Campanha pela Vida

Hoje, 23/06, faz pouco mais de uma semana que a Diretoria da Embrapa determinou o retorno das trabalhadoras e dos trabalhadores dispensados às atividades presenciais, colocando-os em regime de revezamento. Mesmo os que fazem parte do grupo de risco!

A Diretoria Nacional (DN) do SINPAF tentou de todas as formas judiciais evitar esse retorno. Entramos com ação judicial de forma liminar no dia 04/06, mas, infelizmente, teve seu pedido negado em primeira instância (08/06). Imediatamente após saber à divulgação dessa decisão, a assessoria jurídica da DN entrou com pedido de reconsideração (09/06), e, na sequência, com mandado de segurança (18/06), ambos negados, nos dias 15/06 e 19/06, respectivamente.

A DN continua buscando mecanismos para reverter essa decisão da empresa. Nesse momento, alertamos toda a categoria, sobretudo os que estão em regime de revezamento, que fiquem atentos, cobrem das chefias locais e denunciem ao SINPAF os problemas verificados em sua Unidade por meio do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Relatos daqueles que precisaram retornar ao trabalho presencial no dia 16/06 descrevem um cenário de despreparo e de ausência de planejamento para essa volta, inclusive, pela não adequação das unidades quanto à implementação de medidas protetivas básicas, como determinado no Plano de Orientação elaborado pela empresa em maio.

Apesar do referido Plano indicar que os gestores deveriam promover a implementação das medidas ali descritas, em consonância com as orientações das autoridades locais de saúde, em muitas unidades isso não aconteceu. Em algumas, nem mesmo o álcool em gel está sendo disponibilizado em quantidade suficiente e nos diferentes prédios. Resumindo: a empresa está descumprindo suas próprias orientações.

É importante ressaltar que o SINPAF encaminhou um documento contendo sugestões de medidas a serem adotadas nos diferentes locais de trabalho, elaboradas por trabalhadores e trabalhadoras, a partir das distintas realidades da empresa. Entretanto, não recebeu qualquer manifestação a respeito, o que reforça o desinteresse em ações colaborativas.

Nessa crise que ora enfrentamos, toda e qualquer ação visando proteger a vida precisa ser considerada. Estar aberto ao diálogo é condição fundamental para garantir a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores, pois, efetivamente, essas pessoas são o maior e mais importante patrimônio da Embrapa.

Seguimos na Luta. A DN e as Seções Sindicais estão atentas e monitorando a situação em cada unidade da empresa. Precisamos permanecer unidos nessa caminhada para defender a Vida. Ela está acima de tudo!

No Brasil, o número de notificações da Covid-19 tem crescido vertiginosamente. São mais de 35.026 mortos pelo coronavírus e 645.771 infectados. Projeções sobre o comportamento futuro da Covid-19 indicam o país como próximo epicentro global da pandemia, conforme estudos de pesquisadores brasileiros e da Universidade Johns Hopkins.

Consideramos que as medidas mais acertadas para o momento correspondem à liberação dos trabalhadores e trabalhadoras para teletrabalho ou trabalho remoto, objetivando o cumprimento da determinação do isolamento social, como forma de preservação da vida e da integridade humana.

Embora certa quantidade de trabalhadores esteja em teletrabalho, existem pessoas em revezamento nas empresas, atendendo a demandas consideradas como serviços essenciais. É oportuno lembrar que tanto o exercício das atividades laborais quanto as condições de trabalho são fontes potenciais de exposição ao vírus, como relatado na China, Singapura e mesmo no Brasil, onde os casos iniciais de contaminação comunitária foram atribuídos ao exercício profissional.

Na contramão das recomendações da OMS, foram publicadas a Deliberação n° 13 pela Diretoria Executiva da Embrapa, que convoca trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco da empresa às atividades presenciais a partir de 15 de junho de 2020 e o Comunicado nº 8 da Codevasf, permitindo o retorno de trabalhadores e trabalhadoras do grupo de risco a atividades presenciais.

