentro global da pandemia, conforme estudos de pesquisadores brasileiros e da Universidade Johns Hopkins.

Consideramos que as medidas mais acertadas para o momento correspondem à liberação dos trabalhadores e trabalhadoras para teletrabalho ou trabalho remoto, objetivando o cumprimento da determinação do isolamento social, como forma de preservação da vida e da integridade humana.

Embora certa quantidade de trabalhadores esteja em teletrabalho, existem pessoas em revezamento nas empresas, atendendo a demandas consideradas como serviços essenciais. É oportuno lembrar que tanto o exercício das atividades laborais quanto as condições de trabalho são fontes potenciais de exposição ao vírus, como relatado na China, Singapura e mesmo no Brasil, onde os casos iniciais de contaminação comunitária foram atribuídos ao exercício profissional.

Na contramão das recomendações da OMS, foram publicadas a Deliberação n° 13 pela Diretoria Executiva da Embrapa, que convoca trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco da empresa às atividades presenciais a partir de 15 de junho de 2020 e o Comunicado nº 8 da Codevasf, permitindo o retorno de trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco a atividades presenciais.

Tendo em vista o agravamento da pandemia mundial de Covid-19 e seus possíveis efeitos nesses trabalhadores, ATUALIZAMOS A LISTA DE SUGESTÕES DE MEDIDAS para aplicação nas instalações da Embrapa, Codevasf, Emparn, Empaer, Pesagro e Distritos Irrigados, com base nas melhores recomendações disponibilizadas por organizações internacionais das quais o Brasil é membro e reivindicamos sua implementação, inclusive em suas unidades centrais e descentralizadas, superintendências regionais, estações, campos experimentais, campos avançados, postos e entrepostos de trabalho, distritos de irrigação, que possuam trabalhadores e trabalhadoras exercendo atividades em escala de revezamento. As medidas a serem adotadas pelas empresas são as seguintes:

