| Notícias gerais | Por: Camila Bordinha

Durante a 20ª Plenária Regional Sudeste, nesta quarta-feira (13/4), os conselheiros e diretores nacionais de Saúde do Trabalhador, Roberto Scaramello e Nilson Carrijo, apresentaram uma palestra sobre suas ações desenvolvidas como representantes dos trabalhadores da Embrapa no Conselho de Administração (Consad) da Casembrapa.

Além de traçar um perfil sobre o plano de saúde dos empregados da Embrapa com os custos assistenciais, Roberto Scaramello fez uma breve análise sobre a crise financeira de 2014, onde expôs as ações corretivas implementadas pelo Plano de Recuperação de Débitos da própria Casembrapa que proporcionou que os débitos de mais de R$11 milhões, em fevereiro de 2014, reduzissem para quase R$4 milhões, em dezembro de 2015.

A atuação dos conselheiros foi apresentada ponto a ponto por Nilson Carrijo, com os pleitos apresentados no Consad, conforme segue:

Realizados:

  • Solicitação de estudos atuariais quanto a sobrevida do plano;
  • Estudo de cobrança do aposentado pelo percentual do seu salário de aposentadoria;
  • Emissão de extrato mensal no e-mail do titular
  • Apresentação de balancete mensal no site da Casembrapa;
  • Aumento de convênios com hospitais e clínicas;

Aprovados:

  • Aprovação para parcelamento de despesas de coparticipação;(aprovado)
  • Possibilidade de o empregado ativo ter o direito de se inscrever no plano a qualquer tempo;(aprovado)
  • Empregados ativos ou aposentados dependentes de outro empregado titular poderem ficar no plano como titular após separação judicial;(aprovado)
  • Autorização de investimentos em infraestrutura na Casembrapa; (aprovado)
  • Aprovação do plano de cargos e salários do pessoal da Casembrapa; (aprovado)

Tramitando (em estudo, em discussão ou aguardando análise):

  • Proposta para que ativos ou aposentados desligados a pedido ou excluídos possam voltar ao plano de saúde a qualquer momento;(em discussão)
  • Avaliação quanto a viabilidade das propostas de um novo plano de custeio; (em estudo)
  • Busca no atendimento da RN nº 264 - Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos e Doenças (em discussão)
  • Revisão do Estatuto, Regimento da Casembrapa e Regimento do Conselho; (em andamento)

Não aprovados:

  • Negociação para reabrir prazo para parcelamento das dívidas não honradas em acordo;(negado)
  • Tentativa fracassada para que um dos representantes dos empregados (SINPAF/FAEE) assumisse a presidência da Casembrapa;
  • Negociação para custeio da vacinação da gripe;
  • Cobrança na emissão de fatura mensal detalhada análoga ao cartão de crédito; (impossibilidade técnica)

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Nesta quarta-feira (13/4), a 20ª Plenária Regional Sudeste iniciou o dia com o debate sobre o processo de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017, que teve a participação do presidente do SINPAF, Julio Guerra, e do diretor de assuntos jurídicos e previdenciários, Flávio José.

Atendendo às dúvidas dos participantes, Flávio José explicou sobre a Súmula 277, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que garante a ultratividade do acordo, que é a aplicação da lei posteriormente ao fim de sua vigência. Dessa forma, explicou o diretor, as empresas (Codevasf e Embrapa) não podem cortar os benefícios já garantidos no Acordo mesmo que as negociações ultrapassem a data-base da categoria.

O diretor também esclareceu sobre o cumprimento da data-base. Conforme explicou, as negociações para o Acordo devem ser iniciadas 60 dias antes da data-base (1º de maio) e a Diretoria Nacional entregou a proposta para a Embrapa em 18 de dezembro de 2015, além das demais cartas cobrando a marcação da agenda de negociações. “Cumprido os prazos, não há o que se temer sobre perda de data-base que, conforme a lei, só poderia ser alterada em acordo entre as partes”, disse.

Uma dúvida importante levantada pelos participantes da Plenária foi o direito ao voto dos não-filiados. Conforme explicou o presidente do Sindicato, o parágrafo único do artigo 67 do Estatuto do SINPAF prevê que os filiados poderão deliberar sobre o direito de voto ou não dos não-filiados, durante a Assembleia Geral Extraordinária.

Julio Guerra orientou que os dirigentes sindicais façam o enfrentamento de convencimento com os empregados não-filiados sobre os avanços e as conquistas das negociações para as Assembleias de votação que forem convocadas.

Saiba mais e consulte os avanços do ACT Embrapa e Codevasf clicando aqui

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Apesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, a equidade com os homens pode levar até 80 anos, segundo o Relatório Global de Equidade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial. Para tentar diminuir esse tempo, equivalente a uma geração, pesquisa feita com líderes de 400 empresas ao redor do mundo indicou que três medidas prioritárias podem ser tomadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na estratégia.

