Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário

Acompanhe as principais notícias sobre a 24ª Plenária Regional Sul

30 de abril de 2022

Plano de lutas da Regional Sul

Publicado em 30 de abril de 2022, às 17:35. Por Larissa Sarmento

No final da tarde deste sábado (30), durante a 24ª Plenária Regional Sul, os delegados elaboraram um plano de lutas de acordo com as deliberações e encaminhamentos propostos ao longo do evento. 

Entre as questões levantadas estavam a necessidade de retomar as ações de mobilização da base, com a construção de uma campanha salarial.

Também foi acertado que o SINPAF vai solicitar esclarecimentos da Embrapa sobre como têm funcionado as normas de teletrabalho. Um outro ponto debatido durante a reunião foi a necessidade de realizar uma capacitação sobre a saúde do trabalhador.

Entre os encaminhamentos finais ficou registrada a homenagem póstuma ao companheiro de lutas Eraldo das Neves, falecido em outubro de 2021, por sua militância em prol da classe trabalhadora, e por sua luta e empenho para a construção de um país mais justo e igualitário. Eraldo foi presidente da Seção Sindical Bagé, no Rio Grande do Sul, na gestão 2017 a 2020.

A próxima plenária será realizada na cidade de Florianópolis (SC), em 2023, conforme definido pelos delegados que participaram da 24º Plenária Sul.

 

 

Luta contra o adoecimento no local de trabalho

Publicado em 30 de abril de 2022, às 16:05. Por Larissa Sarmento

No final da manhã da 26ª Plenária Sul, os delegados e convidados puderam debater sobre as questões de adoecimento no trabalho. A representante da Comissão Permanente de Prevenção e Combate ao Assédio Moral da Embrapa (CPPCAM), Mirane Costa destacou como a saúde psicológica deve ser encarada e combatida dentro das unidades de trabalho, pois esse aspecto tem levado muitos trabalhadores a se afastarem de suas atividades.

“O trabalho é central em nossa vida, é o nosso empenho na Embrapa, que a tornou a maior empresa de pesquisa agropecuária nos Trópicos. Todos temos orgulho do trabalho que realizamos, temos que defender um local de trabalho digno, criativo e saudável”, pontua a representante.

De acordo com Mirane, o assédio moral atinge um grande número de trabalhadores, gerando adoecimento, preconceito e exclusão social. Casos de esgotamento profissional, como a síndrome de Burnout, que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) é uma doença ocupacional gerada no trabalho, têm se tornado frequentes na Embrapa. Para ela, isso se dá em função das condições de trabalho oferecidas na empresa.

Mirane trouxe também os dados atuais da CPPCAM, que só começou seus trabalhos no final de 2019, e acumula hoje 26 denúncias de assédio protocoladas. Seis estão em apuração, e as demais estão na fase preliminar de análise.

Esses dados revelam, que é necessário haver ações de defesa dos trabalhadores e de investigação contínua para evitar que sejam expostos a situações de precariedade nas relações de trabalho.

Segundo Alexandra Wickboldt Hellwig, que é diretora da pasta de saúde do trabalhador do SINPAF, a pressão no trabalho tem desencadeado muitos afastamentos. Ela destaca que o número de pessoas afastadas por doenças psicológicas tem sido maior do que por motivos de acidentes.

O presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, reforçou a importância de valorizar o trabalho da CPPCAM para diagnosticar e combater esse tipo de adoecimento no trabalho. “O Ministério Público reconheceu que já houve casos de assédio moral na Embrapa. Alguns chefes usam sua estrutura administrativa para constranger os trabalhadores. Encaram isso como uma prática de gestão. O SINPAF precisa ficar vigilante e se contrapor a essa postura.”, alerta. 

 

 

Negociação coletiva da Embrapa na pauta da 24ª Plenária Regional Sul do SINPAF

Publicado em 30 de abril de 2022, às 15:30. Por Camila Bordinha

A negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Embrapa 2022-23 começou nesta semana e ganha lugar de destaque nas discussões realizadas na tarde deste sábado, 30 de abril, durante a 24ª Plenária Regional do SINPAF.