Tendo em vista o agravamento da pandemia mundial de Covid-19 e seus possíveis efeitos nesses trabalhadores, ATUALIZAMOS A LISTA DE SUGESTÕES DE MEDIDAS para aplicação nas instalações da Embrapa, Codevasf, Emparn, Empaer, Pesagro e Distritos Irrigados, com base nas melhores recomendações disponibilizadas por organizações internacionais das quais o Brasil é membro e reivindicamos sua implementação, inclusive em suas unidades centrais e descentralizadas, superintendências regionais, estações, campos experimentais, campos avançados, postos e entrepostos de trabalho, distritos de irrigação, que possuam trabalhadores e trabalhadoras exercendo atividades em escala de revezamento. As medidas a serem adotadas pelas empresas são as seguintes:

  1. Realização de exames ou testes para Covid-19 para todos e todas os trabalhadores e trabalhadoras, estagiários (as) , estudantes, bolsistas e terceirizados (as), que forem colocados em regime de revezamento, previamente ao retorno ao trabalho. Tais exames devem ser custeados pelas empresas sem ônus para os empregados, sendo o custeamento pela empresa fundamentado no item 7.3.1, b, combinado com o item 7.4.3.2, a, e suas subalíneas, da NR-7 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, posto que a Covid-19 pode ser considerada doença ocupacional;
  2. Afastamento de todos e todas com resultado positivo no teste para Covid-19 das atividades laborais para cumprimento de isolamento mínimo de 14 dias, sendo seu retorno condicionado à apresentação de teste negativo para Covid-19 e laudo médico atestando a ausência da doença e dos sintomas pelo período mínimo de 72h, de forma análoga ao preconizado pelo “Protocolo de Manejo clínico do Coronavírus (Covid-19) na Atenção Primária à Saúde” da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Versão 9, Maio de 2020, do Ministério da Saúde, sendo o teste e o laudo custeado pelas empresas;
  3. Divulgação ampla e clara aos colaboradores e colaboradoras acerca do direito de recusa de realização de tarefa específica e afastamento de qualquer situação para as quais eles tenham uma justificativa razoável para acreditar que representa um perigo iminente e sério para sua vida ou saúde e a necessidade de informar imediatamente seu supervisor direto, com base no item 1.4.3 da NR-1 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, combinado com as definições de risco da NR-3 e outras (ex. NR10) que tratarem do assunto.
  4. Instauração de Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus com composição paritária em cada uma de suas Unidades ou Superintendências, tendo o mesmo número de membros representando o empregador e os trabalhadores, nos termos recomendados pela OIT (2020) e com a presença de profissionais da área de saúde ou orçamento para sua contratação e assessoria;
  5. Treinamento dos membros dos Comitês de Monitoramento e Prevenção do Coronavírus, com registro e certificação legalmente válidos, sobre os princípios básicos para a formulação e implementação de medidas de prevenção e controle de segurança e saúde ocupacional.
  6. Realização e ampla divulgação do Relatório de Análise de Risco Prévia pelos Comitês de Monitoramente e Prevenção do Coronavírus;
  7. Implementação das medidas de prevenção e controle antes do retorno ao trabalho, com ampla divulgação do Plano e do Relatório de Implementação das adequações;
  8. Proibição do acesso de pessoas com sintomas gripais a qualquer espaço das empresas, divulgando amplamente tal medida, devendo informar o gestor imediato e orientar para buscar atendimento médico externo às empresas, atendendo a “Recomendações para conter o avanço do novo Coronavírus”, publicado pelo Ministério da Saúde em 29/4/2020, disponível no endereço https://aps.saude.gov.br/noticia/8236;
  9. Observância do distanciamento físico mínimo de 2m (dois metros) entre pessoas dentro das instalações das empresas, em todos os ambientes, atendendo às orientações da OIT (2020) e recomendações científicas que sugerem que o distanciamento deve ser o maior possível para evitar risco de contaminação [K. A. Prather et al., Science 10.1126/scienceabc6197 (2020)];
