Nesta quinta-feira (7/6), o presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia, junto com representantes da CUT, CTB e outros dirigentes sindicais reuniram-se com uma equipe do Ministério do Planejamento para tratar das negociações coletivas dos empregados e servidores públicos, destacando que as empresas têm seguido uma tendência comum de retirada de direitos dos trabalhadores.

De acordo com o secretário de Gestão de Pessoas do Ministério do Planejamento, Augusto Chiba, e o coordenador geral da SEST, Christian Castro, “o governo não orientou as empresas a retirar direitos dos trabalhadores, mas sim a negociar cláusulas financeiras”.

Essa afirmação da equipe do Planejamento foi em resposta à postura dos dirigentes sindicais de não continuar negociando os acordos coletivos caso governo e empresas mantenham o procedimento de reduzir direitos dos trabalhadores.

Na pauta dos servidores públicos, o representante da CUT, Ismael José César, reivindicou a elevação do auxílio alimentação e do aporte financeiro do governo para os planos de saúde de autogestão. Ismael reforçou, ainda, a necessidade do governo responder à pauta de reivindicações entregue pelas entidades nacionais dos servidores e a abertura do processo de negociação com a categoria.

O diretor do Departamento de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Paulo Campolina, se comprometeu a repassar ao ministro do Planejamento, Esteves Colnago, as informações apresentadas pelos dirigentes sindicais, além de analisar estratégias que preservem as cláusulas sociais dos ACTs.

Campolina sugeriu realizar uma nova reunião, com data a ser marcada pelo Ministério do Planejamento.

PARTICIPANTES – Participaram também da reunião os dirigentes sindicais Eduardo Guterra (CUT e Portuários), Valeir Ertle (CUT), Sergio Ronaldo (CONDSEF) e Vitor Frota da Silva (CTB e Eletricitários).

A reunião com o Ministério do Planejamento foi agendada pelas centrais sindicais, após iniciativa da Diretoria Nacional do SINPAF de reunir sindicatos de instituições públicas para planejar ações de resistência contra retrocessos de direitos trabalhistas.