Convidado para embasar os debates, o supervisor técnico do Dieese, Sandro Silva, definiu o panorama econômico brasileiro anterior e no pós-pandemia. De acordo com ele, a alta inflação e os altos juros no Brasil estão atrelados a uma política de lógica neoliberal e de estado mínimo, executada pelo governo federal, não somente por conta da pandemia no País.

O problema do desemprego no Brasil, o aumento da informalidade e a precarização do trabalho são os maiores responsáveis pela situação na qual vive o país, segundo Sandro Silva. “População sem renda e com juros altos, que não resolve o problema da inflação, pois aumenta custo do dinheiro, impacta na população, desestimula quem tem dinheiro para investir e aumenta juros da dívida pública e o prejudica o próprio governo, que vai ter menos dinheiro para investir no desenvolvimento do país”, explicou.

O técnico do Dieese também disse que o desemprego não é um impacto somente da pandemia, pois desde 2015 e 2016, ainda no governo Temer, houve um pico no desemprego, que caiu, mas continua elevado e chegou a quase o dobro do ano de 2014. Ano passado, por exemplo, a taxa de desemprego chegou a 11,5%.

Empresas Estatais e Embrapa

De acordo com Sandro Silva, todo esse cenário de baixo crescimento, aumento da inflação e da política neoliberal acabou impactando as negociações das estatais.

Conforme os dados apresentados pelo técnico do Dieese, em 2017, no governo Temer, de 28 negociações, 26 foram abaixo da inflação. Nas convenções judicias de 19 negociações, 9 ficaram abaixo do índice do período; em 2018, de 32 negociações, 31 ficaram abaixo e, nas ações judiciais, de 13, 7 estiveram abaixo. O problema se repetiu no governo atual, em 2019, quando de 14 negociações, 11 estiveram abaixo e somente 3 obteve ganho real.

Como lembrou o presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, por se tratar de um estatal dependente da união, as trabalhadoras e trabalhadores da Embrapa não tiveram reajuste nos anos de 2020 e 2021, devido à Lei Complementar 173, que impedia aumento salarial, anuidade, quinquênio e licença-prêmio, por causa da Pandemia no País.

Com isso, a perda salarial e de poder aquisitivo, conforme os cálculos do Dieese baseados nos dados do IBGE e FGV, foi de 11,85% e a estimativa dessa perda, entre os anos 2017 a 2022 é de 25,99%.

“Devido a todo esse cenário, o SINPAF fez uma proposta de reajuste para recomposição das perdas de 2018 a 2022,” esclareceu Marcus Vinicius.

COMISSÃO ACT 2022-2023

Os representantes eleitos pela plenária para representar a Região Sul na Comissão Negociação do ACT Embrapa 2022-23 foram: Julio Bicca, como titular; e Odirlei, como suplente.

 

SINPAF na resistência à gestão da Embrapa contra os trabalhadores e trabalhadoras  

Publicado em 30 de abril de 2022, às 13:14. Por Camila Bordinha

Na 24ª Plenária Regional Sul, neste sábado (30/4), a secretária-geral do SINPAF, Dione Melo, abordou três assuntos importantes que, de acordo com ela, estão diretamente relacionados: o Programa de Cargos da Embrapa (PCE), a terceirização e a reestruturação na empresa.

De acordo com a diretora, na entrevista cedida pelo presidente da empresa à imprensa, em fevereiro de 2022, foi anunciada uma economia de R$ 320 milhões ao ano com o novo modelo de gestão. Desse montante, R$ 300 milhões será com a dispensa de pessoas, à medida que for completando 75 anos. Além disso, a eliminação de 839 cargos na área administrativa.

“Isso é o descarte das pessoas e é a base do processo de reestruturação anunciado. Para a gestão da empresa, existem pessoas e cargos que podem ser eliminados”, informou a secretária-geral.

Quanto ao Plano de Carreiras da Embrapa – PCE, foi publicado em informativo interno da Embrapa um novo plano que está sendo construído a muitas mãos. “Mas ninguém sabe quem são essas mãos que estão trabalhando, estão imclusive ignorando a representação sindical nesse processo,” alertou a sindicalista.

