| Notícias gerais | Por:

Por: Carlos Roberto Bernardi, Diretor de Formação Sindical do SINPAF e

Nilson Carrijo, Presidente da Seção Sindical Cenargen

Ouvi uma vez de uma colega a frase: “para que eu vou ser filiada, sair no sol para protestar se no final eu serei beneficiada como todos os outros? ”.

É importante esclarecer que um sindicato não luta somente por ganho salarial, mas também pela defesa dos direitos e interesses individuais e coletivos de sua base.

O país atravessa um momento político agitado e passa por grandes reformas políticas. O movimento sindical não pode se omitir de participar e ajudar a sociedade nas mudanças.

Em sua história, os sindicatos lutaram por melhores condições de trabalho e salários dignos, tendo como objetivo principal impedir que os níveis salariais fiquem abaixo do mínimo necessário para a manutenção e sobrevivência do trabalhador e sua família.

Os sindicatos são instituições reconhecidas e consolidadas na sociedade, atuando como fator de regulamentação e fiscalização dos salários, da jornada de trabalho e da legislação social, e indispensáveis nas negociações com os empregadores.

O status adquirido pelos sindicatos e os benefícios alcançados pelos trabalhadores foram conquistados através de duras lutas e greves. Lutas que ainda não terminaram, pois as classes patronais e os governos continuam defendendo posições alegando que os direitos adquiridos pelos trabalhadores colocam em risco a existência das empresas.

Robert Reich, em entrevista à Revista Época de 04 de novembro de 2013 cita que: “A sindicalização, ao distribuir a renda, mostrou-se benéfica para as corporações e para os ricos, assim como para a classe média”, e dessa forma alavancou o crescimento econômico dos Estados Unidos no pós-segunda guerra mundial. Mas Robert Reich faz um alerta, de que um dos fatores que levaram à redução do crescimento e da distribuição de renda nos Estados Unidos da América após o final da década de 1970 foi o enfraquecimento dos sindicatos.

Reich cita ainda que: “Nos Estados Unidos, há uma relação direta entre o declínio da sindicalização e o declínio da classe média. Os sindicatos deram aos trabalhadores o poder de barganha de que eles necessitavam para obter um pedaço justo dos benefícios do crescimento econômico. Sem os sindicatos, os trabalhadores não têm poder de pressão”.

Esse é um fator importante a ser analisado na atual conjuntura política e do movimento sindical no Brasil. Observa-se um enfraquecimento desse movimento a partir do engajamento das centrais sindicais com os partidos políticos e, em especial, da maior central sindical brasileira engajada na defesa do governo central, ao invés de fortalecer a luta e a defesa dos interesses dos trabalhadores.

Vários sindicatos têm demonstrado preocupação com a falta de engajamento político e sindical dos trabalhadores, bem como do seu distanciamento da entidade que os representa.

O jornal O Repórter, em página on line de 2010, cita que “a baixa adesão dos trabalhadores às associações de classe foi um dos destaques da mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT/ Sensus) – 82,5 por cento dos brasileiros dizem não ter vínculo com essas entidades. O número aponta para uma descrença da população num setor criado para fortalecer as categorias profissionais e atuar em sua defesa”.

Está bem claro que o Sindicato é importante para todas as categorias profissionais, pois se trata de uma organização que defende políticas coletivas e que luta pelo progresso dos trabalhadores. Entretanto, ainda existem pessoas que não sabem como ele funciona, nem como exatamente pode beneficiar o trabalhador. Contudo, vale ressaltar que, primeiramente, tal entidade significa a força que o trabalhador sozinho não consegue ter, lutando para que os direitos dos trabalhadores sejam cumpridos.

É importante falar de sua importância para que as pessoas possam interagir mais e saber como exigir o que lhe é de direito.  O país está vivendo um momento político cada vez mais agitado com grandes reformas importantes. A sociedade se mobiliza no sentido de alcançar consenso em todos os segmentos envolvidos, representando uma grande chance de ser escrita uma bela página do movimento sindical.

Em regra, o sindicato se caracteriza como forte e atuante quando se destaca não apenas em movimentos sindicais, mas quando reivindica, atende e produz resultados positivos para a categoria que representa, não podendo fazer mais do que a lei determina, devendo fazer tudo que for possível para favorecê-la e buscando os direitos e garantias para que seja sempre beneficiada.

