SINPAF algodão denuncia chefe interino da unidade por perseguição e autoritarismo contra trabalhadores

Esses inúmeros assédios têm provocado afastamentos recorrentes de empregados, com doenças psicossomáticas, gerando danos à saúde do trabalhador e ao andamento dos trabalhos realizados na Embrapa Algodão. “Além da dignidade e da saúde abaladas, o assédio fere nossa integridade profissional e reputação científica”, relataram os pesquisadores

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

SINPAF algodão denuncia chefe interino da unidade por perseguição e autoritarismo contra trabalhadores

A diretoria da Seção Sindical Algodão, respaldada por um grupo de empregados dessa Unidade, fizeram uma denúncia na Controladoria Geral da União (CGU), nesta semana, contra o chefe-geral interino Liv Severino, por práticas gerenciais autoritárias e intimidatórias no ambiente de trabalho.

Desde 2018, os trabalhadores denunciam essas perseguições que acontecem por motivos fúteis, fomentando desmotivação e apatia funcional, com implicações negativas para o rendimento da empresa.

Segundo os empregados, um dos atos arbitrários de Liv Severino foi a implementação de um sistema próprio e tendencioso de Avaliação de Desempenho Individual que não se ajusta ao modelo normativo estabelecido pela Embrapa.

“O modelo de avaliação estabelecido isoladamente pelo chefe-geral interino da unidade tornou-se único entre todas as Unidades Descentralizadas da Embrapa (UDs), somente com o propósito de avaliar para punir, principalmente, a categoria de pesquisadores da Embrapa Algodão”, apontou o grupo de empregados.

Dentro das variadas formas de punições cometidas pela chefia da unidade, os empregados destacam a demissão de um pesquisador antes da conclusão do seu período probatório,

ato que gerou um passivo trabalhista milionário à Embrapa, pelo fato de o trabalhador ter sido readmitido judicial quatro anos após sua demissão.

Além disso, Liv Severino abriu um processo administrativo acusando nove pesquisadores de desídia, o qual foi revertido pelo Ministério Público do Trabalho, também sob pena de multa à empresa.

Contraditoriamente, esses nove pesquisadores foram acusados de desídia – baixa produtividade no trabalho – no mesmo período em que seus históricos de desempenho registraram avaliações satisfatórias, incluindo promoção por mérito.

Esses inúmeros assédios têm provocado afastamentos recorrentes de empregados, com doenças psicossomáticas, gerando danos à saúde do trabalhador e ao andamento dos trabalhos realizados na Embrapa Algodão. “Além da dignidade e da saúde abaladas, o assédio fere nossa integridade profissional e reputação científica”, relataram os pesquisadores

SISTEMA DE AVALIAÇÃO - Após denúncia da Diretoria Nacional do SINPAF contra irregularidades cometidas no processo de avaliação de desempenho dos trabalhadores da Embrapa em suas diversas unidades, o Ministério Público do Trabalho (MPT) cobrou medidas da empresa para “estancar” prejuízos aos trabalhadores.

Depois de ouvir representantes do Sindicato e da empresa, o MPT destacou diversos problemas causados pela Norma de Avaliação, inclusive a subjetividade dos critérios utilizados por cada unidade para avaliar o empregado.

Na última terça-feira (3/3), diretores do SINPAF participaram de reunião com a Assessoria Jurídica da Embrapa para tratar sobre a Norma de Avaliação de Desempenho Individual.

Mesmo com a orientação do MPT para que a Norma seja revisada pelas partes, a assessoria jurídica da Embrapa não garantiu qualquer mudança nas regras, alegando que essa decisão depende das instâncias superiores, como a Secretaria de Desenvolvimento Institucional (SDI), a Diretoria Executiva e o Conselho de Administração (Consad).

A próxima reunião entre o SINPAF e a empresa ficou agendada para o próximo dia 25 de março. Segundo o diretor jurídico, Adilson Mota, caso necessário, o SINPAF tomará todas as medidas políticas e jurídicas para iniciar de fato uma negociação e produzir as alterações imprescindíveis para a melhoria da Norma de Avaliação de Desempenho Individual.

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