Coronavirus

Hoje, 23/06, faz pouco mais de uma semana que a Diretoria da Embrapa determinou o retorno das trabalhadoras e dos trabalhadores dispensados às atividades presenciais, colocando-os em regime de revezamento. Mesmo os que fazem parte do grupo de risco!

A Diretoria Nacional (DN) do SINPAF tentou de todas as formas judiciais evitar esse retorno. Entramos com ação judicial de forma liminar no dia 04/06, mas, infelizmente, teve seu pedido negado em primeira instância (08/06). Imediatamente após saber à divulgação dessa decisão, a assessoria jurídica da DN entrou com pedido de reconsideração (09/06), e, na sequência, com mandado de segurança (18/06), ambos negados, nos dias 15/06 e 19/06, respectivamente.

A DN continua buscando mecanismos para reverter essa decisão da empresa. Nesse momento, alertamos toda a categoria, sobretudo os que estão em regime de revezamento, que fiquem atentos, cobrem das chefias locais e denunciem ao SINPAF os problemas verificados em sua Unidade por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Relatos daqueles que precisaram retornar ao trabalho presencial no dia 16/06 descrevem um cenário de despreparo e de ausência de planejamento para essa volta, inclusive, pela não adequação das unidades quanto à implementação de medidas protetivas básicas, como determinado no Plano de Orientação elaborado pela empresa em maio.

Apesar do referido Plano indicar que os gestores deveriam promover a implementação das medidas ali descritas, em consonância com as orientações das autoridades locais de saúde, em muitas unidades isso não aconteceu. Em algumas, nem mesmo o álcool em gel está sendo disponibilizado em quantidade suficiente e nos diferentes prédios. Resumindo: a empresa está descumprindo suas próprias orientações.

É importante ressaltar que o SINPAF encaminhou um documento contendo sugestões de medidas a serem adotadas nos diferentes locais de trabalho, elaboradas por trabalhadores e trabalhadoras, a partir das distintas realidades da empresa. Entretanto, não recebeu qualquer manifestação a respeito, o que reforça o desinteresse em ações colaborativas.

Nessa crise que ora enfrentamos, toda e qualquer ação visando proteger a vida precisa ser considerada. Estar aberto ao diálogo é condição fundamental para garantir a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores, pois, efetivamente, essas pessoas são o maior e mais importante patrimônio da Embrapa.

Seguimos na Luta. A DN e as Seções Sindicais estão atentas e monitorando a situação em cada unidade da empresa. Precisamos permanecer unidos nessa caminhada para defender a Vida. Ela está acima de tudo!

O Brasil vive uma nova alta nos casos, internações e óbitos decorrentes da Covid-19. Essa situação tem feito vários estados e cidades aumentarem as medidas restritivas para tentar conter essa doença, que já matou quase 190 mil pessoas e adoeceu mais de 7,2 milhões desde o início da pandemia.

Em termos gerais, os estados de AL, AM, ES, MG, MS, MT, PA, PB, PR, RN, RO, RS e SE apresentaram alta na média móvel de mortes nessa última semana. Para piorar, muitos pesquisadores e médicos estão preocupados que as aglomerações das festas de fim de ano, associadas ao início do verão, possam agravar ainda mais os contágios.

Garantir que as pessoas permaneçam em isolamento social não é uma alternativa e sim uma necessidade, até que se tenha uma ação coordenada e mais efetiva no país, envolvendo um conjunto integrado de medidas e uma campanha nacional de vacinação. 

Diante do explícito aumento da pandemia e contrariando os dados técnico-científicos e sanitários, a Diretoria da Embrapa tomou uma decisão política ao convocar seus trabalhadores e trabalhadoras para retornar ao trabalho presencial a partir do dia 04 de janeiro de 2021.

Essa atitude fez com que o SINPAF enviasse uma notificação extrajudicial à diretoria da empresa, requerendo a revogação imediata da Deliberação nº 33, e alertando que a determinação do retorno precipitado ao trabalho presencial poderia gerar responsabilidade civil para a Embrapa e responsabilidade penal para seus gestores, caso algo de pior viesse a acontecer com as(os) trabalhadoras(es). Da mesma forma, as Seções Sindicais foram orientadas pela Diretoria Nacional do SINPAF a notificarem as chefias das unidades junto à sua área de atuação.

