A luta do SINPAF em defesa da vida: o retorno dos dispensados e a falta de planejamento da Embrapa

A luta do SINPAF em defesa da vida: o retorno dos dispensados e a falta de planejamento da Embrapa

Por: Diretoria Nacional | | Notícias gerais

Hoje, 23/06, faz pouco mais de uma semana que a Diretoria da Embrapa determinou o retorno das trabalhadoras e dos trabalhadores dispensados às atividades presenciais, colocando-os em regime de revezamento. Mesmo os que fazem parte do grupo de risco!

A Diretoria Nacional (DN) do SINPAF tentou de todas as formas judiciais evitar esse retorno. Entramos com ação judicial de forma liminar no dia 04/06, mas, infelizmente, teve seu pedido negado em primeira instância (08/06). Imediatamente após saber à divulgação dessa decisão, a assessoria jurídica da DN entrou com pedido de reconsideração (09/06), e, na sequência, com mandado de segurança (18/06), ambos negados, nos dias 15/06 e 19/06, respectivamente.

A DN continua buscando mecanismos para reverter essa decisão da empresa. Nesse momento, alertamos toda a categoria, sobretudo os que estão em regime de revezamento, que fiquem atentos, cobrem das chefias locais e denunciem ao SINPAF os problemas verificados em sua Unidade por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Relatos daqueles que precisaram retornar ao trabalho presencial no dia 16/06 descrevem um cenário de despreparo e de ausência de planejamento para essa volta, inclusive, pela não adequação das unidades quanto à implementação de medidas protetivas básicas, como determinado no Plano de Orientação elaborado pela empresa em maio.

Apesar do referido Plano indicar que os gestores deveriam promover a implementação das medidas ali descritas, em consonância com as orientações das autoridades locais de saúde, em muitas unidades isso não aconteceu. Em algumas, nem mesmo o álcool em gel está sendo disponibilizado em quantidade suficiente e nos diferentes prédios. Resumindo: a empresa está descumprindo suas próprias orientações.

É importante ressaltar que o SINPAF encaminhou um documento contendo sugestões de medidas a serem adotadas nos diferentes locais de trabalho, elaboradas por trabalhadores e trabalhadoras, a partir das distintas realidades da empresa. Entretanto, não recebeu qualquer manifestação a respeito, o que reforça o desinteresse em ações colaborativas.

Nessa crise que ora enfrentamos, toda e qualquer ação visando proteger a vida precisa ser considerada. Estar aberto ao diálogo é condição fundamental para garantir a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores, pois, efetivamente, essas pessoas são o maior e mais importante patrimônio da Embrapa.

Seguimos na Luta. A DN e as Seções Sindicais estão atentas e monitorando a situação em cada unidade da empresa. Precisamos permanecer unidos nessa caminhada para defender a Vida. Ela está acima de tudo!

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