  10. Determinação e sinalização da capacidade máxima de cada local de trabalho e suas diferentes áreas (salas de reuniões, escritórios, oficinas, salas de jantar, elevadores, banheiros, vestiários e outros espaços comuns) e garantir a obediência a essa determinação, a fim de assegurar o distanciamento físico mínimo, em atendimento às orientações da OIT (2020);
  11. Ampla sinalização de recomendações para a prevenção do Covid-19 em todos os espaços comuns, tais como relógio ponto, banheiros, copas, cantinas, restaurantes e salas de reunião;
  12. Disponibilizar gratuitamente como EPIs (de acordo com a NR-6 da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia), kits com 6 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores das áreas administrativas e kits com 8 máscaras de tecido embaladas individualmente para cada trabalhador, trabalhadora e colaboradores em atividades que demandam esforços, bem como protetores (escudos) faciais de acrílico para trabalhadores em contato com o público. Esse quantitativo se faz necessário, em decorrência da necessidade de troca das máscaras a cada 03 horas e 02 horas respectivamente, conforme documento orientador da ANVISA:http://portal.anvisa.gov.br/documents/219201/4340788/NT+M%C3%A1scaras.pdf/bf430184-8550-42cb-a975-1d5e1c5a10f7; 
  13. Tornar obrigatório o uso de máscaras comuns, caseiras ou descartáveis, por todos os colaboradores e demais frequentadores dos espaços físicos das Unidades, inclusive campos experimentais e quaisquer outros espaços, sem exceção, atendendo a decretos municipais e estaduais em todo o território nacional, bem como realizar a orientação sobre guarda, limpeza e conservação do material, permitindo-se a fiscalização horizontal do uso desse equipamento de proteção individual;
  14. Limpeza constante e higienização de todo equipamento, espaço ou mobiliário necessário ao desempenho dos serviços, em atendimento ao documento “ORIENTAÇÕES GERAIS AOS TRABALHADORES E EMPREGADORES EM RAZÃO DA PANDEMIA DA COVID-19 (27/03/2020)” da Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia;
  15. Disponibilização de recipientes com álcool 70% nas proximidades dos relógios de ponto, das entradas dos setores, e em outros locais pertinentes conforme identificado no relatório de análise de risco prévia, em atendimento às recomendações da Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP;
  16. Proibição de aglomerações de trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores em todas as instalações, inclusive copa e/ ou cantina dos diversos setores;
  17. Implantação de medidas protetivas nos meios de transportes disponibilizados pelas empresas aos trabalhadores, trabalhadoras e colaboradores (lotação máxima de 50% das vagas disponíveis nos veículos, higienização dos mesmos antes e depois do uso) e disponibilização de dispensers com álcool 70%;
  18. Aferição da temperatura corporal de toda e qualquer pessoa que queira ingressar nas instalações da empresa, por meio de dispositivo eletrônico à distância, antes que seja permitido o acesso às instalações das empresas e campos experimentais, impedindo a entrada dos que apresentarem quadro febril;
  19. Monitoramento da oxigenação sanguínea com equipamento operado por técnico de enfermagem contratado pela empresa ou qualquer pessoa treinada para tal fim, observando-se qualquer sintoma de insuficiência respiratória.
  20. Disponibilizar serviços de aconselhamento psicológico aos trabalhadores em caso de necessidade, em atendimento a recomendações da OIT (2020).

 Todas as referências à OIT (2020) correspondem ao documento “Practical Guidance. Safe Return to Work: Ten Action Points, Maio de 2020, OIT.”

Clique aqui e leia o documento. 

A Diretoria Nacional (DN) do Sinpaf reafirma a sua posição em defesa da vida, da saúde e da segurança das trabalhadoras e trabalhadores nesse momento em que o Brasil é apontado como epicentro mundial da pandemia de coronavírus. A vida é o nosso bem mais precioso e, nesse momento, a nossa luta é para preservá-la, pois sem vida não há pesquisa, não há país e não há sociedade com dignidade e com futuro.