Cabe destacar a flagrante falta de responsabilidade, pois, diante da pretensa decisão de retorno ao trabalho presencial, a Diretoria da Embrapa não tenha tomado – ou divulgado – medidas efetivas para o devido cumprimento das estratégias colocadas no seu Plano de Orientação: Atividades Presenciais e Desenvolvimento de Resultados durante a Pandemia de Covid-19.

O referido documento, publicado em maio de 2020 é, em linhas gerais, uma grande peça de ficção, ao impor exclusivamente às chefias das unidades a responsabilidade pela implementação de medidas necessárias à proteção dos trabalhadores e trabalhadoras, medidas essas majoritariamente não cumpridas.

Diante dessa situação, muitas chefias de unidades, avaliando a pandemia no estado de sua localização, passaram a informar à diretoria da empresa sobre a impossibilidade do retorno presencial, nos moldes por ela impostos, retardando essa medida para um momento mais prudente, e condicionando tal retorno ao cumprimento das estratégias definidas no referido Plano.

Tendo em vista esse cenário e após muita pressão do SINPAF, finalmente a Diretoria da Embrapa apelou para o bom senso, recuou, e definiu novas datas para o retorno ao trabalho presencial, conforme já divulgado nos e-mails institucionais.

Essa é uma importante vitória do SINPAF e da nossa organização coletiva em defesa da saúde e da vida das(os) trabalhadoras(es) nesse momento tão grave da nossa história.

Sem vida e sem ética não teremos pesquisa agropecuária pública!


Leia abaixo as novas datas, conforme divulgado pela Embrapa:

"A partir de 1º de março de 2021:
retorno de 100% dos empregados em escala de revezamento.

A partir do dia 5 de abril de 2021:
retorno dos empregados que:
- ocupem cargos em comissão e função de confiança;
- ocupem função de supervisão;
- exerçam atividade diretamente relacionada aos objetivos institucionais da Embrapa (atividade-fim); e
- voluntariamente expressem ao superior imediato o interesse em retornar ao trabalho presencial.

A partir de 3 de maio de 2021: retorno dos demais empregados."

 

 

 

No Brasil, o número de notificações da Covid-19 tem crescido vertiginosamente. São mais de 35.026 mortos pelo coronavírus e 645.771 infectados. Projeções sobre o comportamento futuro da Covid-19 indicam o país como próximo epicentro global da pandemia, conforme estudos de pesquisadores brasileiros e da Universidade Johns Hopkins.

Consideramos que as medidas mais acertadas para o momento correspondem à liberação dos trabalhadores e trabalhadoras para teletrabalho ou trabalho remoto, objetivando o cumprimento da determinação do isolamento social, como forma de preservação da vida e da integridade humana.

Embora certa quantidade de trabalhadores esteja em teletrabalho, existem pessoas em revezamento nas empresas, atendendo a demandas consideradas como serviços essenciais. É oportuno lembrar que tanto o exercício das atividades laborais quanto as condições de trabalho são fontes potenciais de exposição ao vírus, como relatado na China, Singapura e mesmo no Brasil, onde os casos iniciais de contaminação comunitária foram atribuídos ao exercício profissional.

Na contramão das recomendações da OMS, foram publicadas a Deliberação n° 13 pela Diretoria Executiva da Embrapa, que convoca trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco da empresa às atividades presenciais a partir de 15 de junho de 2020 e o Comunicado nº 8 da Codevasf, permitindo o retorno de trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco a atividades presenciais.

Tendo em vista o agravamento da pandemia mundial de Covid-19 e seus possíveis efeitos nesses trabalhadores, ATUALIZAMOS A LISTA DE SUGESTÕES DE MEDIDAS para aplicação nas instalações da Embrapa, Codevasf, Emparn, Empaer, Pesagro e Distritos Irrigados, com base nas melhores recomendações disponibilizadas por organizações internacionais das quais o Brasil é membro e reivindicamos sua implementação, inclusive em suas unidades centrais e descentralizadas, superintendências regionais, estações, campos experimentais, campos avançados, postos e entrepostos de trabalho, distritos de irrigação, que possuam trabalhadores e trabalhadoras exercendo atividades em escala de revezamento. As medidas a serem adotadas pelas empresas são as seguintes:

