Plenária Nacional garantiu maior participação das mulheres no SINPAF

Plenária Nacional garantiu maior participação das mulheres no SINPAF

Por: Larissa Sarmento | | Notícias gerais

Na 21ª Plenária Nacional do SINPAF foi aprovado um encaminhamento para maior participação das mulheres na atuação do sindicato. A sugestão foi da Diretoria Nacional ao analisar uma deliberação que já havia sido feita na 17ª Plenária Nacional com o mesmo tema, porém desta vez a iniciativa pretende retomar a ideia com ações mais concretas.

Na proposta anterior, feita na Plenária de 2015, constavam a criação de um Núcleo de Mulheres do SINPAF e a realização de um seminário sobre assédio moral. Neste ano, foi incluído no texto a garantia de condições materiais e financeiras, para a participação de filhos menores de idade das mulheres participantes das reuniões, plenárias e congressos do sindicato.

Para o diretor administrativo-financeiro do SINPAF, Antônio Aparecido Guedes, que fez o encaminhamento na Plenária, o mais importante agora é dar condições às companheiras que não participam das reuniões porque não têm como deixar seus filhos com outras pessoas. “Com essa nova deliberação vai ser possível cobrir os custos e também permitir que elas participem. A partir da demanda que houver, vamos montar uma estrutura para recebê-las, com creches, hospedagem, alimentação e o que mais for preciso”, comemora o diretor.

A presidente da seção sindical Embrapa Sede (DF), Mirane Costa, afirma que é uma alegria ver a participação de mais mulheres nos eventos. Ela, que tem 30 anos de atuação no sindicato, diz que ao longo desse período viu muitas mulheres deixarem de fazer parte do movimento para cuidar dos filhos e da família.

“Em outros anos já aconteceram mobilizações com coletivos de mulheres no SINPAF. Foram muitas idas e vindas, não podemos deixar que essa onda passe. As mulheres têm que lutar para se fazerem presentes”, ressalta a dirigente sindical.   

Foram 15 mulheres delegadas ou presidentes de seções sindicais que participaram da Plenária Nacional neste ano. Para Sílvia Mara Belloni, presidente da Seção Sindical de Dourados (MS), para que a mudança realmente ocorra será necessário um trabalho de conscientização tanto da Diretoria Nacional quanto das Seções locais junto as mulheres da base.

“A participação das mulheres hoje no SINPAF ainda é pequena. Embora a maioria seja filiada, ainda temos uma questão cultural, assim como é na política, as mulheres não entram no movimento sindical por não conhecerem ou por demandas familiares e de trabalho, que consomem quase todo o tempo disponível”, argumenta.

Já a presidente da Seção sindical Montes Claros (MG), Vera Lafetá, a participação das mulheres hoje no SINPAF tem sido cada vez maior, por isso ela espera que o movimento possa crescer, com mais filiações e apresentação de demandas por parte delas. 

“Achei que vale a pena cada vez mais procurar inserir as mulheres no SINPAF. E agora com esse encaminhamento significa que devemos ocupar nosso espaço participando e lutando para mais conquistas e para a manutenção de direitos e benefícios. Somente a união é capaz de fazer a força”, reforça Vera.

 

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