Debate sobre os desafios do movimento sindical encerra curso de formação de diretores do SINPAF

Debate sobre os desafios do movimento sindical encerra curso de formação de diretores do SINPAF

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

O curso de formação sindical para diretores do SINPAF finalizou, no último sábado (16), com o debate sobre os desafios do movimento sindical no século XXI, mediado pela Escola Sindical Chico Mendes da CUT/AM.

A formação online promovida pela Diretoria Nacional, sob coordenação do diretor Jean Kleber Silva, teve duração de um mês para estudo de quatro módulos, e contou com a participação de cerca de 40 diretores da base do Sindicato.

O movimento sindical como expressão política, a precarização das leis trabalhistas, o complexo cenário política e econômico do país, entre outros temas, foram contemplados no cronograma de discussões.

Além disso, reflexões e questionamentos foram incitados sobre quais seriam os caminhos para a luta e resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, diante de todas as recentes mudanças ocorridas no mundo do trabalho e dos desafios impostos ao sindicalismo na atualidade.

Para Jorge Vidal, presidente da Seção Sindical Codevasf Aracaju, “a formação dos trabalhadores já é parte das ações de resistência, principalmente nesse momento que as conquistas e os avanços sociais, alcançados com sangue, suor e lágrimas da classe trabalhadora, estão sob incessante ataque do governo federal”. 

“Realizar um curso como esse é de uma importância ímpar porque os temas tratados têm relação direta com o mundo atual, mesmo revendo textos escritos há mais de um século. Fica impossível não enxergar as aflições e desafios a serem superados pelos trabalhadores/as daquela época e de hoje”, complementou Vidal. 

Devanir dos Santos, diretor da Seção Sindical Campinas e Jaguariúna,  também aponta a formação sindical como um dos caminhos para conscientização e reação da classe trabalhadora contra o desmonte que o governo vem promovendo. 

“A gente vai precisar de muita preparação e resistência para superar esse momento. Ou seja, precisamos de uma formação continuada, com análise de conjuntura, pois sem saber fazer análise de conjuntura ficamos perdidos e sem condições de reagir de forma adequada e necessária”, ressaltou Devanir.

A diretora de comunicação da Seção Sindical Cerrados,  Alessandra Rivera, acrescenta que a reconexão com a base, por meio de uma comunicação efetiva, também é relevante para repensar a estrutura do movimento sindical e para torná-la menos hierarquizada e mais participativa. 

“Para se reconectar com a base, o sindicalismo deve disputar as narrativas, construindo um projeto de comunicação que enfrente a hegemonia burguesa na TV, nas rádios, nas redes sociais e no corpo a corpo, seja no ambiente de trabalho, seja fora dele, nas rodoviárias, favelas, campos, igrejas e bairros. Precisamos reaprender a nos comunicar”, enfatizou Alessandra. 

A vice-presidente da Seção Sindical SINOP, Iriana Lovato, compartilha o mesmo ponto de vista e acrescenta que é preciso consciência de classe e senso de coletividade, mas que fazem parte de um processo longo e complexo. 

“O maior desafio é conseguir envolvimento da categoria nas ações, encontrar pessoas dispostas a participar ativamente das discussões e buscar soluções para os problemas. Muitos têm uma falsa sensação de que está tudo bem, que os benefícios foram conquistados sem esforço, que estão garantidos eternamente e que não é preciso estar atento. Essa acomodação é um risco muito grande”, finalizou Iriana. 

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