Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

SINPAF pelo Brasil visitou Seções e unidades da Embrapa na Região Sul do Brasil

12 de julho de 2022

Na última semana, o presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, acompanhado pelo membro da Comissão Nacional de Negociação, Júlio Bicca, e pelo diretor de Saúde do Trabalhador da Seção Sindical Pelotas, Vanderlei Domingues, rodaram a Região Sul do País, por 5 unidades da Embrapa.

As visitas fazem parte do projeto SINPAF pelo Brasil, que já foi até algumas Seções Sindicais do Norte e Nordeste, para mobilizar e informar a categoria sobre as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2022-2023 e o desmonte que tem ocorrido na Embrapa com o projeto de reestruturação promovido pela gestão Moretti.

Acompanhe como foi a repercussão do SINPAF pelo Brasil entre as trabalhadoras e trabalhadores

 

4 DE JULHO: PELOTAS

No Sul do País, a comitiva do SINPAF pelo Brasil começou pela Seção Sindical Pelotas, na unidade Clima Temperado e na Estação Experimental Terras Baixas, onde participou de assembleias com as trabalhadoras e os trabalhadores.

O assistente da Embrapa na Unidade Clima Temperado, Mauro Nolasco, viu “como muita alegria e satisfação” a presença do presidente nacional do SINPAF conversando com a base, para mobilizá-la em busca de melhorias para os/as trabalhadores/as pelo Acordo Coletivo e, de acordo com ele, “mais importante do que isso, para combater o desmonte da Embrapa.”

“Não vejo outra forma que não seja pela mobilização dos trabalhadores e pela luta e resistência, mostrando para a sociedade os problemas que estamos vivendo, para reverter esse quadro que muito nos preocupa como trabalhadores da Embrapa, tenho certeza que aos jovens, mas também a nós que já temos uma certa caminhada na história da Embrapa e do nosso Sindicato”, disse Nolasco, que também já foi presidente da Seção Pelotas e diretor nacional do SINPAF.   

Para Marilaine Schaun Pelufe, que é analista na unidade, a ação do SINPAF foi essencial para mobilizar a base, após os dois anos “críticos de pandemia” que, de acordo com ela, afastou as trabalhadoras e os trabalhadores da mobilização. “A mim despertou para ficar atenta e disposta a participar das ações que o SINPAF propor, estar ativamente participando junto. É muito importante que estejamos atentos para mobilizar e não deixar que somente as lideranças do sindicato façam essa função,” afirmou Pelufe.

 

5 DE JULHO: BAGÉ

A Seção Sindical Bagé também recebeu o SINPAF pelo Brasil, na Unidade Pecuária Sul. Seguindo a pauta das assembleias, as trabalhadoras e os trabalhadores tiraram dúvidas, principalmente, sobre o Acordo Coletivo de Trabalho deste ano.

Na unidade, existe ainda uma grande dificuldade com o transporte coletivo, pois o local é afastado da cidade, e o café da manhã, já que por se tratar de pesquisa pecuária, muitos trabalhadores/as exercem suas funções no campo e precisam se locomover por grandes extensões territoriais dentro da própria unidade, não permitindo acesso fácil à comércio ou restaurante e cantinas. Foi o que explicou a técnica Rossana Leitzke Granada sobre a situação: “Eles precisam ter uma alimentação diária com qualidade, que garanta um suporte nutricional para eu executem bem o trabalho.”

Outra preocupação apresentada na assembleia tratou sobre o desmonte da Embrapa. Para o pesquisador José Pedro Trindade, a Embrapa precisa se manter pública, inclusive para o desenvolvimento da pecuária familiar. “Como instituição e não só como empresa, a Embrapa cumpre um papel muito importante para o desenvolvimento da agricultura lato sensu do Brasil e tem demonstrado que ela pública, com liberdade de proposição e instituição do Estado brasileiro, tem como se aproximar de todos os setores de produção da agricultura brasileira, e construir as bases de toda diversidade que existe no País”, afirmou.

 

6 DE JULHO: BENTO GONÇALVES E PASSO FUNDO

As perdas salariais dos últimos anos e a recomposição pelo ACT 2022-2023 foi o que mais preocupou as trabalhadoras e trabalhadores que assistiram a assembleia organizada pela Diretoria Nacional do SINPAF com a Seção Sindical local Bento Gonçalves.

Para a analista na Embrapa Uva e Vinho, Odinéli Louzada dos S. Côrrea, receber os representantes da DN e da CNN do SINPAF na unidade, em meio à situação econômica pela qual o país passa, foi essencial para esclarecer as dúvidas sobre o ACT.

“A gente recebe muitas vezes informações que não são completas, então acho que é importante a diretoria estar aqui mobilizando e informando, passando como estão as negociações e a postura da Embrapa nessas reuniões, como está o andamento das discussões. Acho que, neste momento, ter uma informação de qualidade e completa dá um poder pra gente avaliar corretamente e poder se direcionar de uma maneira mais correta,” afirmou Odinéli.

O técnico na Embrapa Trigo, Telles Dall Agnol, considera a visita da DN e da CNN importantes para manter a base informada, orientada e mobilizada, num momento importante de acordo coletivo e política de desmonte da Embrapa.

Telles explicou que um ponto específico da Seção Sindical Passo Fundo, na Embrapa Trigo, é o transporte coletivo e a flexibilização do horário de almoço. “Houve a retirada de uma linha de transporte e ficamos apenas com duas linhas, o que dificulta para os que moram mais longe, que precisam um ônibus comercial e depois o da Embrapa, o que não dá tempo de ir em casa almoçar e retornar ao trabalho”, disse o técnico.

 

7 DE JULHO: CONCÓRDIA

Na Embrapa Suínos e Aves, as trabalhadoras e trabalhadores da Seção Sindical Concórdia tiraram diversas dúvidas a respeito das negociações do Acordo Coletivo e da manutenção da empresa pública.

O presidente da Seção, Levino José Bassi, disse que a presença da DN e da CNN no local contribuiu para articular melhor a negociação coletiva com a base, pois é possível sentir melhor o clima das discussões acerca do acordo, pois as Seções muitas vezes ficam voltadas para as questões internas das unidades.

Para ele, o momento é de as Seções Sindicais e a DN “darem as mãos.” “Como foi colocado na assembleia, neste momento precisamos discutir em qual caminho está a Embrapa e qual é o rumo dela e da pesquisa pública brasileira. Então, o sindicato tem que ser forte para também defender a Embrapa, pois nós também estamos aqui porque existe a Embrapa, e temos que manter uma empresa pública para que o pequeno também possa receber ou ter as tecnologias para aplicação e não só aquele que pode comprar tecnologia,” finalizou o presidente da SS Concórdia.

Veja algumas imagens das visitas abaixo:

 

 

 

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