  1. Realização de exames ou testes para Covid-19 para todos e todas os trabalhadores e trabalhadoras, estagiários (as) , estudantes, bolsistas e terceirizados (as), que forem colocados em regime de revezamento, previamente ao retorno ao trabalho. Tais exames devem ser custeados pelas empresas sem ônus para os empregados, sendo o custeamento pela empresa fundamentado no item 7.3.1, b, combinado com o item 7.4.3.2, a, e suas subalíneas, da NR-7 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, posto que a Covid-19 pode ser considerada doença ocupacional;
  2. Afastamento de todos e todas com resultado positivo no teste para Covid-19 das atividades laborais para cumprimento de isolamento mínimo de 14 dias, sendo seu retorno condicionado à apresentação de teste negativo para Covid-19 e laudo médico atestando a ausência da doença e dos sintomas pelo período mínimo de 72h, de forma análoga ao preconizado pelo “Protocolo de Manejo clínico do Coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde” da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Versão 9, Maio de 2020, do Ministério da Saúde, sendo o teste e o laudo custeado pelas empresas;
  3. Divulgação ampla e clara aos colaboradores e colaboradoras acerca do direito de recusa de realização de tarefa específica e afastamento de qualquer situação para as quais eles tenham uma justificativa razoável para acreditar que representa um perigo iminente e sério para sua vida ou saúde e a necessidade de informar imediatamente seu supervisor direto, com base no item 1.4.3 da NR-1 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, combinado com as definições de risco da NR-3 e outras (ex. NR10) que tratarem do assunto.
  4. Instauração de Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus com composição paritária em cada uma de suas Unidades ou Superintendências, tendo o mesmo número de membros representando o empregador e os trabalhadores, nos termos recomendados pela OIT (2020) e com a presença de profissionais da área de saúde ou orçamento para sua contratação e assessoria;
  5. Treinamento dos membros dos Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus, com registro e certificação legalmente válidos, sobre os princípios básicos para a formulação e implementação de medidas de prevenção e controle de segurança e saúde ocupacional.
  6. Realização e ampla divulgação do Relatório de Análise de Risco Prévia pelos Comitês de Monitoramente e Prevenção do Coronavírus;
  7. Implementação das medidas de prevenção e controle antes do retorno ao trabalho, com ampla divulgação do Plano e do Relatório de Implementação das adequações;
  8. Proibição do acesso de pessoas com sintomas gripais a qualquer espaço das empresas, divulgando amplamente tal medida, devendo informar o gestor imediato e orientar para buscar atendimento médico externo às empresas, atendendo a “Recomendações para conter o avanço do novo Coronavírus”, publicado pelo Ministério da Saúde em 29/4/2020, disponível no endereço https://aps.saude.gov.br/noticia/8236;
  9. Observância do distanciamento físico mínimo de 2m (dois metros) entre pessoas dentro das instalações das empresas, em todos os ambientes, atendendo às orientações da OIT (2020) e recomendações científicas que sugerem que o distanciamento deve ser o maior possível para evitar risco de contaminação [K. A. Prather et al., Science 10.1126/scienceabc6197 (2020)];
  10. Determinação e sinalização da capacidade máxima de cada local de trabalho e suas diferentes áreas (salas de reuniões, escritórios, oficinas, salas de jantar, elevadores, banheiros, vestiários e outros espaços comuns) e garantir a obediência a essa determinação, a fim de assegurar o distanciamento físico mínimo, em atendimento às orientações da OIT (2020);
  11. Ampla sinalização de recomendações para a prevenção do Covid-19 em todos os espaços comuns, tais como relógio ponto, banheiros, copas, cantinas, restaurantes e salas de reunião;
  12. Disponibilizar gratuitamente como EPIs (de acordo com a NR-6 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia), kits com 6 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores das áreas administrativas e kits com 8 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores em atividades que demandam esforços, bem como protetores (escudos) faciais de acrílico para trabalhadores em contato com o público. Esse quantitativo se faz necessário, em decorrência da necessidade de troca das máscaras a cada 03 horas e 02 horas respectivamente, conforme documento orientador da ANVISA:http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/NT+M%C3%A1scaras.pdf/bf430184-8550-42cb-a975-1d5e1c5a10f7; 
  13. Tornar obrigatório o uso de máscaras comuns, caseiras ou descartáveis, por todos os colaboradores e demais frequentadores dos espaços físicos das Unidades, inclusive campos experimentais e quaisquer outros espaços, sem exceção, atendendo a decretos municipais e estaduais em todo o território nacional, bem como realizar a orientação sobre guarda, limpeza e conservação do material, permitindo-se a fiscalização horizontal do uso desse equipamento de proteção individual;
  14. Limpeza constante e higienização de todo equipamento, espaço ou mobiliário necessário ao desempenho dos serviços, em atendimento ao documento “ORIENTAÇÕES GERAIS AOS TRABALHADORES E EMPREGADORES EM RAZÃO DA PANDEMIA DA COVID-19 (27/03/2020)” da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia;
  15. Disponibilização de recipientes com álcool 70% nas proximidades dos relógios de ponto, das entradas dos setores, e em outros locais pertinentes conforme identificado no relatório de análise de risco prévia, em atendimento às recomendações da Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP;
  16. Proibição de aglomerações de trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores em todas as instalações, inclusive copa e/ ou cantina dos diversos setores;
  17. Implantação de medidas protetivas nos meios de transportes disponibilizados pelas empresas aos trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores (lotação máxima de 50% das vagas disponíveis nos veículos, higienização dos mesmos antes e depois do uso) e disponibilização de dispensers com álcool 70%;
  18. Aferição da temperatura corporal de toda e qualquer pessoa que queira ingressar nas instalações da empresa, por meio de dispositivo eletrônico à distância, antes que seja permitido o acesso às instalações das empresas e campos experimentais, impedindo a entrada dos que apresentarem quadro febril;
  19. Monitoramento da oxigenação sanguínea com equipamento operado por técnico de enfermagem contratado pela empresa ou qualquer pessoa treinada para tal fim, observando-se qualquer sintoma de insuficiência respiratória.
  20. Disponibilizar serviços de aconselhamento psicológico aos trabalhadores em caso de necessidade, em atendimento a recomendações da OIT (2020).