  1. Realização de exames ou testes para Covid-19 para todos e todas os trabalhadores e trabalhadoras, estagiários (as) , estudantes, bolsistas e terceirizados (as), que forem colocados em regime de revezamento, previamente ao retorno ao trabalho. Tais exames devem ser custeados pelas empresas sem ônus para os empregados, sendo o custeamento pela empresa fundamentado no item 7.3.1, b, combinado com o item 7.4.3.2, a, e suas subalíneas, da NR-7 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, posto que a Covid-19 pode ser considerada doença ocupacional;
  2. Afastamento de todos e todas com resultado positivo no teste para Covid-19 das atividades laborais para cumprimento de isolamento mínimo de 14 dias, sendo seu retorno condicionado à apresentação de teste negativo para Covid-19 e laudo médico atestando a ausência da doença e dos sintomas pelo período mínimo de 72h, de forma análoga ao preconizado pelo “Protocolo de Manejo clínico do Coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde” da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Versão 9, Maio de 2020, do Ministério da Saúde, sendo o teste e o laudo custeado pelas empresas;
  3. Divulgação ampla e clara aos colaboradores e colaboradoras acerca do direito de recusa de realização de tarefa específica e afastamento de qualquer situação para as quais eles tenham uma justificativa razoável para acreditar que representa um perigo iminente e sério para sua vida ou saúde e a necessidade de informar imediatamente seu supervisor direto, com base no item 1.4.3 da NR-1 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, combinado com as definições de risco da NR-3 e outras (ex. NR10) que tratarem do assunto.
  4. Instauração de Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus com composição paritária em cada uma de suas Unidades ou Superintendências, tendo o mesmo número de membros representando o empregador e os trabalhadores, nos termos recomendados pela OIT (2020) e com a presença de profissionais da área de saúde ou orçamento para sua contratação e assessoria;
  5. Treinamento dos membros dos Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus, com registro e certificação legalmente válidos, sobre os princípios básicos para a formulação e implementação de medidas de prevenção e controle de segurança e saúde ocupacional.
  6. Realização e ampla divulgação do Relatório de Análise de Risco Prévia pelos Comitês de Monitoramente e Prevenção do Coronavírus;
  7. Implementação das medidas de prevenção e controle antes do retorno ao trabalho, com ampla divulgação do Plano e do Relatório de Implementação das adequações;
  8. Proibição do acesso de pessoas com sintomas gripais a qualquer espaço das empresas, divulgando amplamente tal medida, devendo informar o gestor imediato e orientar para buscar atendimento médico externo às empresas, atendendo a “Recomendações para conter o avanço do novo Coronavírus”, publicado pelo Ministério da Saúde em 29/4/2020, disponível no endereço https://aps.saude.gov.br/noticia/8236;
  9. Observância do distanciamento físico mínimo de 2m (dois metros) entre pessoas dentro das instalações das empresas, em todos os ambientes, atendendo às orientações da OIT (2020) e recomendações científicas que sugerem que o distanciamento deve ser o maior possível para evitar risco de contaminação [K. A. Prather et al., Science 10.1126/scienceabc6197 (2020)];
  10. Determinação e sinalização da capacidade máxima de cada local de trabalho e suas diferentes áreas (salas de reuniões, escritórios, oficinas, salas de jantar, elevadores, banheiros, vestiários e outros espaços comuns) e garantir a obediência a essa determinação, a fim de assegurar o distanciamento físico mínimo, em atendimento às orientações da OIT (2020);
  11. Ampla sinalização de recomendações para a prevenção do Covid-19 em todos os espaços comuns, tais como relógio ponto, banheiros, copas, cantinas, restaurantes e salas de reunião;
  12. Disponibilizar gratuitamente como EPIs (de acordo com a NR-6 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia), kits com 6 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores das áreas administrativas e kits com 8 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores em atividades que demandam esforços, bem como protetores (escudos) faciais de acrílico para trabalhadores em contato com o público. Esse quantitativo se faz necessário, em decorrência da necessidade de troca das máscaras a cada 03 horas e 02 horas respectivamente, conforme documento orientador da ANVISA:http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/NT+M%C3%A1scaras.pdf/bf430184-8550-42cb-a975-1d5e1c5a10f7; 
  13. Tornar obrigatório o uso de máscaras comuns, caseiras ou descartáveis, por todos os colaboradores e demais frequentadores dos espaços físicos das Unidades, inclusive campos experimentais e quaisquer outros espaços, sem exceção, atendendo a decretos municipais e estaduais em todo o território nacional, bem como realizar a orientação sobre guarda, limpeza e conservação do material, permitindo-se a fiscalização horizontal do uso desse equipamento de proteção individual;
  14. Limpeza constante e higienização de todo equipamento, espaço ou mobiliário necessário ao desempenho dos serviços, em atendimento ao documento “ORIENTAÇÕES GERAIS AOS TRABALHADORES E EMPREGADORES EM RAZÃO DA PANDEMIA DA COVID-19 (27/03/2020)” da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia;
  15. Disponibilização de recipientes com álcool 70% nas proximidades dos relógios de ponto, das entradas dos setores, e em outros locais pertinentes conforme identificado no relatório de análise de risco prévia, em atendimento às recomendações da Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP;
  16. Proibição de aglomerações de trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores em todas as instalações, inclusive copa e/ ou cantina dos diversos setores;
  17. Implantação de medidas protetivas nos meios de transportes disponibilizados pelas empresas aos trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores (lotação máxima de 50% das vagas disponíveis nos veículos, higienização dos mesmos antes e depois do uso) e disponibilização de dispensers com álcool 70%;
  18. Aferição da temperatura corporal de toda e qualquer pessoa que queira ingressar nas instalações da empresa, por meio de dispositivo eletrônico à distância, antes que seja permitido o acesso às instalações das empresas e campos experimentais, impedindo a entrada dos que apresentarem quadro febril;
  19. Monitoramento da oxigenação sanguínea com equipamento operado por técnico de enfermagem contratado pela empresa ou qualquer pessoa treinada para tal fim, observando-se qualquer sintoma de insuficiência respiratória.
  20. Disponibilizar serviços de aconselhamento psicológico aos trabalhadores em caso de necessidade, em atendimento a recomendações da OIT (2020).

 Todas as referências à OIT (2020) correspondem ao documento “Practical Guidance. Safe Return to Work: Ten Action Points, Maio de 2020, OIT.”

Clique aqui e leia o documento. 

Resultado das cobranças da Diretoria Nacional do SINPAF, que reforçavam a reivindicação das Seções Sindicais, para que a Codevasf adotasse medidas mais incisivas de higiene e segurança contra a pandemia e em defesa da vida de trabalhadoras e trabalhadores, a empresa publicou, na última sexta-feira (15/03), o Comunicado – 14, no qual apresentou novas ações preventivas até o dia 31 de março.