Seguindo as orientações das instituições mundiais de saúde e de acordo com as experiências internacionais para o controle da doença, a DN do Sinpaf defende a necessidade de manutenção das medidas de isolamento social como forma de conter o contágio, evitar mortes e o crescimento exponencial dos casos de contaminação. 

Considerando a publicação da Deliberação n° 13 pela Diretoria Executiva da Embrapa, a DN do Sinpaf vem a público reforçar suas posições e esclarecer que somos totalmente contrários ao retorno dos trabalhadores e trabalhadoras dispensados pela empresa às atividades laborais, nesse momento em que o número de mortes e de contaminados está crescendo vertiginosamente.

Não faz o menor sentido moral e ético solicitar que trabalhadoras e trabalhadores que foram dispensados, seja por pertencerem a grupos de risco, por não terem com quem deixar seus filhos e filhas ou por não possuírem infraestrutura para realização do teletrabalho, sejam agora penalizadoscom a obrigatoriedade de retorno ao trabalho presencial em meio ao crescimento dos casos e mortes causadas pela pandemia, ou escolham permanecer protegidos por meio de alternativas que, de qualquer forma, lhe são prejudiciais.

Compartilhamos com toda a categoria a indignação com o fato de que trabalhadoras e trabalhadores que foram dispensados, com a concordância e reconhecimento de sua situação pela empresa, sejam agora inexplicavelmente penalizados. Por isso, a Diretoria Nacional do Sinpaf ingressou com ação judicial para assegurar que as trabalhadoras e trabalhadores dispensados continuem em segurança e isolados, preservando suas vidas e de suas famílias em meio à pandemia.

Se a própria Diretoria Executiva da Embrapa reconhece, em suas mensagens oficiais, que há um crescimento dos casos de Covid-19 pelo Brasil, prorrogando o teletrabalho e o trabalho em revezamento para alguns segmentos, por que não permitem também que os dispensados, por suas condições, permaneçam seguros e em casa? Se a resposta a essa pergunta basear-se na lógica econômica, muito utilizada pelo atual governo federal, parece que a Diretoria-Executiva da Embrapa esqueceu de computar nesses custos os valores a serem dispendidos, inclusive pela empresa, com gastos médicos, plano de saúde, ações judiciais, entre outros, e os valores intangíveis, como a preservação de vidas.

Outra pergunta essencial que precisa de resposta: estaria a empresa preparada para o retorno dessas pessoas, caso não possam ou não queiram se enquadrar em uma das quatro alternativas que lhe foram acenadas?

Anteriormente à Deliberação nº 13, o Sindicato havia encaminhado à Embrapa um documento contendo sugestões quanto às medidas de segurança para trabalhadores e trabalhadoras escalados em revezamento. Vamos ser ainda mais incisivos com relação à adoção de tais medidas e quanto ao monitoramento, usando para tanto os mecanismos que se fizerem necessários para garantir a saúde e a segurança de toda a categoria.

Por fim, como não sabemos qual será o resultado da nossa ação judicial e tendo em vista a atual lógica do governo federal contrária aos trabalhadores, caso seja necessária a escolha de uma das alternativas propostas pela direção da empresa para se preservar a vida das trabalhadoras e trabalhadores, que seja, preferencialmente, o banco de horas e de forma alguma a suspensão do contrato de trabalho.

Continuamos na luta em Defesa da Vida!

A pressão feita pela Diretoria Nacional do SINPAF e pelas Seções Sindicais junto aos dirigentes da Embrapa surtiu efeito novamente, postergando o retorno dos trabalhadores e trabalhadoras da empresa ao trabalho presencial.

A decisão publicada na data de hoje no Boletim de Comunicações Administrativa (BCA) n° 9/2021 da Embrapa estabelece como novas datas para retorno ao trabalho presencial os dias: 05/04, para aqueles que estão em escala de revezamento; 03/05, para ocupantes de cargos e funções gratificadas, bem como os que exercem atividades-fim; e 07/06, para os que não se enquadram nas categorias anteriores.