 Todas as referências à OIT (2020) correspondem ao documento “Practical Guidance. Safe Return to Work: Ten Action Points, Maio de 2020, OIT.”

Clique aqui e leia o documento. 

Leia a seguir o parecer da Assessoria Jurídica do SINPAF, LBS Advogados, sobre a Medida Provisória (MP) 927/20, publicada pelo Governo Federal no último domingo (22/3).  

Na contramão das medidas protetivas propostas por órgãos de saúde para evitar a proliferação do coronavírus, o presidente da Codevasf divulgou o Comunicado 05, restringindo o trabalho remoto. Nele, o gestor indica que somente os empregados dos grupos de viajantes internacionais, de risco, e os empregados que possuam filhos em idade escolar podem fazer teletrabalho.

No final do mês de julho (28), a Codevasf convocou trabalhadores e trabalhadoras, à exceção daqueles que compõem o grupo de risco, para o retorno ao trabalho presencial.

A Diretoria Nacional (DN) do Sinpaf reafirma a sua posição em defesa da vida, da saúde e da segurança das trabalhadoras e trabalhadores nesse momento em que o Brasil é apontado como epicentro mundial da pandemia de coronavírus. A vida é o nosso bem mais precioso e, nesse momento, a nossa luta é para preservá-la, pois sem vida não há pesquisa, não há país e não há sociedade com dignidade e com futuro.

Seguindo as orientações das instituições mundiais de saúde e de acordo com as experiências internacionais para o controle da doença, a DN do Sinpaf defende a necessidade de manutenção das medidas de isolamento social como forma de conter o contágio, evitar mortes e o crescimento exponencial dos casos de contaminação. 

Considerando a publicação da Deliberação n° 13 pela Diretoria Executiva da Embrapa, a DN do Sinpaf vem a público reforçar suas posições e esclarecer que somos totalmente contrários ao retorno dos trabalhadores e trabalhadoras dispensados pela empresa às atividades laborais, nesse momento em que o número de mortes e de contaminados está crescendo vertiginosamente.

Não faz o menor sentido moral e ético solicitar que trabalhadoras e trabalhadores que foram dispensados, seja por pertencerem a grupos de risco, por não terem com quem deixar seus filhos e filhas ou por não possuírem infraestrutura para realização do teletrabalho, sejam agora penalizadoscom a obrigatoriedade de retorno ao trabalho presencial em meio ao crescimento dos casos e mortes causadas pela pandemia, ou escolham permanecer protegidos por meio de alternativas que, de qualquer forma, lhe são prejudiciais.