O comunicado autoriza o trabalho remoto para grupos de risco (pessoas com 60 anos ou mais, com comorbidades e gestantes e lactantes), suspende o acesso do público externo às dependências da empresa e autoriza atividades remotas e escalas de revezamento para as atividades essenciais ou estratégicas da Codevasf.

O SINPAF considera que as novas ações de prevenção contra o Novo Coronavírus lançadas pela Codevasf foram assertivas, uma vez que contemplam muitas das sugestões apresentadas pelo Sindicato. Porém, o SINPAF considera o prazo de validade das medidas insuficiente, pois o cenário apresentado nos estados e municípios brasileiros é de aumento no número de casos e mortes.

“É preciso levar em conta que a vacinação em massa ainda deve demorar, além  do descontrole atual da transmissão do vírus, devido à falta de planejamento e organização do governo federal, que está na contramão do restante do mundo e insiste em promover o desrespeito às medidas de isolamento social e ao uso de máscaras”, afirmou o presidente do SINPAF Nacional, Marcus Vinícius Sidoruk Vidal.
 
Nessas circunstâncias, o SINPAF continuará fiscalizando o cumprimento das medidas apresentadas e continuará buscando o diálogo administrativo para manter a proteção à saúde e à vida das trabalhadoras e dos trabalhadores da Codevasf.

A vida está acima de tudo!!!

O SINPAF continua na luta em Defesa da Vida!!!

Na contramão das medidas protetivas propostas por órgãos de saúde para evitar a proliferação do coronavírus, o presidente da Codevasf divulgou o Comunicado 05, restringindo o trabalho remoto. Nele, o gestor indica que somente os empregados dos grupos de viajantes internacionais, de risco, e os empregados que possuam filhos em idade escolar podem fazer teletrabalho.

No final do mês de julho (28), a Codevasf convocou trabalhadores e trabalhadoras, à exceção daqueles que compõem o grupo de risco, para o retorno ao trabalho presencial.

Em todas as instâncias anteriores, a justiça rejeitou os recursos apresentados pela União em virtude da inadequação dos fatos requeridos, o que pode ser um ponto favorável para os trabalhadores.

Para o ACT com data-base em 1º de maio de 2018, o reajuste será de 1,69%, INPC integral desse período, aplicado sobre os salários a partir de janeiro de 2019 e, o ACT com data-base em 1º de maio de 2019, o índice de reajuste sobre os salários será de 70% do INPC desse ano (5,07%), o que corresponde a 3,55%. 

A partir desta quarta-feira, 1º de setembro, o SINPAF deflagra uma pesquisa para conhecer as percepções de trabalhadoras e trabalhadores da Embrapae da Codevasfsobre o teletrabalho nas empresas.

O estudo será realizado em parceria com a Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (ABET), que aplicará um questionário virtualmente, por meio de link encaminhado aos e-mails de cada trabalhadora e trabalhador.

O questionário tem um tempo médio de duração de 15 minutos e a participação na pesquisa é voluntária, garantindo a privacidade e o anonimato de quem responder.  

Clique no link para responder o questionário: https://survey4.ccuec.unicamp.br/index.php/913431?lang=pt-BR 

De acordo com o diretor de Ciência e Tecnologia do SINPAF, Mário Urchei, que coordena a pesquisa pelo Sindicato, é de grande importância e relevância que a categoria responda massivamente à pesquisa.

“Essa pesquisa possibilitará ao SINPAF conhecer de forma mais efetiva a opinião e a percepção da categoria acerca dessa nova modalidade de trabalho. A partir dessa pesquisa, que será desenvolvida com uma metodologia científica pela ABET, teremos elementos fundamentais para continuar nossa luta em defesa dos direitos da categoria e na busca coletiva pelo estabelecimento de normativos justos às(aos) trabalhadoras(es)”, afirmou Urchei.

TELETRABALHO

Um tema que passou a ser mais discutido a partir da Reforma Trabalhista de 2019, que introduziu a modalidade laboral na CLT, o teletrabalho consolidou-se como uma opção ao trabalho presencial, em 2020 e 2021, devido à pandemia do novo Coronavírus, pois possibilitava o isolamento social.

Como o assunto é de grande importância para as relações de trabalho daqui para frente, o SINPAF quer conhecer melhor as formas como o teletrabalho está sendo implementado entre os/as trabalhadores/as da base e quais as suas percepções quanto ao tema.

A pesquisa será aplicada às(aos) trabalhadoras(es) da Embrapa e da Codevasf.