As datas estabelecidas pela empresa para o retorno presencial não são as ideais, considerando a situação sanitária do país, pois as últimas notícias veiculadas pelas autoridades de saúde apontam para o recrudescimento da pandemia do Covid-19, com taxa alta de ocupação dos leitos de UTI nos estados e falta de vacinas e de planejamento para imunizar a população. 

Nesse contexto, continuamos mobilizados para conseguir novos adiamentos, até que o retorno presencial seja possível de forma segura, com trabalhadores e trabalhadoras devidamente vacinados. Nesse momento a prioridade é preservar a saúde e a vida das(os) trabalhadoras(es). Não existe outra escolha possível, a Vida em primeiro lugar!

Finalmente, alertamos à categoria que não passou despercebido para o SINPAF a inclusão do item 5.2. na deliberação publicada no referido BCA. Nele se lê que a Embrapa poderá acordar a suspensão dos contratos de trabalho dos empregados. Destacamos, entretanto, que essa afirmativa da empresa não procede. A lei que previa a suspensão de contratos excluiu expressamente os empregados públicos. Mesmo para os empregados da iniciativa privada, o prazo para uma eventual suspensão consensual do contrato de trabalho expirou no dia 31/12/2020. Vamos monitorar essa intenção da empresa e, caso necessário, serão tomadas as medidas cabíveis.

O total de brasileiros que morreram com a Covid-19 já passa de 97 mil, sendo 1.469 nas últimas 24 horas. E a quantidade de contaminados já se aproxima de 3 milhões (2.858.872), de acordo com o Painel Conass Covid-19 (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).

Com o evidente descontrole da contaminação do Coronavírus no Brasil, o poder público, além de não tomar nenhuma atitude efetiva para frear a disseminação do vírus, estimula a abertura do comércio, das escolas e já promove o retorno ao trabalho presencial em diversas empresas públicas, a exemplo da Codevasf, que compõe a base do SINPAF. 

Não bastasse o risco que a população está correndo, o Governo Federal se aproveita dessa situação para retirar ou reduzir direitos de trabalhadores e trabalhadoras, ao mesmo tempo em que não garante o suporte necessário a uma grande parcela da população, como indígenas, ribeirinhos e agricultores familiares e a proteção dos profissionais de saúde e demais categorias essenciais durante o período da pandemia, entre outros.

O SINPAF defende o isolamento social e se solidariza com as demais categorias de trabalhadores que estão à frente no combate à doença e na garantia de direitos da população. Por isso, convoca a categoria a participar da mobilização virtual das Centrais Sindicais que ocorrerá amanhã, 7 de agosto (sexta-feira).

Com a adesão ao movimento, o SINPAF reafirma a bandeira de luta pela manutenção do isolamento social por meio de teletrabalho e/ou revezamento, com todas as garantias à saúde e segurança da classe trabalhadora asseguradas.

COMO PARTICIPAR - Para participar, basta colocar um pano preto em frente da sua casa ou pendurado na janela, acompanhe as redes sociais do SINPAF (links no final da notícia) e das Centrais Sindicais e compartilhe as hashtags (#): #DiadeLuta #DiadeLuto #EmDefesadaVidaedoEmprego #IsolamentoSocial #FiqueEmCasaSePuder #CampanhaPelaVida, durante todo o dia.

O Sindicato recomenda aos que participarem das ações presenciais que evitem aglomerações, mantenham distanciamento social e o uso de máscara e álcool em gel.

BANDEIRAS DA MOBILIZAÇÃO – a mobilização  possui como bandeiras:

1- Repudiar a iniciativa de prefeitos e governadores que já planejam e até fixaram data para retorno presencial dos alunos às aulas.

2- Exigir das autoridades os equipamentos de proteção individual e coletiva para os trabalhadores (as) das categorias essenciais, em especial os da área de saúde.