Compartilhamos com toda a categoria a indignação com o fato de que trabalhadoras e trabalhadores que foram dispensados, com a concordância e reconhecimento de sua situação pela empresa, sejam agora inexplicavelmente penalizados. Por isso, a Diretoria Nacional do Sinpaf ingressou com ação judicial para assegurar que as trabalhadoras e trabalhadores dispensados continuem em segurança e isolados, preservando suas vidas e de suas famílias em meio à pandemia.

Se a própria Diretoria Executiva da Embrapa reconhece, em suas mensagens oficiais, que há um crescimento dos casos de Covid-19 pelo Brasil, prorrogando o teletrabalho e o trabalho em revezamento para alguns segmentos, por que não permitem também que os dispensados, por suas condições, permaneçam seguros e em casa? Se a resposta a essa pergunta basear-se na lógica econômica, muito utilizada pelo atual governo federal, parece que a Diretoria-Executiva da Embrapa esqueceu de computar nesses custos os valores a serem dispendidos, inclusive pela empresa, com gastos médicos, plano de saúde, ações judiciais, entre outros, e os valores intangíveis, como a preservação de vidas.

Outra pergunta essencial que precisa de resposta: estaria a empresa preparada para o retorno dessas pessoas, caso não possam ou não queiram se enquadrar em uma das quatro alternativas que lhe foram acenadas?

Anteriormente à Deliberação nº 13, o Sindicato havia encaminhado à Embrapa um documento contendo sugestões quanto às medidas de segurança para trabalhadores e trabalhadoras escalados em revezamento. Vamos ser ainda mais incisivos com relação à adoção de tais medidas e quanto ao monitoramento, usando para tanto os mecanismos que se fizerem necessários para garantir a saúde e a segurança de toda a categoria.

Por fim, como não sabemos qual será o resultado da nossa ação judicial e tendo em vista a atual lógica do governo federal contrária aos trabalhadores, caso seja necessária a escolha de uma das alternativas propostas pela direção da empresa para se preservar a vida das trabalhadoras e trabalhadores, que seja, preferencialmente, o banco de horas e de forma alguma a suspensão do contrato de trabalho.

Continuamos na luta em Defesa da Vida!

É com grande pesar que a Diretoria Nacional do SINPAF comunica o falecimento do empregado da Embrapa Amazônia Oriental, Raimundo Parente de Oliveira, ocorrido no último domingo (10/1), em decorrência da Covid-19.

Raimundo trabalhou como pesquisador da Embrapa durante os anos de 1974 à 1996, e depois retornou à empresa como analista, em 2013.

 A DN lamenta essa grande perda e presta toda solidariedade à família e aos amigos.

 A média de internações e óbitos no Brasil tem sido a maior nos últimos cinco meses. É extremamente importante reforçar o alerta para a continuidade do isolamento social, sempre que possível, e das medidas de segurança, principalmente quando o ministro da Saúde afirma que a vacinação vai começar no dia “D”, na hora “H”, demonstrando que os brasileiros ainda continuarão expostos ao coronavírus, ao contrário de boa parte dos países que já iniciaram as vacinações.

 O isolamento social é determinante para salvar vidas, até que se tenha uma ação coordenada e mais efetiva no país para uma campanha nacional de vacinação.

 A vida tem que estar acima de tudo! SINPAF em Defesa da Vida!

 

 

 

O SINPAF chama a atenção dos empregados filiados à base, para que, em caso de contaminação por Covid-19, façam o preenchimento da CAT, documento que reconhece o acidente de trabalho e doenças ocupacionais.

Diante do avanço do coronavírus (COVID-19) no Brasil, a Diretoria Nacional do SINPAF acredita que esse é o momento de responsabilidade com a saúde dos trabalhadores e, por isso, decidiu cancelar as assembleias programadas para o dia 18/3, nas empresas da base do Sindicato (Embrapa, Codevasf, Emepa, Emparn, Pesagro e Distritos de Irrigação).

Há pouco mais de uma semana, a Codevasf convocou todos os trabalhadores e trabalhadoras, a exceção daqueles do grupo de risco e com filhos em idade escolar, para o trabalho presencial em meio à crescente curva de contágios e mortes ocasionados pela Covid-19 no Brasil.

Apesar de ainda estar com um processo em andamento na justiça, com audiência prevista para as próximas semanas, e já ter encaminhado, há meses, documentos com sugestões de medidas contra novo Coronavírus, a Diretoria Nacional do SINPAF enviou novo documento à empresa, na última segunda-feira (4/8), no qual reitera a posição em defender o isolamento social de trabalhadores e trabalhadoras.