NA CODEVASF

Na Codevasf, somente foram aplicadas regras para o Teletrabalho devido às ações jurídicas movidas pelo SINPAF para que trabalhadoras e trabalhadores fossem mantidos em isolamento social, devido à pandemia da Covid-19. Porém, a empresa não possui uma norma de teletrabalho definida ou em estudo.

Por isso é de grande importância que todos/as os/as trabalhadores/as respondam à pesquisa, que permitirá que o Sindicato tenha uma percepção sobre o teletrabalho na empresa, e possa contribuir no processo de discussão de uma futura proposta por parte da Codevasf.

NORMA DA EMBRAPA 

A Embrapa já busca normatizar o teletrabalho na empresa e, por isso, encaminhou recentemente uma proposta ao Sindicato para ser analisada pela categoria. O Sindicato, por sua vez, com a contribuição de toda a categoria, enviou as sugestões à empresa, exigindo alteração de oito pontos na proposta de normatização do teletrabalho, assim como já se reuniu com a empresa para iniciar as negociações quanto às mudanças.

Clique aqui e leia os 8 pontos apresentados pelo SINPAF.

Clique aqui e leia a resposta da Embrapa, que contém o cronograma dos próximos passos da Norma do Teletrabalho. 

DEBATE ONLINE

No dia 22 de julho, o Sindicato realizou uma live que discutiu a proposta da Norma do Teletrabalho elaborada pela diretoria da Embrapa, com a participação do presidente do SINPAF, Marcus Vinícius Vidal, do diretor jurídico, Adilson Mota, e do assessor jurídico do SINPAF, Filipe Ferracin.

Com duração de quase 2 horas, a live teve participação recorde dos trabalhadores e trabalhadoras da Embrapa, com mais de 1.200 visualizações ao vivo.

Clique aqui para assistir ao vídeo e esclarecer dúvidas sobre a proposta da Embrapa.

 

A Diretoria Nacional do SINPAF encaminhou carta ao presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, reforçando o que já vem sendo cobrado pelas Seções Sindicais, na qual pedem a adoção de medidas de higiene e segurança da empresa para a preservação da saúde e da vida de trabalhadoras e trabalhadores da empresa diante de nova disseminação da Covid-19.

Desde 3 de novembro de 2020, após o término do prazo do acordo judicial feito entre a empresa e o Sindicato (em 31 de outubro), muitos trabalhadores e trabalhadoras da Codevasf estão em trabalho presencial. Lamentavelmente, o processo que deu origem ao acordo ainda aguarda julgamento da Vara Trabalhista do DF.

A nova tentativa de diálogo com a Codevasf, para proteção da saúde de vida de seu pessoal, toma força diante da crise sanitária pela qual o Brasil tem passado, que já ultrapassa a gravidade da primeira fase da pandemia, que atingiu o Brasil em março de 2020. 

Nas últimas 24 horas, morreram 2.286 pessoas em decorrência da COVID-19 no Brasil e 79.876 novos casos de contaminados foram confirmados. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil chegou à marca de 270.656 óbitos confirmados nesta quarta-feira, 10 de março. Foi a maior média diária de mortes por Covid-19 registrada desde o início da pandemia. Ou seja, em cada um dos últimos sete dias, morreram em média 1.645 brasileiros vítimas do coronavírus. É mais de uma morte por minuto!

Hoje, 19 estados e o Distrito Federal estão em aceleração na média móvel, 5 se mantiveram estáveis e apenas 2 estados tiveram queda. Além disso, as redes de Saúde da maioria desses estados e suas cidades estão em colapso, com UTIs chegando até 100% de ocupação. Entre as cidades e regiões em que a Codevasf possui superintendências ou escritório, a maioria já passa por restrições na abertura de comércios, toque de recolher e até estado de calamidade.

Em Petrolina-PE, por exemplo, a ocupação de leitos de UTIs já estão em 100%; em Teresina-PI chegou a 98% no último final de semana; a rede pública de saúde de Aracaju-SE está 88% de ocupação e a rede privada já chega a 94%.

Juazeiro-BA está com 92% de leitos ocupados, além de passar por medidas restritivas junto a outros 19 municípios do sertão baiano. Penedo-AL está com 80% de leitos ocupados, sendo que o Estado de Alagoas mantém o distanciamento social controlado para municípios que estão em fase vermelha e laranja, até 16 de março. Os municípios do Sertão e do Agreste regrediram para a fase vermelha (mais rígida) e Maceió e as demais regiões, para a fase laranja.

