Maio Solidário 2021

Nesta sexta-feira (25), a diretoria Nacional do SINPAF entregou cerca de 1,5 toneladas de alimentos para uma associação de mulheres e um lar de idosos que ficam no entorno do Distrito Federal.  As demandas sociais e econômicas crescem cada vez mais no Brasil. E o que resta para milhares de pessoas, adultos e crianças, é encontrar apoio em ações de solidariedade para vencer a fome. 

Uma das instituições ajudada foi a Associação “Mãos que Criam”, entidade sem fins lucrativos, que nasceu há cerca de 20 anos, quando moradoras da Vila Estrutural uniram esforços para garantir o sustento das famílias. Por falta de oportunidades, essas mulheres decidiram que precisavam fazer algo para conseguir renda e sustentar a família. 

Num galpão, mãos habilidosas de 300 pessoas, homens e mulheres, comandam máquinas de costura para produzir camisetas, uniformes, jalecos, mochilas, colchas, bandanas, bolsas, tapetes, e caminhas para animais de estimação. Ultimamente, com a crise econômica e política, a quantidade de encomendas tem diminuído consideravelmente.

A outra, o Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes, em Sobradinho, é uma entidade beneficente de assistência social que atende idosos em regime de longa permanência. Grande parte dos moradores foram resgatados de situações de exclusão social ou por não conseguirem se sustentar. 

Diversas instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social tiveram baixas nas doações em função do necessário isolamento social por causa da Covid-19.  Diante de tantas instituições que necessitam de ajuda, o diretor Administrativo do SINPAF Nacional, Antônio Guedes, explica que “a escolha dessas duas entidades, entre outras tantas que existem no Distrito Federal, foi a relevância do trabalho desenvolvido e por terem registro no Conselho de Assistência Social (CAS/DF).

O presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Vidal, enfatiza que estamos vivendo tempos difíceis com a pandemia e ajudar ao próximo é o mínimo que o movimento sindical pode fazer pelo país. “Os dados sobre o aumento da fome no Brasil são estarrecedores. O desmonte do Estado e a falta de políticas públicas são as principais causas da insegurança alimentar. Temos consciência de que essas doações não são assistencialismo nem política pública. São ações solidárias emergenciais em defesa da vida humana”, disse.

 

Saiba mais sobre as duas instituições:

 Mãos que criam -https://associacaomaosquecriam.weebly.com/

 

Lar dos Velhinhos Bezerra de Menezes - http://www.lardosvelhinhos.org.br/sobre.html

Após três meses de muita solidariedade de cada trabalhador e trabalhadora da base do SINPAF, a Campanha Maio Solidário 2021, que se estendeu até julho, finaliza com doações de cerca de 20 toneladas de alimentos.

Instituições sociais, comunidades e famílias em vulnerabilidade social, de Norte a Sul do Brasil, foram beneficiadas com alimentos, produtos de higiene, de limpeza, máscaras, cobertores, entre outros. Em 2021, a campanha bateu o recorde de 2020, que entregou 12 toneladas de alimentos. 

As últimas doações foram feitas pelas Seções Bento Gonçalves-RS, Passo Fundo-RS, Codevasf Aracaju-SE e Teresina-PI. Na capital sergipana, o SINPAF doou 20 cestas básicas para a associação IBEM,  que presta assistência e promoção social, e mais 30 cestas para pessoas de baixa renda no município de Neópolis, no baixo São Francisco. 

“Essa campanha é muito importante, principalmente em um momento como esse, que falta alimento para muita gente. Mas precisamos lembrar que a caridade não gera direitos e as pessoas devem ter seus direitos respeitados, garantidos. E o direito à alimentação é essencial porque alimento é vida”, enfatizou o presidente da Seção Sindical, Jorge Vidal.

