SINPAF inicia campanha em defesa dos sindicatos e contra práticas antissindicais

Por: Camila Bordinha | | Notícias gerais

Os sindicatos são organizações que têm como principal função defender os interesses e direitos de trabalhadores e trabalhadoras, assim como a manutenção do exercício da cidadania, dos direitos sociais e humanitários.

Diversas conquistas como, por exemplo, FGTS, 13º e férias foram criados e agregados à legislação brasileira devido à atuação dos sindicatos e suas respectivas centrais sindicais. Se hoje trabalhadores e trabalhadoras têm tais direitos, não foi por bondade ou vontade dos legisladores ou governos, foi fruto de muita luta.

A liberdade sindical, que permite que trabalhadores e trabalhadoras se organizem e se filiem aos sindicatos, está entre os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal de 1988 (Artigo 8º da CF-88), além de também ser defendida por diversos órgãos e estatutos internacionais.

Porém, esse direito sempre foi um dos mais atacados, seja por governos ou por gestores das empresas públicas. E agora, em meio à nova onda neoliberal, o cerceamento à atuação sindical tem se intensificado, simultaneamente às tentativas de privatização e/ou diminuição progressiva dos orçamentos das empresas públicas; à retirada de direitos da classe trabalhadora, e à redução de investimentos em áreas importantes para o povo brasileiro, como saúde e educação, entre outras.

Sindicatos fortes e atuantes são fundamentais para frear as tentativas de destruição do patrimônio e das empresas públicas, bem como das conquistas da classe trabalhadora. Portanto, expulsar os sindicatos de espaços por ele ocupados há tempos, perseguir seus representantes, dificultar a filiação e o desconto de mensalidades, deturpar a imagem, impedir a participação em eventos de interesse da classe trabalhadora, dificultar as liberações de dirigentes – previstas em lei, são mecanismos e práticas antissindicais que estão crescendo na atual conjuntura política.

Por isso, o SINPAF inicia uma campanha de fortalecimento sindical e contra as práticas antissindicais. Esse é o momento de mostrar que estamos juntos, vivos e atuantes há anos e assim continuaremos. Precisamos ter em mente que, parafraseando o poeta Mário Quintana, “Todos esses que aí estão atravancando meu (nosso) caminho, eles passarão... eu (nós) ... passarinho(s)”.

O momento pede união e luta, pois direitos e conquistas não sobreviverão sem a força das organizações sindicais para defendê-los.

Defender e fortalecer o Sindicato é proteger seus próprios direitos!

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