Sobre a terceirização, Dione destacou a existência de uma ação jurídica do SINPAF para impedir esse tipo de contratação.

A respeito de todas as investidas contra aqueles que são os verdadeiros construtores da boa imagem e eficiência da Embrapa, seus trabalhadores e trabalhadoras, Dione Melo deixou o seu recado: “só a luta nos garante, hoje o SINPAF é a resistência!”

 

Análise da conjuntura política e sindical na Plenária Sul

Publicado em 30 de abril de 2022, às 11:55. Por Larissa Sarmento

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Paraná, Márcio Kieller foi o convidado da 24ª Plenária da Região Sul para fazer uma análise da conjuntura atual sindical e política.

Para o sindicalista estamos vivendo hoje no Brasil, um desmonte das estruturas do Estado e dos serviços públicos. Ele citou como exemplo a venda da Petrobrás e de outras estatais e do Sistema Unico de Saúde (SUS), que segundo ele só não foi vendido para iniciativa privada porque foi extremante necessário nesse momento pandêmico que vivemos. “O governo pretende colocar na mão de poucos o que é de muitos, ficamos privados de usufruir dos serviços essenciais. Para ter acesso, o cidadão vai ter quem pagar”.

Ele ainda destaca que alguns ramos de atividade estatal estão sofrendo vários tipos de desmonte, na tentativa de privatização, deixando de serem estratégicos.  “Isso é uma lógica que está acontecendo no Brasil inteiro e todos os trabalhadores e trabalhadores estão sofrendo.” 

O presidente do SINPAF, Marcus Vinicius Sidoruk Vidal, concordou com a fala de Kieller e levantou reflexão de como essas questões afetaram a Embrapa nesse governo por uma visão que pouco valoriza as empresas públicas, e retira da pauta orçamentária os recursos necessários para que a empresa continue seu importantíssimo trabalho de pesquisa. “Nós vivemos um governo que fez a opção pelos ricos. O primeiro ato desta gestão foi acabar com o Ministério do Trabalho, depois juntar o Ministério do Planejamento com a Economia. Sabemos que as questões orçamentárias devem ser separadas da alocação de recursos, para garantir a legitimidade do destino de verbas”, completa.

Além das questões econômicas, um sindicato também deve ter a preocupação humana, olhar para as necessidades e direitos dos trabalhadores, segundo o presidente do SINPAF. “Estamos construindo um Sindicato cidadão, não só lutamos pelos acordos coletivos, mas também construindo propostas para melhores condições de trabalho e de vida”, afirma.

 

Plenária Regional Sul começa com homenagem às vítimas da Covid-19

Publicado em 30 de abril de 2022, às 09:04. Por Camila Bordinha

A 24ª Plenária Regional Sul do SINPAF começou na manhã deste sábado, 30 de abril, com a reprodução do vídeo “Espero que Nomes Consigam Tocar!”, criado a partir da canção ‘Inumeráveis’ de Chico César e Bráulio Bessa, que homenageia as vítimas da pandemia da Covid-19. A plenária também fez 1 minuto de silêncio em respeito aos 56 trabalhadores e trabalhadoras da Embrapa, que morreram com a doença.

Além da perda de diversos trabalhadores e trabalhadoras das empresas da base do Sindicato, a pandemia que atingiu o Brasil foi o principal motivo pelo cancelamento das plenárias em 2020 e 2021 e pelo qual o evento está sendo realizado de forma virtual agora em abril de 2022.

Também foi registrada uma homenagem ao ex-presidente da Seção Sindical de Bagé, Eraldo das Neves Rocha, que faleceu em outubro de 2021. “Uma vida inteira dedicada à família, ao Sindicato e ao sonho da construção de um mundo melhor,” ressaltou a diretora Regional Sul, Paula Pucci, que preside a plenária.

Trâmites legais – Seguindo o processo legal da Plenária, foi eleito para secretário da mesa o delegado e presidente da Seção Sindical Pelotas, Diego Viegas.

A pauta e o regimento interno da 24ª Plenária Sul também foram aprovados por maioria dos delegados credenciados no evento.

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