Em Teresina-PI, o presidente da Seção Sindical local, Maurício Castelo Branco Santana, contou que 15 famílias residentes nas proximidades da Embrapa Meio-Norte receberam ajuda logo no início da campanha, em maio. Mas, as entregas de alimentos para outras comunidades continuarão durante o ano. “Ações como essa são importantíssimas. Viva a solidariedade”, disse Maurício.

Na região Sul, em Bento Gonçalves, o SINPAF local entregou cerca de 1.500 kg de alimentos para a Associação Bentogonçalvense de Convivência e Apoio à Infância e Juventude (Abraçaí), Lar para Idosos Luchese, Fundo Social de Solidariedade de Jales e para a Rede do Bem, no município de Vacária.

“É muito gratificante participar da Campanha e, com certeza, vamos participar das próximas que virão. Também faremos outras campanhas para arrecadar produtos específicos que estão em falta nessas  instituições. É muito bom fazer o bem, enfatizou Fábio Colombo, presidente da Seção Sindical local.

Os empregados/as da Embrapa Trigo, em Passo Fundo-RS, também se sensibilizaram e, junto com os  recursos da Seção Sindical, o SINPAF entregou mais de uma tonelada de alimentos não perecíveis, diversos itens de higiene e limpeza, agasalhos e cobertores.

As doações foram para a Cáritas Diocesana e para famílias em situação de vulnerabilidade dos bairros Jabuticabal, Valinhos, Zachia, Entre Rios, Vila Luiza, Santa Marta, Donária, entre outros. “Agradecemos a todos e todas que se empenharam e fizeram suas doações. Solidariedade faz bem para quem doa e para quem recebe”, disse Felipe Pilger, presidente da Seção Sindical Passo Fundo.

Apesar da Diretoria Nacional encerrar neste momento as publicações sobre a campanha, diversas Seções Sindicais continuarão durante todo o ano com a iniciativa de arrecadar e doar os alimentos.

A Diretoria Nacional agradece a todas as Seções Sindicais que se engajaram na proposta de solidariedade da Campanha e a todas e todos que contribuíram para amenizar a situação de brasileiros e brasileiras excluídos socialmente em todas as regiões.

“Agradecemos em nome daqueles que receberam  ajuda neste período de pandemia, que afeta principalmente os mais necessitados.  Gratidão também para todas as Seções Sindicais que compõem a base do SINPAF,  que colaboraram com o sucesso da Campanha Maio Solidário neste ano de 2021”, expressou Márcia Coelho, diretora de Políticas Sociais e Cidadania do SINPAF.

 

Clique aqui e assista à playlist da Campanha Maio Solidário.

 

As  ações de solidariedade das trabalhadoras e dos trabalhadores do SINPAF não pararam no mês de maio. Nos primeiros dias de junho, Seções Sindicais beneficiaram mais famílias e mais instituições sociais que abrigam pessoas que convivem com a fome diariamente.

Em Pelotas-RS, a Seção Sindical local doou cerca de Kg 2.500 de alimentos. Segundo o presidente da Seção, Diego Pereira Viegas, também foram doados 100kg de hortaliças, 100 litros de leite, 36 cobertores e mais diversos itens de higiene pessoal para o Albergue Noturno de Pelotas, o Lar de Jesus, a ONG Semear e a Casa de Francisco.

O presidente da Seção Sindical Londrina-PR, Marcos Aurélio Mafra, também informou que o SINPAF entregou cerca de Kg 850 de alimentos às famílias do  assentamento Aparecidinha, que fica nas redondezas da cidade.

No Nordeste do Brasil, a Seção Sindical Codevasf Penedo, em Alagoas, mobilizou as empregadas e os empregados da 5ª Superintendência Regional e conseguiu arrecadar 110 cestas básicas para famílias das comunidades Vila São Francisco, Vila Santa Clara, Loteamento Santa Luzia, Conjunto Monte das Oliveiras e Castro Alves.

