Os dissídios coletivos da Embrapa e da Codevasf referentes ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017-2018 foram julgados na tarde desta segunda-feira (11/6) pela Seção de Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), com índice de reajuste de 3,97%.

No caso da Embrapa, o índice financeiro abrange o salário e todas as cláusulas econômicas, com pagamento retroativo à data-base, 1º de maio. As cláusulas sociais foram garantidas ainda na mesa de negociação entre o SINPAF e a empresa.

Para a Codevasf, o reajuste foi sobre o salário, auxílio creche e funções gratificadas, também com garantia do valor retroativo à data-base, 1º de maio.

Segundo o presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia, as negociações em 2017 foram extremamente duras e várias categorias chegaram ao final do ano sem concluir as negociações coletivas. Em 2017, algumas categorias optaram pelo reajuste zero, sem alteração em cláusulas sociais. Outras viraram o ano sem fechar acordo coletivo.

Já empresas como CBTU, Valec, Embrapa e Codevasf fecharam acordos parciais, levando apenas o índice econômico para julgamento, com o objetivo de garantir a recomposição salarial dos trabalhadores.

“O julgamento dos dissídios confirmou as expectativas da Diretoria Nacional do SINPAF quando encaminhou, em dezembro de 2017, a aprovação da proposta parcial apresentada pela vice-presidência do TST. Com a decisão de hoje, teremos nossos salários recompostos, sem perdas econômicas relativas ao período de 1º/5/2016 a 30/4/2017. Agora precisamos nos manter firmes e mobilizados para garantir a manutenção de todo o nosso ACT e a recomposição salarial nosso ACT 2018-2019, disse Carlos Henrique.