Devido às ações do SINPAF, Embrapa recua e adia retorno ao trabalho presencial

Devido às ações do SINPAF, Embrapa recua e adia retorno ao trabalho presencial

Por: Camila Bordinha | | Notícias gerais

Nesta quinta-feira, 9 de setembro, a Embrapa emitiu um Boletim de Comunicações Administrativas (BCA) anunciando o adiamento das datas para retorno ao trabalho presencial. Esse foi o resultado da atuação bem sucedida do SINPAF, que obteve decisões liminares em ações movidas pela Diretoria Nacional e Seções Sindicais, contrárias ao retorno do trabalho presencial, neste momento, em razão da pandemia da Covid-19.

De acordo com o BCA, será mantido o escalonamento, com retorno ao trabalho presencial, a partir de 3 de novembro, daqueles que estão em escala de revezamento, ocupem cargos de comissão, função gratificada e função de supervisão; em 1º de dezembro, os que exercem atividade-fim ou voluntariamente expressem ao superior imediato o interesse em retornar ao trabalho presencial; e, em 3 de janeiro de 2022, os demais trabalhadoras/es.

HISTÓRICO

Ainda em agosto, o SINPAF enviou uma carta ao presidente da Embrapa solicitando adiamento do retorno presencial ao trabalho, que foi respondida às vésperas do retorno ao trabalho presencial, superficialmente e sem esclarecer as questões apresentadas pelo Sindicato. Então, ouvindo os inúmeros filiados preocupados com o retorno precipitado e a disseminação de variantes do Coronavírus, o Sindicato prontamente notificou a empresa.

Não cabendo mais tentar uma negociação administrativa com a Diretoria da Embrapa, o SINPAF decidiu por acionar a Justiça, quando obteve sucesso em uma decisão liminar, no final de agosto, que determinou a manutenção do regime de revezamento para os grupos de risco da doença.

Na segunda-feira, 6 de setembro, a justiça incluiu no revezamento, em liminar complementar, os/as trabalhadores/as em cargos de comissão, em função de confiança, em função de supervisão e os que utilizam transporte público coletivo, que fazem parte do grupo de risco da doença.

Paralelamente, as Seções Sindicais Pelotas-RS e Gado de Leite-MG também conseguiram liminares pela manutenção do teletrabalho e revezamento e, mais recentemente, a Seção Agroindústria de Alimentos, no Rio de Janeiro, também obteve sucesso em uma ação judicial. Existem ainda outros processos em andamento em diversas localidades do Brasil.

De acordo com o diretor de Assuntos Jurídicos e Previdenciários do SINPAF, Adilson F. da Mota, o Sindicato procurou dialogar e negociar com a Embrapa melhores alternativas, o que protege inclusive a própria instituição de processos desnecessários. “Não estamos contra a Embrapa, ao contrário, estamos defendendo o que a Embrapa tem de melhor, os seus empregados”, disse Adilson.

Para o presidente do SINPAF, Marcus Vinícius Sidoruk Vidal, ainda não é o momento para o retorno ao trabalho presencial, pois a Covid-19 ainda possui um alto índice de contaminação e mortes, além da circulação de suas variantes e o atraso na vacinação completa da população. “Precisamos manter as trabalhadoras e os trabalhadores a salvo desta doença. Portanto, o SINPAF não medirá esforços para a manutenção do teletrabalho e revezamento até que todos/as estejamos seguros”, afirmou Marcus Vinícius.

SINPAF em defesa da vida!

Receba notícias direto em seu e-mail:
assine nosso informativo

Fale conosco