As medidas constam do estudo Women Fast Forward, feito pela consultoria Ernst & Young (EY) e apresentado no dia 9 de abril no Rio de Janeiro. O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das empresas rumo à equidade.

De acordo com Tatiana da Ponte, sócia de Impostos da EY no Brasil, uma das principais vantagens da paridade é o ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64 por cento daquelas com melhores resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, ao aumento da participação na tomada de decisões e favorece a visão global.

“Não é porque isso [a visão global] é mais da mulher ou do homem. É porque o aumento da participação gera diversidade. São opiniões diferentes subsidiando as decisões”, explicou.

Para desenvolver as estratégias, Tatiana esclareceu que é preciso definir oportunidades de progresso na carreira e dar exemplos. “Não adianta defender a diversidade e não ter mulheres nos conselhos, na direção”, disse. “As funcionárias precisam se ver nesses cargos para acreditar que dá para chegar lá”, completou. Outra medida, segundo ela, é a flexibilidade na carga horária, adotando prazos mais longos, por exemplo, para licença maternidade ou paternidade.

“Estamos caminhando para um momento em que não só a mulher tem que achar espaço no mercado de trabalho, o homem também tem que achar um espaço na família. Quando a divisão de tarefas for mais igual para os dois lados, todo mundo ganhará, principalmente, os filhos. A presença mais atuante do pai na formação dos filhos nos dá crianças mais fortes”, afirmou.

Outra pesquisa sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho da EY apresentada hoje descobriu que a vivência no esporte pode ajudar nos negócios. Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe.

“O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete.

No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia, e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas.

“Aprendi com o esporte, por exemplo que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou.

Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas.

Fonte: Agência Brasil 

 

 

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As discussões da 20ª Plenária Regional Sudeste, no início da tarde desta terça-feira (12/4), trataram sobre a atual conjuntura sindical do País e do SINPAF, com a apresentação do presidente do SINPAF, Julio Guerra.

De acordo com a análise de Julio, os sindicatos estão enfrentando ataques das próprias autoridades públicas que têm denegrido a imagem do movimento sindical como, por exemplo, uma declaração do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que colocou os dirigentes sindicais como ladrões ou quadrilheiros. Para Julio, “essa postura é inadmissível”.

Segundo o presidente, outra situação que prejudica a base sindical é o corporativismo que tem tratado as lutas de forma “umbilical” e desconsidera que a atuação dos sindicatos deve ser mais ampla e direcionada para o interesse coletivo das diferentes categorias.

Julio exemplificou com a pouca mobilização durante a votação da Lei que entregou o petróleo do Pré-Sal para as multinacionais. “Deveria estar toda a sociedade mobilizada, porque esse projeto era a “menina dos olhos” do governo e o Brasil domina a exploração de petróleo de profundidade”, afirmou.

Para ele, é preciso promover a discussão política sobre as mais de cinquenta ameaças aos direitos dos trabalhadores que tramitam no Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) para que as categorias sejam mobilizadas para o que está por vir.

Acordo Coletivo de trabalho

Durante os debates, Julio Guerra falou, ainda, sobre as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017, com o qual a categoria deverá enfrentar grandes dificuldades de acordo com os desdobramentos Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com Julio, em 2014, mais de 500 categorias tiveram avanços, já em 2015, a maioria das categorias conseguiram manter apenas os direitos sem avanços significativos. As dificuldades nas negociações variam de acordo com o momento, como Copa do mundo e eleições majoritárias.

“Agora, estamos diante de uma crise política sem precedentes que paralisa qualquer processo de negociações”, disse o presidente.  Atualmente, muitas categorias estão saindo às ruas, não para exigirem mais direitos, mas sim para que paguem seus salários em dia. Mas o risco daqui para frente é de que as categorias sofram muito mais pela crise política. “Vamos enfrentar o pior dos anos das negociações sindicais”, enfatizou.

No momento, explicou Julio, não se sabe quem vai estar no poder, se vai continuar nas mãos dos trabalhadores ou se será preciso enfrentar de novo as dificuldades que os sindicatos viveram no passado, principalmente para as organizações que possuem negociação com Governo, seja Federal ou Estadual.

“Estamos diante de uma realidade em que, caso a presidente se mantenha, a gente trabalhe para fazer valer a pauta dos trabalhadores e garantir a ampliação de nossos direitos e, caso ela seja impedida, será uma outra situação ainda mais danosa, com a ameaça de retorno da política de estado mínimo”, disse.

Julio Guerra informou, também, que existe a perspectiva de iniciar as negociações da Campanha Salarial da Embrapa e do Codevasf 2016/2017 na segunda quinzena de abril. “A gente vai tentar fazer com que o processo avance no meio dessa tempestade. Espero que possamos continuar o diálogo, contribuir e receber contribuição para as nossas lutas”, concluiu o presidente.

 

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