Codevasf coloca em risco saúde de trabalhadores e trabalhadoras

Na contramão das medidas protetivas propostas por órgãos de saúde para evitar a proliferação do coronavírus, o presidente da Codevasf divulgou o Comunicado 05, restringindo o trabalho remoto. Nele, o gestor indica que somente os empregados dos grupos de viajantes internacionais, de risco, e os empregados que possuam filhos em idade escolar podem fazer teletrabalho.


Com essa decisão, a empresa infringe a Instrução Normativa do Ministério da Economia, que deu um caráter impositivo à adoção do regime do teletrabalho e, mais que isso, demonstra falta de preocupação com seus trabalhadores e trabalhadoras e de sensibilidade social diante do agravamento da pandemia no país.

“Uma empresa que tem como missão principal trabalhar para reduzir as desigualdades regionais atua, lamentavelmente, de forma antagônica ao trabalho que desenvolve, uma vez que, ao adotar essa medida, evidencia descompromisso ao não se preocupar com o bem-estar e a vida dos trabalhadores”, diz o Presidente do SINPAF, Marcus Sidoruk.

É de conhecimento público que restringir a circulação e a aglomeração de pessoas é uma das medidas mais importantes para evitar contágios e o aumento exponencial de óbitos provocados pelo coronavírus. Entretanto, alguns parecem viver em um mundo paralelo, desacreditando instituições e evidências científicas.

Para garantir a segurança dos trabalhadores ligados à Codevasf, a Direção Nacional do SINPAF e os representantes das Seções Sindicais nas Superintendências alertam o gestor da empresa para que reveja sua decisão, mantendo o menor número de pessoas em atividades presenciais. É necessário manter a empresa, mas é fundamental garantir a segurança e a vida.

Para o sindicato, a resolução desse conflito precisa ser feita por meio do diálogo, para que não seja necessária a adoção de medidas judiciais. A sorte está lançada. O bom senso precisa vencer.

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