Em Montes Claros-MG, que é referência em leitos entre 97 municípios do estado, os hospitais chegaram às suas capacidades máximas de atendimento aos casos de Covid-19 desde a semana passada. Leitos do SUS estão em 97% e da rede particular continua em 100% de ocupação. O município também passa por medidas restritivas contra a propagação do coronavírus.

O Distrito Federal, onde fica a Sede da Codevasf, em Brasília-DF, já está em restrição comercial e toque de recolher desde a última semana. A rede pública já está com 100% de leitos de UTI ocupados e a rede privada está com 90%. Nesta terça-feira, 9 de março, o governador decretou estado de calamidade.

De acordo com as estatísticas divulgas na intranet da empresa, na sede, em Brasília, 84 empregados já foram contaminados, de um total de 480. E esses números disparam cada vez mais nas demais superintendências da Codevasf.

RESPOSTA DA CODEVASF

A direção da empresa respondeu, em 09 de março, a carta do SINPAF. No entanto o sindicato considera que as medidas relacionadas pela empresa são ainda insuficientes diante do caos na saúde na qual vive o Brasil, fruto da falta de planejamento e incompetência do governo Bolsonaro para lidar com a pandemia da COVID-19.

É preciso que a diretoria da Codevasf se sensibilize nesse momento, adotando medidas institucionais mais incisivas e assertivas, garantindo melhores condições para preservar a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras e, também, de forma geral, contribuindo com o distanciamento social nas diversas regiões de atuação da empresa.

A vida é o nosso bem mais importante!!!

O SINPAF continua na luta em Defesa da Vida!!!

Leia abaixo as medidas de segurança de higiene e segurança contra a Covid-19 solicitadas na carta do SINPAF à Codevasf:

- Vetar a entrada de público externo das dependências na empresa, seja na Sede ou nas Superintendências Regionais;

- Adotar escala de revezamento para as atividades essenciais e instituir trabalho remoto para as demais atividades;

- Determinar o afastamento imediato dos empregados que se enquadram no grupo de risco;

- Afastar de imediato os empregados que testarem positivo para Covid-19, bem como, temporariamente (até a realização de exames), todos os colegas que tiverem contato com o empregado infectado;

- Intensificar a rotina de limpeza nas instalações;

- Orientar aos empregados que tiverem algum sintoma, que entre em contato com o chefe imediato, que deverá autorizar que este empregado fique em casa.

A juíza do Trabalho reforçou que o “trabalho remoto e, até mesmo, a suspensão das atividades tem sido impostos como forma de evitar o contato entre as pessoas e a consequente disseminação do vírus”.

No dia 23 de outubro, em audiência virtual, a Codevasf rejeitou a manutenção do Acordo de Conciliação que mantinha grande parte dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa em teletrabalho devido à pandemia.

O acordo judicial finalizou em 31/10/2020 e, nesta terça-feira (03/11), todos aqueles que estão fora do grupo de risco (60 anos ou mais, com imunodeficiências ou com doenças preexistentes crônicas ou graves e gestantes ou lactantes) retomaram suas atividades presenciais.

Dessa forma, o processo que deu origem ao acordo retornará à vara trabalhista para julgamento, mesmo após o SINPAF se manter aberto ao diálogo com a empresa para manter a conciliação e discutir ajustes, caso fossem necessários.

Clique abaixo para saber mais sobre ação movida pelo SINPAF:

Justiça propõe à Codevasf a adoção de teletrabalho em todas as suas unidades nos próximos sessenta dias

SINPAF consegue na Justiça avanços nas medidas protetivas para trabalhadores e trabalhadoras da Codevasf

Para o Sindicato, essa postura da diretoria da Codevasf é lamentável, visto que que os índices de contaminação pela COVID-19 continuam altos nas regiões onde a empresa atua e não há nenhuma razão para não manter essas pessoas no teletrabalho.

Entendendo que ainda não é o momento para retornar às atividades presenciais, o SINPAF continuará na defesa da vida dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa e intensificará a fiscalização em todas as locações da Codevasf para observar se as medidas protetivas de saúde e os protocolos de segurança estão sendo praticados adequadamente: uso de máscaras, fornecimento de álcool em gel, respeito a distância mínima entre trabalhadores, etc.

SINPAF em Defesa da Vida!!!

 

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