Ex-chefe da Embrapa afastado pelo MPT concorre à presidência da empresa

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

                                                                                                                                                                            Imagem: divulgação Embrapa

 

Circula nos bastidores a lista tríplice com os nomes dos finalistas à presidência da Embrapa, definida pelo Conselho de Administração (Consad). Dos 16 candidatos que se inscreveram ao cargo, teriam sido selecionados o atual diretor executivo de Inovação e Tecnologia, Cleber Oliveira Soares, o pesquisador aposentado Sebastião Barbosa e o ex-ministro da agricultura Luis Carlos Guedes Pinto.

Dos três nomes, Sebastião Barbosa é o candidato mais polêmico, por ter ocupado irregularmente o cargo de chefe geral da Embrapa Algodão, onde também acumula queixas de má gestão e perseguição aos trabalhadores da unidade.

CONTRATAÇÃO IRREGULAR - A contratação indevida de Sebastião e de outros chefes e assessores da Embrapa resultou em uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que transitou em julgado e condenou a empresa a demitir todos os admitidos sem concurso público. Contudo, Sebastião permaneceu no exercício da função, com o respaldo da diretoria executiva da Embrapa, até que SINPAF solicitasse ao MPT, em 2017, providências em razão do descumprimento da sentença.

 "É inadmissível que Sebastião Barbosa esteja na lista tríplice. Após a decisão da Justiça, alguns contratados pediram demissão dos cargos, enquanto ele permaneceu no exercício da função, apesar da sentença", disse o presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia.

Ao saber que o nome de Sebastião fazia parte da lista tríplice, um grupo de trabalhadores da Embrapa encaminhou uma carta ao Consad contestando informações descritas no currículo que o candidato apresentou para concorrer ao cargo de presidente. De acordo com relatos desse grupo, "o futuro da Embrapa depende da lucidez do Conselho, que não pode conduzir uma seleção idônea baseada em informações questionáveis fornecidas pelo concorrente".

Na carta, os trabalhadores também se queixam de "perseguições com punições por motivos fúteis, fomentando desmotivação e apatia funcional, com implicações negativas para o rendimento da empresa".

REQUISITOS PARA O NOVO GESTOR - Representantes do agronegócio enviaram, na última quarta-feira, uma carta ao ministro Blairo, criticando o processo de sucessão da Embrapa. O manifesto, encabeçado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e endossado por várias outras empresas do setor, aponta a falta de um plano de trabalho e de estratégias para gerenciar a empresa.

"Sabatinar os candidatos somente a partir dos currículos, sem exigir a defesa de uma proposta de gestão da Embrapa, não é suficiente para avaliar se apresentam perfil para conduzir a empresa. É de se admirar que numa seleção para chefia geral de uma unidade seja exigido aos candidatos apresentar um plano de gestão e o mesmo critério não ser aplicado ao processo sucessório da presidência de uma instituição reconhecida internacionalmente", apontou o presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia.

"Na semana passada, estivemos reunidos com o ministro Blairo Maggi e enfatizamos a importância de que o novo presidente seja do quadro efetivo da empresa e que se evite interferências políticas no processo. Esperamos não sermos surpreendidos com a escolha de um nome que, antes mesmo de assumir, já provoque rejeição e descontentamento entre os trabalhadores", disse Carlos Henrique.

Após análise curricular e entrevista com os três candidatos, o Consad submete o primeiro classificado à Casa Civil da Presidência da República e, posteriormente, ao presidente Michel Temer. Caso esse primeiro selecionado da lista tríplice não atenda ao desejado por essas duas instâncias, o Consad indica o próximo, seguindo a ordem de classificação.

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