As boas entidades sindicais devem obrigatoriamente defender e fazer valer os direito e interesses individuais e coletivos de sua base. Devem estar sempre informadas e atualizadas, de forma a manter a união de toda a classe, atitude essa que trará melhores condições de vida e de trabalho a todos os seus filiados.

Vale lembrar que a classe trabalhista precisa ter mais participação nos movimentos sindicais, procurando se interessar mais por eles. É natural em qualquer categoria profissional que os empregadores meçam o poder de negociação do sindicato de trabalhadores na proporção da união e da mobilização de cada categoria profissional.

Se a presença dos empregados for reduzida nas assembleias (os empregadores adotam mecanismos para tomar conhecimento disso), presume-se que a entidade representativa dos trabalhadores se encontra sem poder de reação frente a eventuais recusas patronais em negociar adequadamente. Na maioria das vezes, este fato inibe o sindicato a manter ou avançar nos direitos durante a negociação. Sendo assim, cada trabalhador deve acompanhar o trabalho e o desenvolvimento sindical.

Os sindicatos também oferecem benefícios aos trabalhadores, reservando alguns direitos aos que são filiados. Ao celebrar convênios, possibilitam uma boa condição e estrutura de vida, nas áreas de saúde, lazer, assessoria jurídica, entre outras.

O trabalhador deve lembrar-se de que o Sindicato é a casa do trabalhador, o local onde ele encontra abrigo nas horas de dificuldades. Mas o trabalhador deve cuidar dessa sua casa. Deve ficar atento e conhecer sobre tudo o que está acontecendo na entidade sindical, para que efetivamente atue em defesa de seus direitos e garantias, e que produza melhores condições de vida e de trabalho a todos os filiados.

Sindicalizar-se é mais do que participar da sua entidade de representação, é exercer sua cidadania, é valorizar sua profissão e seu trabalho, é lutar por seus direitos já conquistados e ampliá-los. Em resumo, podemos dizer que os trabalhadores encontram no sindicato uma tribuna de expressão pessoal que não seria possível de outra forma. Filie-se e garanta seus direitos de trabalhador.

A UNIÃO DE TODOS PELO MESMO PROPÓSITO GERA ACONTECIMENTOS POSITIVOS PARA GRANDES CONQUISTAS.

| Notícias gerais | Por: SINPAF

A Diretoria Nacional do SINPAF lança, nesta quinta-feira (17/3), a Campanha Salarial de 2016/2017. O material, que já está disponível na página do SINPAF, apresenta uma charge crítica com o mote “SE FUGIR O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME, SE UNIR O BICHO FOGE!”, que remete à crise pela qual passa o Brasil.

 

Clique aqui e baixe o material da Campanha Salarial 2016/2017

 

O desenho traz, ainda, as principais bandeiras das negociações deste ano, que são: o reajuste salarial com ganho real, avanço nas negociações, novo plano de cargos e salários, isonomia de direitos, transparência na gestão do plano de saúde e previdência complementar, Embrapa e Codevasf 100 por cento públicas e cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).  

 

“A intenção da Diretoria Nacional com essa campanha é mostrar às empresas que os trabalhadores da base do SINPAF não vão pagar a conta da crise”, explica o presidente do Sindicato, Julio Guerra.

 

Dessa forma, o SINPAF ressalta a importância da união dos trabalhadores para afastar a sombra da crise e convoca toda a categoria para a mobilização, que deve começar desde já. A DN sugere que os trabalhadores da Embrapa e da Codevasf substituam as capas das suas redes sociais (Twitter e Facebook) em adesão à campanha. 

 

A DN já encaminhou os cartazes, baneres e adesivos pelos Correios. Mas, cada Seção Sindical poderá confeccionar mais materiais, conforme a necessidade de cada localidade.  Para isso, basta baixar as artes de cada peça da Campanha Salarial, disponíveis no link final da matéria.

 

Pauta de Reinvindicações e Calendário de Negociações

 

A Pauta de Reivindicações para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017 foi amplamente debatida e decidida entre os trabalhadores, os presidentes da Seções Sindicais e a Diretoria Nacional do SINPAF.

