Na manhã desta quarta-feira (4/4), o presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia, abriu a 24ª Plenária Regional Norte esclarecendo os trâmites do processo de Dissídio Coletivo 2017-2018 da Embrapa e a Negociação Coletiva de 2018-2019.

Conforme movimentação do processo de Dissídio Coletivo da Embrapa no Tribunal Superior do Trabalho (TST), no último dia 28 de março, o Ministério Público do Trabalho (MPT) encaminhou parecer indicando o acolhimento parcial do pedido de reajuste, com aplicação do percentual de 3,91% sobre as cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2017-2018 da Embrapa. Os autos seguiram conclusos para o Vice-Presidente do TST, Ministro Renato Lacerda Paiva, para análise acerca do prosseguimento do processo.

Carlos Henrique também expôs aos delegados a expectativa de datas e prazos para a negociação coletiva deste ano e anunciou que a Diretoria Nacional promoverá treinamento para qualificar a Comissão de Negociação do ACT, cujos representantes de cada Região, um titular e um suplente, estão sendo escolhidos em cada Plenária.

“Iremos construir um cronograma de mobilização visando manter a categoria unida e participativa durante todo o processo de negociação, pois não há dúvidas de que novamente teremos um ano de negociações difíceis para toda a classe trabalhadora, especialmente no setor público. Além disso, estamos dialogando com outras categorias de trabalhadores de estatais para avaliarmos a construção de mobilização conjunta”, disse o presidente do SINPAF.

SINPAF e ANPE – A Plenária Regional Norte também abriu espaço para que a representante da Associação Nacional dos Pesquisadores da Embrapa (ANPE), Luciana Gato, apresentasse a associação e seus objetivos.

De acordo com a representante da ANPE, a instituição, criada em 14 de dezembro de 2017, não pretende competir com o Sindicato, uma vez que seus objetivos não focam questões trabalhistas. Luciana também informou que a associação pretende criar uma agenda colaborativa com o SINPAF para discutir sobre os rumos da pesquisa e inovação e os recursos disponibilizados por governo e empresa para que sua atividade-fim tenha êxito.

“Com o novo Marco da Ciência e Tecnologia, é preciso promover uma discussão ampla para identificarmos quais são os impactos da nova legislação sobre as atividades de pesquisa e, consequentemente, sobre os rumos da Embrapa”, explicou Luciana Gato.

De acordo com Nilson Carrijo, diretor de Saúde do Trabalhador, cada instituição (Sindicato e ANPE) tem o seu espaço.