3- Reafirmar a pauta emergencial de apoio aos setores mais vulneráveis da sociedade nessa crise:

a) manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, no mínimo, até 31 de dezembro de 2020;

b) ampliação das parcelas do seguro-desemprego;

c) liberação de crédito para as micro e pequenas empresas;

d) fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde);

e) derrubada, pelo Congresso Nacional, dos vetos do presidente da República que impedem a garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores(as) e seus sindicatos, por meio da ultratividade dos acordos e convenções coletivas de trabalho.

REDES SOCIAIS - Clique abaixo para acompanhar a mobilização do SINPAF pelas redes sociais e compartilhar as informações:

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A próxima quarta-feira, 24 de março, é o Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida, da Vacina, do Emprego e do Auxílio Emergencial de R$ 600. A proposta é para que o trabalhador fique em casa e não trabalhe, como forma de cobrar a vacina para todas e todos os brasileiros, assim como um auxílio emergencial decente, pressionando o governo federal para que saia da inércia.

O colapso da saúde pública, e a falta das políticas sanitária e econômica, em especial de um auxílio emergencial decente, obrigam a classe trabalhadora a ir para as ruas em busca de sobrevivência e a se aglomerar nos locais de trabalho, no transporte coletivo, nas estações de trem e metrô e nos terminais e pontos de ônibus, ficando exposta à contaminação e morte.

A Diretoria Nacional do SINPAF ressalta que o apoio, além de ser um ato solidário a todas as pessoas que têm sua renda e o orçamento familiar prejudicado pela falta de gestão do Governo Federal para o controle da doença, também é uma forma de mostrar o quanto é importante fazer com que a doença pare de circular, protegendo a vida de milhões de pessoas, que constroem esse país com sua força de trabalho.

“Cada vida importa, não são só números! Sejam aquelas pessoas que estão morrendo em decorrência do vírus, pela sobrecarga do sistema de saúde e da falta de leitos para demais doenças ou sejam aquelas que estão sujeitas a fome, que assola milhares de famílias”, destacou o presidente do SINPAF, Marcus Vinícius Sidoruk Vidal.

Organizado pela CUT, pelas demais centrais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, no dia haverá diversas ações e cada setor e categoria fará o seu protesto, com panfletagens nas praças, terminais de ônibus, trem e metrô, com o uso de carros de som; atos simbólicos; audiências públicas e uso de redes sociais.

 

Há pouco mais de uma semana, a Codevasf convocou todos os trabalhadores e trabalhadoras, a exceção daqueles do grupo de risco e com filhos em idade escolar, para o trabalho presencial em meio à crescente curva de contágios e mortes ocasionados pela Covid-19 no Brasil.

Apesar de ainda estar com um processo em andamento na justiça, com audiência prevista para as próximas semanas, e já ter encaminhado, há meses, documentos com sugestões de medidas contra novo Coronavírus, a Diretoria Nacional do SINPAF enviou novo documento à empresa, na última segunda-feira (4/8), no qual reitera a posição em defender o isolamento social de trabalhadores e trabalhadoras.

No documento, o Sindicato levantou dados que apresentaram resultados estarrecedores sobre o aumento do número de casos do Coronavírus, de mortes e de ocupação de leitos de UTI, principalmente nas cidades em que a Codevasf mantém sua sede e suas Superintendências Regionais (SR).

Somente entre os dias 25 de julho e 2 de agosto, Brasília (Sede), Aracaju (4ª SR) e Teresina (7ª SR) tiveram, respectivamente, aumento de mortes pela Covid de 359, 50 e 72 pessoas por dia; e aumento de contaminação 26.806, 3.155 e 2.380 casos. O documento também apresenta informações levantadas das Secretarias de Saúde de Montes Claros-MG, Bom Jesus da Lapa-BA, Petrolina-PE, Penedo-AL, e Juazeiro-BA. Clique aqui e leia o documento completo.

Com base nesses números, a Diretoria Nacional do SINPAF pergunta: por que voltar agora? Qual motivo leva a empresa a retornar os empregados ao trabalho presencial se a situação da doença no país não melhorou, pelo contrário, continua em crescimento? 