 

Para o cumprimento da data-base da categoria, 1º de Maio, a Diretoria Nacional entregou os documentos na Embrapa, no dia 18 de dezembro de 2015, e na Codevasf, no dia 6 de novembro de 2015: ACT Embrapa 2016/2017 e . A DN também já protocolou documentos nos quais reitera o assunto e cobra resposta quanto ao calendário de negociações das duas empresas, o que não foi respondido até o momento.

 

Reivindicações ACT Embrapa:

 

  • O reajuste salarial com o IPCA do período de 1 de maio de 2015 a 30 de abril de 2016 mais o PIB Agrícola de 2015;
  • Isonomia de benefícios;
  • Garantia do adicional de insalubridade;
  • Auxílio alimentação/refeição de acordo com o IPCA da alimentação do período de 01/05/2015 a 30/04/2016 mais PIB Agrícola de 2015;
  • Divisão dos auxílios nos cartões alimentação e refeição facultativo ao empregado, vale alimentação/refeição por ocasião do pagamento do 13º salário;
  • Padrão isonômico para fornecimento do café da manhã na Unidades;
  • Incentivo à qualificação com gratificação de 3 por cento para os que possuam ou venham a possuir o ensino fundamental, 6 por cento para ensino médio e 9 por cento para graduação;
  • Adesão ao Vale Cultura;
  • Adicional de 25 por cento do salário base aos trabalhadores que exerçam atividade que exigem Anotação Técnica de Responsabilidade;
  • Publicação interna das vagas existentes em suas unidades e banco de pessoal;
  • Constituição de um Comitê de Progressão Salarial;
  • Programa de Demissão Incentivada;
  • Folga de Pagamento;
  • Instituição do Dia do Profissional de Pesquisa;
  • Inclusão no ACT do Sistema de Compensação de Horas;  
  • Opção de realização de horas corridas para empregada com filho até 2 anos de idade;
  • Opção de licença paternidade e maternidade para adoção por empregados homoafetivos;
  • Além de diversas garantias ao que tange à segurança e saúde do trabalhador: como Programa de Vacinação contra gripe, liberação do trabalhador para exames de médicos em municípios de difícil acesso, instalação e manutenção de dispositivos de segurança e proteção em áreas de campos experimentais, entre outros.

 

 

Reivindicações ACT Codevasf

 

  • O reajuste salarial com o IPCA do período de 1º de maio de 2015 a 30 de abril de 2016 mais o PIB Agrícola de 2015;
  • Auxílio alimentação/refeição de acordo com o IPCA da alimentação do período de 01/05/2015 a 30/04/2016 mais PIB Agrícola de 2015;
  • Pagamento de vale combustível nas localidades que não sejam atendidas por transporte urbano;
  • Repasse à Casec da totalidade dos recursos orçamentários e financeiros referentes à assistência médica e odontológica dos servidores, empregados e dependentes;
  • Inclusão de ascendentes entre os dependentes no Programa Codevasf-Saúde com as mesmas condições dos demais;
  • Disponibilização de serviços e espaço para atendimento clínico nas Superintendências Regionais;
  • Auxílio Creche e Pré-escolar no valor teto de R$700.
  • Pagamento integral do Auxílio Creche, sem comprovação, até o término da idade de 7 anos;
  • Ajuste com acrescimento de mais dois padrões salariais aos empregados contemplados na Progressão por elevação de Escolaridade;
  • Gratificação para todos os fiscais de contratos e convênios;
  • Limitação de tempo e estabelecimento de critérios para ocupação de cargos de chefias;
  • Implantação de PDI permanente;
  • Fornecimento de curso de Especialização ou MBA relacionado à função/trabalho que executar na empresa, reconhecido pelo MEC, incluindo treinamento para conhecimento de todos os sistemas da empresa, sua política, etc.
  • Abono de faltas dos empregados que não têm direito ao Prêmio Assiduidade, por até 10 (dez) dias para tratarem de assuntos particulares, desde que previamente acordado;
  • Pagamento de adicional de periculosidade e insalubridade;
  • Auxílio mensal no valor de R$613,17, corrigido pela variação do IPCA do período, e jornada de trabalho de 6 horas corridas para empregados com filhos ou dependentes com deficiência;
  • Entre outros.

