No último dia 11/06, a diretoria da Embrapa divulgou uma proposta de reestruturação organizacional elaborada às escuras por um grupo de 16 empregados, intitulado Força-Tarefa. No exercício de sua característica postura autoritária, essa diretoria deixou à margem das discussões os trabalhadores e os demais atores que cooperam para o desenvolvimento da empresa.

Após concluir o projeto de mudanças, a Embrapa, por mero protocolo, abriu à participação dos empregados. No entanto, o relatório disponibilizado aos trabalhadores é apenas uma síntese do documento elaborado pela Força-Tarefa, não descreve os motivos que fundamentaram as propostas de mudança, tampouco a forma como elas serão implementadas.

Ainda que as contribuições dos empregados sobre a tal proposta sejam consideradas pela empresa, sem o devido conhecimento técnico do processo, não resta dúvidas de que a participação dos trabalhadores servirá apenas para validar o que parece já estar decidido pela diretoria da Embrapa.

É importante destacar que o SINPAF entende que mudanças organizacionais são necessárias à sobrevivência de qualquer instituição. Entretanto, é essencial que a construção de novos modelos de estrutura organizacional seja realizada de forma democrática, transparente, com a profundidade e o cuidado que o caso requer.

Tentar impor uma reestruturação equivocada na atual conjuntura tem um elevado risco de insucesso, principalmente às vésperas de mudança de gestão da empresa e de um tenso cenário político e econômico no país.

Se o processo de reorganização precipitadamente iniciado na sede da empresa ainda não trouxe resultados concretos e vem sendo alvo constante de críticas dos trabalhadores, com queixas de aumento da burocracia e obscuridade nas definições de responsabilidades pelos processos, da forma como está sendo executada, essa mudança organizacional poderá ser um desastre.

Diante dessas considerações, a Diretoria Nacional do SINPAF está encaminhando ao presidente Maurício Lopes pedido de suspensão imediata da reestruturação da Embrapa, para que sejam envolvidos nessa construção, além dos trabalhadores, a Assembleia Geral da Embrapa, o Conselho de Administração (CONSAD), o Ministério da Agricultura e parceiros do setor agrícola brasileiro.

ASSEMBLEIAS – Para debater sobre esse tema, o SINPAF convoca todos os trabalhadores a participar de assembleias gerais nos dias 19 e 20 de junho (clique aqui e leia o edital).

Participe!