No último dia 4 de abril, a diretoria-executiva da Embrapa encaminhou acesso a um questionário com o suposto objetivo de permitir a participação dos trabalhadores da empresa no envio de sugestões para subsidiar o trabalho da força-tarefa responsável pela reestruturação das Unidades Descentralizadas (UDs).

A ideia do questionário até poderia demonstrar um movimento da empresa na direção de uma gestão participativa e democrática. No entanto, a linguagem excessivamente técnica desse instrumento parece ter sido usada de forma proposital para restringir as respostas a um grupo mínimo de empregados.

Se uma mensagem precisa ser clara para alcançar o público ao qual se dirige, resta-nos refletir se o tipo de linguagem utilizada e a exigência de identificação nos questionários foi uma falha técnica da empresa ou uma manobra de exclusão da maior parte da categoria desse processo extremamente significativo.

Perguntamos, então, ao presidente Maurício Lopes: se a participação dos empregados nesse processo é realmente desejada, por que não foi permitido ao SINPAF assento na força-tarefa e por que a diretoria sequer teve a dignidade de responder às solicitações encaminhadas pelo Sindicato? 

Diretoria Nacional