 

 

Clique aqui e baixe o material da Campanha Salarial 2016/2017

 

 

 

 

 

 

 

| Notícias gerais | Por: Vânia Ferreira

Na manhã desta quinta-feira (17/3), além de delegados e convidados da Plenária, representantes de saúde do trabalhador das Seções Sindicais da região Norte se reuniram no 1º Encontro Regional de Saúde do Trabalhador, promovido pela Diretoria Nacional de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente, Roberto Scaramello e Nilson Carrijo.

Os diretores fizeram o lançamento e apresentação do Sistema de Vigilância e Atenção em Saúde do Trabalhador do SINPAF (SIVASTS), que será alimentado pelas diretorias de todas as Seções Sindicais, com informações relevantes sobre casos de acidentes laborais, processos judiciais sobre saúde do trabalhador, condições dos locais de trabalho e outras informações.

O novo sistema vai consolidar as informações que poderão ser usadas, por exemplo, para produção de estatísticas e relatórios de análise e tomadas de ações que promovam a melhoria da qualidade de vida dos empregados.

Relatório do Seminário de Saúde do Trabalhador

No encontro, também foram apresentados e discutidos os resultados do 3º Seminário de Saúde do Trabalhador, realizado em 2015, em Brasília.

Os cadernos com os relatórios de todos os Seminários realizados pelo SINPAF foram entregues aos representantes de saúde do trabalhador da região. Além de registrar a memória dos eventos, o documento serve para orientar tanto as Seções Sindicais quanto a própria Diretoria Nacional na tomada de decisões com relação as ações mais apropriadas a serem adotadas na Promoção e Prevenção da Saúde dos trabalhadores da Embrapa.

 

| Notícias gerais | Por:

Na tarde desta quinta-feira (16/3), a Plenária Regional Norte realizou um intenso debate sobre qual seria o papel do Sindicato. Pesquisadores, analistas, técnicos e assistentes expuseram suas opiniões:

Na visão do assistente, Edson Amaral do Pará, a função do SINPAF se perdeu em discussões paralelas e políticas de grupos opositores. “O debate gera em torno de posições pessoais, a defesa coletiva fica em segundo plano, diz.

Para a analista Renata, do Acre, falta mais ações sindicais para valorizar e fortalecer a imagem do sindicato. “O SINPAF perdeu esse papel. É necessário resgatar a ação do corpo a corpo e outras ações de valorização do trabalhador”, enfatizou

Em Belém, o ponto de vista do técnico Antony é que o sindicato precisa se organizar mais, ter comunicação mais ágil e criar banco de dados informativo para atingir mais empregados. Segundo ele, na gestão, falta planejamento estratégico e foco nos objetivos a serem alcançados. “Temos que trabalhar com metas, com políticas sindicais para adesão de filiados, além de outras ações.

Já a pesquisadora Maria do Socorro, do Pará, falou sobre a divisão dos pesquisadores, que só vai enfraquecer o sindicato. “Ouvimos sempre dos pesquisadores que o SINPAF não os representa. No meu entendimento, o SINPAF representa sim e muito bem. Temos conquistas que foram alcançados por meio do sindicato, com muita luta sindical.  Divergências políticas e ideológicas não vão resolver nada. Outro fator, é que falta campanha e avaliação mais precisa por parte do SINPAF para alcançar a participação dessa categoria.

O pesquisador Jasiel, de Manaus, concorda com Maria do Socorro e enfatiza que o pesquisador que não percebe o benefício de ser filiado ao SINPAF porque não quer enxergar. “O sindicato conseguiu muitos benefícios para nós pesquisadores, inclusive 36 por cento de aumento. Podem tentar criar quantos sindicatos quiserem, mas não vão representar nada e muito menos negociar Acordo Coletivo de Trabalho. O sindicato legítimo é o SINPAF”, ressaltou.

Na opinião de Aline, pesquisadora de Manaus, falta formação política aos pesquisadores da Embrapa para entender a importância do SINPAF.  E sobre igualdade de gênero, ela relatou que “as mulheres da Embrapa atingiram uma falsa equidade de gênero em relação ao salário, mas para a valorização da mulher acontecer de verdade, na empresa, temos que trabalhar muito mais”.

Por fim, o Diretor Norte, Divonzil Cordeiro, destacou que “a maioria das Seções Sindicais está capengando porque o representante sindical não tem liberação. A Embrapa trata a gente como números. Isso precisa mudar. E exige tempo e ações mais concretas. Um exemplo disso, seria tentar colocar no SAAD o trabalho desenvolvido no sindicato.

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