Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

Seções e unidades da Região Sudeste receberam SINPAF pelo Brasil na última semana

19 de julho de 2022

O presidente da Diretoria Nacional do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, e o diretor Jurídico, Adilson F. da Mota, foram às Seções Sindicais Solos e Agrobiologia, no Rio de Janeiro, e Sete Lagoas, em Minas Gerais, pelo projeto SINPAF pelo Brasil. O objetivo é mobilizar a categoria a respeito do Acordo Coletivo da Embrapa 2022-2023 e contra o desmonte da empresa.

11 de julho – unidade Solos

Na Seção Sindical Solos, no Jardim Botânico-RJ, a assembleia de trabalhadoras e trabalhadores, conduzida pelo presidente da Seção local, Ênio Fraga, aproveitou a oportunidade para esclarecer informações sobre o índice de recomposição salarial que o SINPAF está buscando com a Embrapa. A maioria dos filiados também externou que a Diretoria Nacional esteja mais próxima da base para mantê-la mobilizada.

Alba Leonor Martins, pesquisadora na unidade Solos, disse que os direitos que a categoria tem atualmente “foram conquistados por lutas.”

“A história diz muito, a partir da conscientização de que foi o Sindicato e não um indivíduo que buscou essas conquistas,” afirmou a trabalhadora.

13 de julho – unidade Agrobiologia

Na assembleia realizada pela Seção Sindical Agrobiologia, em Seropédica-RJ, encaminhada pela presidente local, Adriana Santos do Nascimento, as trabalhadoras e os trabalhadores passaram a manhã inteira conversando com os diretores nacionais.

A preocupação das/os trabalhadoras/es voltou-se para possíveis perdas de direitos que estão sendo ventiladas em e-mails anônimos. A diretoria, então, esclareceu que as notícias são falsas, mas que negociação está bem difícil e será necessária a mobilização da categoria no momento oportuno. Clique aqui para ler a notícia sobre a última reunião do ACT.

Para o analista Edson Martins, o momento foi muito importante para a unidade para aqueles que participaram. “Vão levar um sentimento mais forte sobre desse momento que estamos vivendo, com a reestruturação da Embrapa, porque foram apresentados diversos pontos que a Diretoria Nacional avançou, como ir ao CGU pedir o documento do Transforma Embrapa e em diversas outras instâncias. Outra questão foi o e-mail não identificado que é mentiroso, então foi importante esclarecer isso,” apontou o analista.

A pesquisadora Janaína Rouws também considerou o momento importante para a mobilização. “Muitas vezes a gente deixa de ler, de se informar sobre o que está acontecendo, de buscar informação junto ao Sindicato Nacional, e aqui ficou claro que a gente precisa cada vez mais lutar pelos nossos direitos,” afirmou Janaína.

A pesquisadora também aproveitou para fazer um convite: “O momento de discussão é agora. Se estão insatisfeitos com alguma coisa, têm que lutar pelos seus direitos agora e não depois que perdermos, porque daí já pode ser tarde demais. Por isso, convido a todos a ser fortalecer e participar por um país melhor, por direitos para todos, não só para nós que temos um trabalho efetivo, mas para tantos brasileiros que estão passando fome. E a gente quer uma Embrapa pública, pensando no pequeno agricultor e na agricultura familiar e não só nos grandes, porque nosso país é feito por todos, pequenos e grandes,” concluiu Janaína.

15 de julho – unidade Milho e Sorgo

Em Sete Lagoas, na unidade Milho e Sorgo, o presidente da Seção Sindical, Francisco de Paula Antunes, convidou os/as trabalhadores/as para um café da manhã, antes da assembleia.

Após esclarecerem todas as dúvidas sobre a negociação coletiva e debaterem a situação precária da Embrapa, alguns trabalhadores/as reforçaram a necessidade dos/as empregados/as mais novos na empresa juntarem-se ao Sindicato para fortalecer a luta.

O assistente da unidade, Oswaldo Filho Guerra, disse que a assembleia foi muito esclarecedora. “Existem muitos contos que as vezes são fatos fakes e, quando o pessoal vem e fala que não é realidade, que o problema é mais profundo ainda, aí a gente pensa que tem que fazer mobilização né. E unidos temos mais força,” declarou.

Para o assistente João Batista de Souza a presença da DN na unidade Milho e Sorgo foi essencial porque existiam muitas dúvidas sobre o que está acontecendo na empresa.

“A gente tem amor pela empresa porque a gente quer resultado. E hoje a gente vê esse desmonte da empresa, a falta de gente para trabalhar, de recurso e exploração do trabalho dos estagiários. Eu falo para os/as trabalhadores/as mais jovens que tudo que eles têm hoje, que a empresa oferece para eles, foi através de luta no Sindicato. Por exemplo, antes a gente não tinha um ticket alimentação e almoçava no restaurante, era o que tinha lá para comer e pronto,” explicou Oswaldo Guerra.

“A caminhada é árdua e a gente não pode parar de caminhar junto com o Sindicato. Eu peço a todos que estudem o que é o sindicato, o que é essa luta. Se acha que tá ruim com o Sindicato, pior sem ele”, afirmou o assistente.

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