De acordo com o presidente da Seção Penedo, Pedro Melo, “o critério de distribuição foi estabelecido por meio do Cadastro de famílias em condições de vulnerabilidade social da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Habitação de Penedo.

Além da diretoria da Seção Penedo, a logística de distribuição dos alimentos contou com o apoio do gestor Rafael Ferreira, da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação (SEMDSH), e sua equipe técnica.

“Diante da ausência de políticas públicas e de um governo que não olha e nem atua pelas pessoas que são excluídas socialmente, continuamos fazendo a nossa parte, não só cobrando e protestando contra essa política neoliberal, mas também, sendo solidários, contribuindo para atender uma necessidade básica de todo ser humano, a alimentação”, enfatizou Marcus Vinicius Vidal, presidente nacional do SINPAF.

Na última semana de maio, a diretora de Políticas Sociais e Cidadania do SINPAF Nacional, Márcia Coelho, divulgou um balanço com cerca de 10 toneladas de alimentos que já tinham sido doados. Porém, como a rede de solidariedade continua ativa, neste mês, esse número aumentou para cerca de 14 toneladas de alimentos que chegaram à mesa de várias famílias que precisam de ajuda.

Nesta sexta-feira (30/4), a Diretoria Nacional do SINPAF lança a Campanha Maio Solidário 2021. O objetivo é mobilizar Seções Sindicais e toda a categoria da base do Sindicato para, no mês de maio, doar e arrecadar alimentos não perecíveis, máscaras, produtos de limpeza e higiene pessoal.

A Diretoria Nacional orienta que,  preferencialmente, os alimentos sejam comprados de agricultores familiares e de movimentos sociais.

Todos os produtos serão doados pela Diretoria Nacional e pelas Seções Sindicais para instituições e/ou comunidades vizinhas que estão em vulnerabilidade social durante esse período de crise de saúde pública, econômica e social no país.

Essa iniciativa começou em 2020, para marcar o mês do trabalhador e da trabalhadora e amenizar um pouco do sofrimento das pessoas vulneráveis. No ano passado, a base do SINPAF desenvolveu várias ações de solidariedade e os números demonstraram a força da mobilização. Foram doados cerca de 12 toneladas de alimentos, mais de 2 mil produtos de limpeza e de higiene pessoal, incluindo álcool gel, 700 luvas de procedimento, 500 máscaras, 276 litros de leite e 60 cobertores.

A meta deste ano é ultrapassar o número de doações do ano passado. A diretora de Políticas Sociais e Cidadania do SINPAF, Márcia Rocha Coelho, convida todas as Seções Sindicais e todos os trabalhadores e trabalhadores para participarem dessa mobilização.

“Os mais vulneráveis precisam da nossa ajuda. O SINPAF não poderia ficar inerte nesse momento, onde a fome foi agravada pela pandemia e por falta de políticas sociais de saúde e de segurança alimentar, que deveriam estar sendo conduzidas pelo governo federal. Esse governo falhou na compra e distribuição de vacinas e em estabelecer um auxílio emergencial em um patamar digno. Isso afetou diretamente a vida de milhões de pessoas e aumentou o número dos que passam fome hoje no Brasil", disse a diretora.

 INSEGURANÇA ALIMENTAR - A fome voltou a crescer no Brasil e a chamada insegurança alimentar disparou nos dois últimos anos.

De acordo com o estudo “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, realizado no final de 2020, mais de 125,6 milhões de pessoas não se alimentaram como deveriam ou já tinham algum tipo de incerteza quanto ao acesso à alimentação durante a pandemia de coronavírus.

O estudo mostrou ainda que 59,4% dos domicílios do país apresentaram algum grau de insegurança alimentar entre os meses de agosto e dezembro de 2020.

Do grupo de domicílios que estavam em situação de insegurança alimentar, 31,7% disseram ter insegurança leve, 12,7% disseram ter insegurança moderada e 15% insegurança grave (quando existe falta de comida).

A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria do Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha.

 

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