O país ainda não está em condições sanitárias favoráveis para o retorno ao trabalho presencial. Por isso o SINPAF continua defendendo o isolamento social do maior números de pessoas possíveis, mesmo que em teletrabalho e/ou revezamento para aqueles que as funções exijam a presença física.

ABAIXO ASSINADO - O SINPAF também está passando um abaixo-assinado, em todas as SRs e sede, com o objetivo de pedir o retorno ao teletrabalho e/ou revezamento.

DENUNCIE- As trabalhadoras e os trabalhadores também podem denunciar qualquer irregularidade nas medidas de prevenção à Covid-19 no ambiente laboral pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Essas informações são importantes para que o Sindicato promova ações mais efetivas junto às empresas em defesa da saúde de suas trabalhadoras e seus trabalhadores.

CAMPANHA REDES SOCIAIS - O SINPAF continua na luta em defesa da vida de todos(as) trabalhadores e trabalhadoras das empresas da base.

Contribua também compartilhando nossa campanha nas redes sociais: clique em Campanha Defenda a Vida! Você também pode acessar nosso site (www.sinpaf.org.br), Fanpage (Facebook.com.br/SINPAFDiretoriaNacional), Instagram (@sinpafnacional) ou receber as informações em primeira mão pelo WhatsApp clicando aqui

Nesta semana, a Diretoria Nacional do SINPAF encaminhou para as empresas da base do Sindicato sugestões de medidas emergenciais de proteção aos trabalhadores e trabalhadoras que estão em situação de revezamento, para segurança contra a contaminação da Covid-19. A diretoria, entretanto, defende o isolamento social como principal medida de segurança contra a doença, assim como o teletrabalho para aqueles que têm condições de exercerem suas funções de suas casas.

Na última sexta-feira (21/08), a Diretoria Nacional do SINPAF enviou à Embrapa um documento no qual solicita a prorrogação do revezamento e do teletrabalho, previsto para finalizarem em 30 de agosto e 13 de setembro, respectivamente, conforme Deliberação nº 13 da Diretoria Executiva da empresa.

Para o Sindicato, existe a necessidade de dar continuidade às medidas protetivas aos trabalhadores e trabalhadoras da empresa devido à pandemia da Covid-19, até que seja apresentada uma vacina eficaz e eficiente para evitar novos contágios e óbitos.

No documento, o SINPAF reitera que o isolamento social é, no momento, a medida mais efetiva para o controle da doença, de acordo com as instituições de maior credibilidade na área de saúde e conforme demonstrado nos países onde o isolamento foi adotado no momento adequado. 

Denuncie - Trabalhadoras e trabalhadores que estão em regime de revezamento podem enviar mensagem para o Sindicato pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para denunciar qualquer irregularidade nas medidas de prevenção dentro da empresa.

Clique aqui para ler o documento completo.

A Diretoria Nacional do SINPAF encaminhou carta ao presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, reforçando o que já vem sendo cobrado pelas Seções Sindicais, na qual pedem a adoção de medidas de higiene e segurança da empresa para a preservação da saúde e da vida de trabalhadoras e trabalhadores da empresa diante de nova disseminação da Covid-19.

Desde 3 de novembro de 2020, após o término do prazo do acordo judicial feito entre a empresa e o Sindicato (em 31 de outubro), muitos trabalhadores e trabalhadoras da Codevasf estão em trabalho presencial. Lamentavelmente, o processo que deu origem ao acordo ainda aguarda julgamento da Vara Trabalhista do DF.

A nova tentativa de diálogo com a Codevasf, para proteção da saúde de vida de seu pessoal, toma força diante da crise sanitária pela qual o Brasil tem passado, que já ultrapassa a gravidade da primeira fase da pandemia, que atingiu o Brasil em março de 2020. 

