Plenária Sudeste encerra debates regionais do SINPAF em 2022

Plenária Sudeste encerra debates regionais do SINPAF em 2022


As discussões regionais do SINPAF para traçar as ações do Sindicato para o próximo período foram encerradas neste sábado, 21 de maio, com a 24ª Plenária Sudeste.

Os delegados escolheram a cidade Sete Lagoas (MG) para realização da próxima Plenária Sudeste.

Leia abaixo um resumo dos tópicos abordados e as deliberações decididas pelos delegados das Seções Sindicais do SINPAF.

ASSÉDIO MORAL

A membra da Comissão Permanente de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da Embrapa (CPPCAM), Mirane Costa, tratou sobre uma prática recorrente na empresa, o assédio moral, que tem causado o adoecimento de um grande número de trabalhadores, afastando-os de suas atividades.

Os delegados e as delegadas, por sua vez, tiraram dúvidas sobre o que qualifica o assédio moral. Mirane então explicou que o assédio é caracterizado, principalmente, pela prática recorrente dentro das relações trabalhistas no âmbito da empresa.

DESAFIOS

A secretária-geral do SINPAF, Dione Melo, situou os delegados sobre 3 pontos polêmicos na Embrapa: o Programa de Cargos da Embrapa (PCE), a terceirização e o processo de reestruturação na Embrapa. A dirigente reforçou a necessidade de a categoria estar unida para os enfrentamentos dos desafios apresentados a respeito desses assuntos.

O delegado João Batista lembrou os problemas gerados pelo ERP/SAP, algo que o participante disse estar acompanhando o seu processo de implantação há anos. Ele reforçou a apresentação de Dione: “Não foi goela abaixo não, foi bem estudado e a empresa pagou pra isso. A Embrapa mostrou tudo que ia fazer sim. E o que está acontecendo hoje não estamos dando importância. Tem que unir nossas forças, inclusive com outros sindicatos.”  

Para o participante convidado da Diretoria Nacional, Jean Kleber de Souza, o processo de desmonte da Embrapa “é política de estado, estão cumprindo script, quanto mais rápido melhor, pois eles já não têm mais certeza se estarão no próximo mandato.”

CONJUNTURA

Convidado pela Diretoria Nacional do SINPAF, o professor do Departamento de Ciência Política da UNICAMP, Wagner de Melo, apresentou o cenário político pelo qual passa o Brasil. De acordo com ele, “é muito importante que o sindicato consiga traduzir para a população em geral, não só para a própria categoria, de que defender o Estado brasileiro é fazer a defesa das políticas públicas para aquelas pessoas que não podem pagar por saúde, educação, assistência técnica nas mais diversas áreas.”

Para o presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, a gestão da Embrapa está em pleno acordo com as posições do governo. “A empresa não participa mais da resolução dos problemas da segurança e soberania alimentar, pois foi capturada por interesses privados”, afirmou.

NEGOCIAÇÃO COLETIVA

Os levantamentos sobre os índices econômicos e as negociações coletivas dos últimos anos e as perdas salariais dos últimos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT) da Embrapa foram analisados pela supervisora técnica do Dieese, Mariel Lopes.

Os delegados debateram a necessidade de se fazer uma negociação coletiva forte e a importância dos representantes da Comissão Nacional de Negociação (CNN).

Em seguida, a plenária realizou a votação para escolha do representante da Região Sudeste na CNN. Seis delegados se candidataram, sendo eleitos:  

Titular: Neio Lúcio Ramos Silva, da Seção Sindical Gado de Leite (MG)

Suplente: Adriana Santos do Nascimento, da Seção Sindical Agrobiologia (RJ)

PRIVATIZAÇÃO

O diretor de Ciência e Tecnologia Nacional do SINPAF e delegado da Plenária, Mário Urchei, fez uma apresentação sobre a Política de Privatização e Desestatização do governo e ações de defesa das empresas públicas. De acordo com ele, é preciso organizar o processo de resistência contra o desmonte e a desestatização das empresas públicas e dos institutos de Pesquisa e Ciência.

“Temos que defender o caráter público das empresas, de maneira integrada e compartilhada, envolvendo a categoria e a sociedade de forma geral”, afirmou Mário Urchei.

Para o delegado Neio Lucio Ramos Silva, da Seção Sindical gado de Leite, hoje, o setor privado olha para área pública com preconceito e cria uma polarização entre privado e público.

“Esquecem da necessidade da administração pública no contexto de uma sociedade injusta e imperfeita, onde o estado não tem soberania e controle os ímpetos da fome exagerada do capital,” disse Neio Lucio.

Plano de lutas - Ao final da Plenária foi esquematizado um plano de lutas para a Região Sudeste.

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