No documento, o Sindicato levantou dados que apresentaram resultados estarrecedores sobre o aumento do número de casos do Coronavírus, de mortes e de ocupação de leitos de UTI, principalmente nas cidades em que a Codevasf mantém sua sede e suas Superintendências Regionais (SR).

Somente entre os dias 25 de julho e 2 de agosto, Brasília (Sede), Aracaju (4ª SR) e Teresina (7ª SR) tiveram, respectivamente, aumento de mortes pela Covid de 359, 50 e 72 pessoas por dia; e aumento de contaminação 26.806, 3.155 e 2.380 casos. O documento também apresenta informações levantadas das Secretarias de Saúde de Montes Claros-MG, Bom Jesus da Lapa-BA, Petrolina-PE, Penedo-AL, e Juazeiro-BA. Clique aqui e leia o documento completo.

Com base nesses números, a Diretoria Nacional do SINPAF pergunta: por que voltar agora? Qual motivo leva a empresa a retornar os empregados ao trabalho presencial se a situação da doença no país não melhorou, pelo contrário, continua em crescimento? 

O país ainda não está em condições sanitárias favoráveis para o retorno ao trabalho presencial. Por isso o SINPAF continua defendendo o isolamento social do maior números de pessoas possíveis, mesmo que em teletrabalho e/ou revezamento para aqueles que as funções exijam a presença física.

ABAIXO ASSINADO - O SINPAF também está passando um abaixo-assinado, em todas as SRs e sede, com o objetivo de pedir o retorno ao teletrabalho e/ou revezamento.

DENUNCIE- As trabalhadoras e os trabalhadores também podem denunciar qualquer irregularidade nas medidas de prevenção à Covid-19 no ambiente laboral pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Essas informações são importantes para que o Sindicato promova ações mais efetivas junto às empresas em defesa da saúde de suas trabalhadoras e seus trabalhadores.

CAMPANHA REDES SOCIAIS - O SINPAF continua na luta em defesa da vida de todos(as) trabalhadores e trabalhadoras das empresas da base.

Contribua também compartilhando nossa campanha nas redes sociais: clique em Campanha Defenda a Vida! Você também pode acessar nosso site (www.sinpaf.org.br), Fanpage (Facebook.com.br/SINPAFDiretoriaNacional), Instagram (@sinpafnacional) ou receber as informações em primeira mão pelo WhatsApp clicando aqui

Nesta semana, a Diretoria Nacional do SINPAF encaminhou para as empresas da base do Sindicato sugestões de medidas emergenciais de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras que estão em situação de revezamento, para segurança contra a contaminação da Covid-19. A diretoria, entretanto, defende o isolamento social como principal medida de segurança contra a doença, assim como o teletrabalho para aqueles que têm condições de exercerem suas funções de suas casas.

Na última sexta-feira (21/08), a Diretoria Nacional do SINPAF enviou à Embrapa um documento no qual solicita a prorrogação do revezamento e do teletrabalho, previsto para finalizarem em 30 de agosto e 13 de setembro, respectivamente, conforme Deliberação nº 13 da Diretoria Executiva da empresa.

Para o Sindicato, existe a necessidade de dar continuidade às medidas protetivas aos trabalhadores e trabalhadoras da empresa devido à pandemia da Covid-19, até que seja apresentada uma vacina eficaz e eficiente para evitar novos contágios e óbitos.

No documento, o SINPAF reitera que o isolamento social é, no momento, a medida mais efetiva para o controle da doença, de acordo com as instituições de maior credibilidade na área de saúde e conforme demonstrado nos países onde o isolamento foi adotado no momento adequado. 

Denuncie - Trabalhadoras e trabalhadores que estão em regime de revezamento podem enviar mensagem para o Sindicato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para denunciar qualquer irregularidade nas medidas de prevenção dentro da empresa.

Clique aqui para ler o documento completo.

A juíza do Trabalho reforçou que o “trabalho remoto e, até mesmo, a suspensão das atividades tem sido impostos como forma de evitar o contato entre as pessoas e a consequente disseminação do vírus”.

Após a diretoria da Codevasf determinar retorno presencial ao trabalho, a Seção Sindical Codevasf Sede convidou a Diretoria Nacional do SINPAF para participar de uma mobilização, hoje (29 de julho) no estacionamento da sede da empresa, para organizar ações e manter medidas essenciais para prevenção ao contágio da Covid-19.

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