Nas últimas 24 horas, morreram 2.286 pessoas em decorrência da COVID-19 no Brasil e 79.876 novos casos de contaminados foram confirmados. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), o Brasil chegou à marca de 270.656 óbitos confirmados nesta quarta-feira, 10 de março. Foi a maior média diária de mortes por Covid-19 registrada desde o início da pandemia. Ou seja, em cada um dos últimos sete dias, morreram em média 1.645 brasileiros vítimas do coronavírus. É mais de uma morte por minuto!

Hoje, 19 estados e o Distrito Federal estão em aceleração na média móvel, 5 se mantiveram estáveis e apenas 2 estados tiveram queda. Além disso, as redes de Saúde da maioria desses estados e suas cidades estão em colapso, com UTIs chegando até 100% de ocupação. Entre as cidades e regiões em que a Codevasf possui superintendências ou escritório, a maioria já passa por restrições na abertura de comércios, toque de recolher e até estado de calamidade.

Em Petrolina-PE, por exemplo, a ocupação de leitos de UTIs já estão em 100%; em Teresina-PI chegou a 98% no último final de semana; a rede pública de saúde de Aracaju-SE está 88% de ocupação e a rede privada já chega a 94%.

Juazeiro-BA está com 92% de leitos ocupados, além de passar por medidas restritivas junto a outros 19 municípios do sertão baiano. Penedo-AL está com 80% de leitos ocupados, sendo que o Estado de Alagoas mantém o distanciamento social controlado para municípios que estão em fase vermelha e laranja, até 16 de março. Os municípios do Sertão e do Agreste regrediram para a fase vermelha (mais rígida) e Maceió e as demais regiões, para a fase laranja.

Em Montes Claros-MG, que é referência em leitos entre 97 municípios do estado, os hospitais chegaram às suas capacidades máximas de atendimento aos casos de Covid-19 desde a semana passada. Leitos do SUS estão em 97% e da rede particular continua em 100% de ocupação. O município também passa por medidas restritivas contra a propagação do coronavírus.

O Distrito Federal, onde fica a Sede da Codevasf, em Brasília-DF, já está em restrição comercial e toque de recolher desde a última semana. A rede pública já está com 100% de leitos de UTI ocupados e a rede privada está com 90%. Nesta terça-feira, 9 de março, o governador decretou estado de calamidade.

De acordo com as estatísticas divulgas na intranet da empresa, na sede, em Brasília, 84 empregados já foram contaminados, de um total de 480. E esses números disparam cada vez mais nas demais superintendências da Codevasf.

RESPOSTA DA CODEVASF

A direção da empresa respondeu, em 09 de março, a carta do SINPAF. No entanto o sindicato considera que as medidas relacionadas pela empresa são ainda insuficientes diante do caos na saúde na qual vive o Brasil, fruto da falta de planejamento e incompetência do governo Bolsonaro para lidar com a pandemia da COVID-19.

É preciso que a diretoria da Codevasf se sensibilize nesse momento, adotando medidas institucionais mais incisivas e assertivas, garantindo melhores condições para preservar a saúde de seus trabalhadores e trabalhadoras e, também, de forma geral, contribuindo com o distanciamento social nas diversas regiões de atuação da empresa.

A vida é o nosso bem mais importante!!!

O SINPAF continua na luta em Defesa da Vida!!!

Leia abaixo as medidas de segurança de higiene e segurança contra a Covid-19 solicitadas na carta do SINPAF à Codevasf:

- Vetar a entrada de público externo das dependências na empresa, seja na Sede ou nas Superintendências Regionais;

- Adotar escala de revezamento para as atividades essenciais e instituir trabalho remoto para as demais atividades;

- Determinar o afastamento imediato dos empregados que se enquadram no grupo de risco;

- Afastar de imediato os empregados que testarem positivo para Covid-19, bem como, temporariamente (até a realização de exames), todos os colegas que tiverem contato com o empregado infectado;

- Intensificar a rotina de limpeza nas instalações;

- Orientar aos empregados que tiverem algum sintoma, que entre em contato com o chefe imediato, que deverá autorizar que este empregado fique em casa.

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